1. Identificação:
Nome: J. V. S. P
Idade: 6 meses
Cor: Branca Nacionalidade/Naturalidade: São Paulo, Brasileira
Sexo: Masculino
Religião: Católico
Endereço: R: José da Silva Oliveira, 259, Grajaú, São Paulo, SP
Nome da Mãe: A. A. P.
Nome do Pai: F. P.P
Moradia: Própria, mora três pessoas na casa com quatro cômodo.
Fonte da Anamnese: a mãe respondeu as perguntas
Data da entrada: 23/03/2009
2. Queixa Principal (QP). (palavra do acompanhante)
A mãe referiu que a criança estava sentindo cansada à dois dias, tosse produtiva, a criança estava chorando muito e com falta de ar.Foi diagnosticada broncopneumonia.
A mãe referiu que mudou – se de sua casa logo que apareceu a doença na primeira internação do filho com dois meses, a sua casa não tinha acabamento e produzia muito pó, piorando a saúde da criança. Refere que passa o dia inteiro limpando a casa por causa da sensibilidade do filho.
3. História patológica pregressa (HPP)
A criança é o primeiro filho do casal, os pais referiram não ter tido nenhuma doença respiratória, os primeiros sintomas apareceram com dois meses de vida da criança, ela foi hospitalizada por 21 dias.
A mãe referiu que a criança não teve nenhuma doença própria da infância como: sarampo, rubéola, coqueluche, varíola, caxumba, febre reumática, escarlatina, poliomielite. Não sofreu nenhum acidente ou trauma.
A criança já foi hospitalizada por duas vezes, a primeira com dois meses de idade no período 15/12/2008 a 05/01/2009 por bronco espasmo, a segunda internação aconteceu no período de 03/02/2009 a 17/03/2009 por broncopneumonia.
- História fisiológica
A mãe referiu ter feito pré-natal.
Parto normal (transvaginal).
Nenhuma complicação no parto.
Peso: 2.900 gr.
Amamentação: a mãe referiu que a criança amamentou exclusivamente até aos dois meses de idade e amamenta com complemento até hoje.
- Histórico Familiar
Mãe: 23 anos do lar refere não ter tido doenças.
Pai: 26 anos, motorista, refere não ter tido doenças.
Avó materna: doenças- H.A.S e Diabetes.
Avó paterna: doenças- H.A.S.
Avô paterno: doenças- Diabetes.
6. Histórico Social e epidemiológica
Casa de tijolo, com 4 cômodos, 3 pessoas reside, água encanada, rede de esgoto, coleta de lixo seletivo e não tem animais domésticos.
Alimentação: arroz, feijão e raramente carne.
7. Revisão dos sistemas
Dia 15/04/2009
Tº: 36,5ºC.
P: 95 bpm.
FR: 34 rpm.
Saturação: 96%.
Ao exame físico: Corado, hidratado, ativo, dispnéico, gânglios palpáveis, pupilas isocóricas, AC: BRNF 2T sem sopro, AP: MV+ com RA roncos + estertores; Abdome globoso, flácido, indolor a palpação, RHA+; eliminações vesical presente, intestinal presente asp. AC.
8.Medicamentos.
Budenosida, acetilcisteína, atenolol, ranitidina, espironolactona, hidroclorotiazida, cefepime, ibuprofeno, domperidona, prednisolona

Aline, Catieli, Crystiani, Daniela, Evelyn, Ingrid, Jenifer, Jordana, Liziane, Soraya
As vias aéreas são responsáveis pelo maior intercâmbio do homem e o meio ambiente através do ar inalado. Além disto, diariamente ocorre aspiração de secreções da oro-faringe. Entretanto, a árvore bronco-pulmonar é estéril abaixo da carina, o que vem comprovar a eficácia dos seus mecanismos de defesa antiinfecciosos.
Segundo dados do NNISS (National Nosocomial Infections Surveillance System) conduzido pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention), pneumonia é a segunda infecção hospitalar mais comum nos Estados Unidos, representando 15 a 18% dos episódios, acometendo cerca de 250.000 pacientes por ano.
As diferenças farmacodinâmicas entre pacientes pediátricos e adultos ainda não foram exploradas de modo detalhado. Crianças, em franco desenvolvimento e crescimento, acabam sendo mais suscetíveis a certos medicamentos.
As doenças que mais acometem as crianças são febre, sarampo, rubéola, resfriados e gripes, infecções por rotavirus, catapora, caxumba, doenças respiratórias e eritemas infecciosos.
A broncopneumonia é considerada um tipo de pneumonia causada por Mycoplasma pneumonia, Staphylococcus aureus e os microorganismos gram- negativos. Os principais agentes causadores da pneumonia são as bactérias Diplococcus pneumoniae, Haemophilus influenza, Staphylococcus aureus e Klebsiella pneumoniae.
A prescrição pediátrica deve ser precisa, segura e eficaz. Isso pode ser difícil porque não há suficientes evidências para embasá-la, o que pode acarretar risco para a criança. Na prática clínica, a prescrição racional de medicamentos deve considerar o emprego de dose capaz de gerar efeito farmacológico (eficácia) com mínimos efeitos tóxicos (segurança).
Não há consenso relativo à determinação da posologia em crianças. Em geral, os cálculos usam peso, superfície corporal e idade, devendo ser individualizados, embora em muitas bulas de medicamentos o fabricante coloque doses de acordo com peso ou faixa etária. Esse cuidado é tanto mais importante, quanto menor for a idade da criança. Os reajustes de dose são necessários até o peso máximo de 25 a 30 kg. Além desse peso, utiliza-se a dose preconizada para adultos. A dose máxima calculada não deve superar a do adulto.
Os medicamentos mais usados na pediatria são analgésicos e antitérmicos (paracetamol, ibuprofeno), bronco dilatadores (salbutamol, nebulização com fenoterol), corticoides (prednisolona), anti-histamínicos (dextroclorofeniramina, desloratadina), antiparasitários (mebendazol, albendazol), antitussígenos, laxantes, terapia de rehidratação oral e antibióticos.
Referências Bibliográficas
Maria Laura e Mírian. Medicamentos mais usados em pediatria. UCPel, 2008.
Dra Maria Amparo Martinez Descalzo de Menezes. As doenças mais comuns na infância, 2004.
Fármacos em crianças. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/multimedia/paginacartilha/docs/farmacosc.pdf. Acesso em 13/01/2012. Acesso às 09 horas.
Curso Básico de Controle de Infecção Hospitalar. Caderno B, Principais Síndromes Infecciosas Hospitalares. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/CIHCadernoB.pdf .Acesso em: 13/01/2012 às 9 horas.
A prevalência da broncopneumonia no setor de pediatria do hospital universitário do Oeste do paraná, no período de junho de 2000 a dezembro de 2003. Disponível em: http://www.unioeste.br/projetos/elrf/monografias/2003/mono/07.pdf. Acesso em: 13/01/2012 às 9 horas.
Disponível em: http://www.drugs.com. Acesso em: 13/01/2012 às 9 horas.
Diferença entre pneumonia e broncopneumonia. Disponivel em: http://www.capscursos.com.br/docs/artigoPNEUMONIA-%20Alet%E9a.pdf. Acesso em: 13/01/2012 às 9:30 min.
Pneumonia. Disponível em: http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=28&sid=6. Acesso em: 13/01/2012 às 9 horas.
O tratamento farmacoterapeutico para pacientes pediátricos devem ter um cuidado redobrado aos profissionais da saúde. Esses pacientes apresentam peculiaridades fisiológicas, como a função hepática, renal, hematológica e digestiva com função restrita. Além de pouca colaboração na utilização de fármacos orais. Quando se acompanha um paciente pediátrico, deve-se levar em consideração o fármaco, a dose, a hora de administração, a via e o paciente corretos. O farmacêutico deve conhecer as interações dos fármacos mais utilizados em pediatria e interações de fármacos com alimentos para uma perfeita orientação aos pais e aos demais profissionais de saúde. A prescrição pediátrica deve ser precisa, segura e eficaz. Isso pode ser difícil porque não há suficientes evidências para embasá-la, o que pode acarretar risco para a criança. Na prática clínica, a prescrição racional de medicamentos deve considerar o emprego de dose capaz de gerar efeito farmacológico (eficácia) com mínimos efeitos tóxicos (segurança). Assim, surge a necessidade de se considerarem características fisiológicas da criança, de acordo com seu período de desenvolvimento, e parâmetros farmacocinéticos do fármaco. A simples extrapolação de doses de adultos para crianças – baseada apenas em peso corporal, área de superfície corporal ou idade – pode trazer conseqüências drásticas. Assim, eficácia e segurança da farmacoterapia nesta fase inicial da vida requerem compreensão completa do desenvolvimento biológico humano. As diferenças farmacodinâmicas entre pacientes pediátricos e adultos ainda não foram exploradas de modo detalhado. Crianças, em franco desenvolvimento e crescimento, acabam sendo mais suscetíveis a certos medicamentos. Pode-se citar o efeito danoso das tetraciclinas na formação dentária e das fluoroquinolonas na cartilagem de crescimento. Não há consenso relativo à determinação da posologia em crianças. Em geral, os cálculos usam peso, superfície corporal e idade, devendo ser individualizados, embora em muitas bulas de medicamentos o fabricante coloque doses de acordo com peso ou faixa etária. Esse cuidado é tanto mais importante, quanto menor for à idade da criança. Os reajustes de dose são necessários até o peso máximo de 25 a 30 kg. Além desse peso, utiliza-se a dose preconizada para adultos. A dose máxima calculada não deve superar a do adulto.
A broncopneumonia é o processo inflamatório agudo dos brônquios e do tecido pulmonar. Os agentes bacterianos responsáveis mais freqüentes são:
- pneumococos;
- estreptococos;
- estafilococos;
- bacilo de Friedlaender.
Todavia, e não raramente, encontram-se broncopneumonias de origem vírica e outras, provocadas por penetração de material estranho na árvore brônquica. Esta afecção atinge em maior grau as crianças, os idosos e os indivíduos particularmente enfraquecidos. Pode ser primitiva ou representar complicações de doenças infecciosas (sarampo, febre tifóide, difteria, por exemplo). As lesões pulmonares instauram-se com focos múltiplos isolados, às vezes confluentes e em geral bilaterais, que não evoluem todos ao mesmo tempo, encontrando-se, por isso, vários estados evolutivos em simultâneo. A sintomatologia clínica da broncopneumonia tem início com febre mais ou menos alta (nos idosos pode estar ausente), dispnéia e cianose intensas, dores torácicas, com expectoração mucopurulenta. Cedo surge astenia grave e comprometimento do estado geral. O exame radiológico do tórax mostra, no indício da doença, sombras esfumadas difusas e, mais tarde, opacidades nodulares, em regra bilaterais e mais freqüentes nas bases pulmonares. O prognóstico da broncopneumonia é sempre reservado, podendo aparecer o grave quadro de insuficiência cardíaca. O tratamento é feito através de antibióticos, sedativos e calmantes de tosse, oxigênio e dieta líquida para combater a freqüente desidratação.
BUDESONIDA: Acima de 6 meses dose de 0,25 – 0,50mg diárias, diluídos em cloreto de sódio, administrados via nebulização 2 vezes ao dia.
ACETILCISTEINA: De 3 a 6 meses Xarope: 50mg – 2,5ml 2 vezes ao dia.
ATENOLOL: A dose deve ser cuidadosamente calculada a partir da dose de um adulto.
RANITIDINA: De 2 a 4 mg/Kg 2 vezes ao dia. Dose maxima diária de 300mg.
ESPIRONOLACTONA: 3,3mg/Kg divididos em 3 doses diarias.
HIDROCLOROTIAZIDA: 2mg/Kg por dia em 2 doses.
CEFEPIME: 50mg/Kg de 12 em 12hs durante 10 dias.
IBUPROFENO: A partir de 6 meses: 1 gota por Kg de peso, de 3 a 4 vezes por dia.
DOMPERIDONA: 2,5 ml para cada 10Kg de peso, 3 vezes ao dia. 30 min antes das refeições.
PREDNISOLONA: 0,14 a 2mg/Kg por dia, administrados de 1 a 4 vezes ao dia.
Referências Bibliográficas:
RANG e DALE, Farmacologia, 6ª edição. Editora Elsevier Ltda, Rio de Janeiro, 2007.
BISSON, M. Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica, 2ª edição. Editora Manole-2007.
KOROLKOVAS, Andrejus. Dicionário Terapêutico Guanabara, 2010.
Fernanda Freitas faz parte do grupo da Lauren
Profe Jane, neste post da Lauren existem mais colegas que são do grupo: Mariana G., Camila, Adriana, Natalia, Luis Artur, Suelen, Fernanda, Katia, Bruno, Larissa, Dianne, Jaqueline, Lawrence.