Diarreia em evento científico
17 janeiro, 2012 por Jane
Publicado em Casos clínicos | Etiquetado distúrbios menores | 5 Comentários
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Professora, como nosso comentário não coube neste post te enviamos por e-mail.
Nosso grupo esta aguardando a colega NATALIA postar.
Suelen; Mariana G; Fernanda; Adriana; Luis Artur; Natália; Kátia; Bruno; Larissa; Dianne; Jaqueline e Lawrence.
O surto de diarréia causado no dia 20/9/04, em um evento científico, apresentou 28 doentes (51%), associado à ingestão de sanduíche de queijo branco com tomates secos, maionese e alface, oferecido por bufe (sem condições sanitárias e sem alvará de funcionamento). Foi utilizado dez passos para a investigação do surto: planejamento do campo de trabalho, confirmação da existência de surto, confirmação do diagnóstico, definição e identificação de casos, descrição dos dados surto em tempo, lugar e pessoa, geração de hipóteses, avaliação das hipóteses, refinamento das hipóteses e estudos complementares, medidas de controle e prevenção e relatório e comunicação dos resultados. Poderá ser feito um questionário aos participantes do almoço em quais poderia colher as informações:
1. Informações quanto à identificação das pessoas;
2. Informações referentes a variáveis demográficas como sexo, idade, etc.;
3. Informações clínicas – sinais/sintomas, início dos sintomas, duração da doença, serviços de
Saúde procurados, tratamento, etc.;
4. Informações epidemiológicas sobre a exposição e contatos: o que consumiu no almoço e
anteriormente; quais as pessoas que compartilharam das mesmas refeições; contato anterior
com pessoa doente, etc..
As definições clássicas de caso é estabelecidas como:
Caso confirmado – em geral, considera-se como aquele confirmado por diagnóstico laboratorial.
Caso provável – aquele com características clínicas típicas, sem diagnóstico laboratorial.
Caso possível – aquele com algumas características clínicas.
Os principais agentes que poderiam ser considerados no diagnóstico é infecciosas (bactérias, vírus e parasitas), toxinas( naturais ou outras substâncias químicas veiculadas por alimentos) e químicas( contaminações com organofosforados, metais pesados).
É Importante discutir as ações sanitárias as quais, dependendo do surto e de sua fonte de
transmissão estarão no âmbito da vigilância sanitária ou da agricultura, e de
responsabilidade de órgãos de saneamento e meio ambiente.
Resumo: Surto de Diarréia causado por ST, no dia 20/9/04, em um evento científico, com 28 doentes (51%), associado à ingestão de sanduíche de queijo branco com tomates secos, maionese e alface, oferecido por bufe (sem condições sanitárias e sem alvará de funcionamento). Ações de controle sanitário foram desenvolvidas em relação ao bufê e fornecedores de matéria-prima. Estratégias para diminuir surtos em futuros em eventos .Praticar as ações de vigilância sanitária nos serviços de alimentação, tornar obrigatório o
cumprimento da legislação sanitária, melhorar as boas práticas de preparação de alimentos e além dos aspectos legais e estruturais para funcionamento do
estabelecimento.
Referências
ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/hidrica/doc/4asurtodiar_roteiro.pdf
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?484
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/biblioteca/2066/capitulo_2_%E2%80%93_investigacao_epidemiologica_de_casos_e_epidemias.htm
http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf
Epidemia é uma doença infecciosa e transmissível que ocorre numa comunidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto epidêmico. Isso poderá ocorrer por causa de um grande desequilíbrio (mutação) do agente transmissor da doença ou pelo surgimento de um novo agente (desconhecido). Já o surto é a ocorrência de dois ou mais casos epidemiologicamente relacionados. Alguns autores denominam surto epidêmico, ou surto, a ocorrência de uma doença ou fenômeno restrita a um espaço extremamente delimitado. Neste caso trata-se de um surto. No caso, o primeiro a ser feito é a investigação e obtenção de dados, sobre o tipo de sintomas, data e hora de seu início , o tipo de alimento ingerido no referido almoço e o número de pessoas que participaram do evento. Procurar saber dos participantes qual a comida ingerida, se tinha um odor/ sabor estranho, quanto tempo levou para o aparecimento dos sintomas e quais foram. Se for diarréia os agentes podem ser: Rotavírus, Shigella spp, Escherichia coli diarreiogênicas, Campylobacter jejuni/C. coli, Salmonella spp, Vibrio cholerae, Entamoeba histolytica, Giardia lamblia e o Cryptosporidium, para confirmação poderia ser solicitado EPF, cultura de bactérias, exames da água e comida. O período de incubação é específico para cada agente etiológico, por exemplo:
- Clostridium perfringens. Período de incubação de 8 a 24 horas. Alimentos envolvidos produtos cárneos (bovinos, aves), molhos, temperos, tortas, saladas, queijos tipo frescal.
- Salmonella:. Período de incubação de 6 a 48 h. Disseminação por alimentos, principalmente de origem animal, carnes preparadas, aves, ovos, derivados do leite, produtos de panificação, saladas diversas.
- Escherichia coli: período de incubação varia de 5 a 48 horas. A contaminação ocorre por hortaliças, frutas, carnes mal cozidas, massas frescas
Nos estudos caso-controle, identificam-se indivíduos com a doença (casos) e, para efeito de comparação, indivíduos sem a doença (controles). Os estudos caso-controle partem do efeito (doença) para a investigação da causa (exposição). Nos estudos de coorte, identifica-se a população de estudo e os participantes são classificados em expostos e não expostos a um determinado fator de interesse. Depois, os indivíduos dos dois grupos são acompanhados para verificar a incidência da doença/condição relacionada à saúde entre expostos e não expostos. Este estudo permite determinar a incidência da doença entre expostos e não expostos e conhecer a sua história natural. Foi constatado de imediato que o bufê não dispunha de licença para funcionamento emitido pela Vigilância Sanitária, nem dispunha de cozinha. Quanto aos aspectos sanitários, cabe destacar que o técnico do CVE verificou que utensílios do bufê eram velhos e mal lavados e com ranhuras; que os manipuladores de alimentos portavam anéis e que a maionese de uma marca, durante a preparação, era transferida para um outro pote com maionese de outra marca. A VISA do município de São Paulo detectou que o bufê, além de não possuir cozinha fixa, não possuía documentação necessária exigida pela legislação sanitária vigente.ha fixa, conforme estabelece a legislação para este setor de prestação de serviços de alimentação, constatou também o uso inadequado da maionese, bem como, obteve a informação de que os sanduíches foram preparados no local do evento e que a alface utilizada nos sanduíches havia sido lavada e higienizada na residência de um funcionário. Um dos fornecedores que fatiava os produtos apresentava condições sanitárias inadequadas no momento da vistoria da VISA. O produto com tomates secos apresentava-se em desacordo com a legislação vigente quanto às inscrições exigidas em sua rotulagem. Cabe destacar ainda que a cozinha do local utilizado pela instituição pública para o evento possuía uma geladeira/freezer pequena, um fogão e uma bancada com pia, mas com características domésticas, não suficientes para o preparo de grande quantidade de refeições.
As medidas de controle consistem em: melhoria da qualidade da água, destino adequado de lixo e dejetos, controle de vetores, higiene pessoal e alimentar.
A educação em saúde, particularmente em áreas de elevada incidência de diarréia, é fundamental, orientando as medidas de higiene e de manipulação de água e alimentos.
Referências:
Disponível em http://www.baip.ufpa.br Acesso em 19/01/2012 ás 11:30 horas.
Disponível em http://www.ftp.cve.saude.sp.gov.br Acesso em 19/01/2012 às 11:30 horas.
Disponível em http://www.segurancaalimentar.ufrgs.br Acesso em 19/01/2012 às 11:30 horas.
Suelen; Mariana G; Fernanda; Adriana; Luis Artur; Natália; Kátia; Bruno; Larissa; Dianne; Jaqueline e Lawrence
Para investigar o possível surto de diarréia ocorrido no evento científico organizado pela instituição de saúde, primeiramete devem ser realizadas as seguintes etapas:
1º) Fazer coleta de amostras(alimentos ingeridos pelos participantes do evento),verificar a temperatura do ambiente(ambientes + quentes,facilitam alimentos como maionese e queijo a estragarem mais rapidamente,facilitando a proliferação de M.O);
2º) Observar as condições de higiene onde os alimentos eram armazenados e se eles eram refrigerados;
3º) Analisar as condições de higiene dos cozinheiros e da cozinha;
4º) Pesquisar a procedência dos alimentos, onde eles foram comprados?Estavam na validade?
É preciso desenvolver um planejamento do trabalho a ser desenvolvido, definir a causa do problema, o numero de pessoas acometidas, levantamento de dados e organização destes devido ao grande numero de informações, e por fim, tomar medidas para controlar e prevenir, evitando que o agente causador volte a prejudicar a população.
Se deve investigar com cuidado os participantes do evento infectados (55 pessoas) que podem ser classificados como casos e também os controles, que são aqueles que freqüentaram o evento, porém não adquiriram a infecção.
Conforme análise dos dados, é possível notar que a patologia se manifesta em diferentes tempos de incubação após a ingestão de alimentos, o que demonstra que pode haver mais que um agente patógeno. Os agentes que podem ser considerados para realizar o diagnóstico deste caso seriam bactérias, vírus e parasitas.
Os hábitos de higienie que foram tomados durante o preparo dos alimentos e limpeza do local devem ser discutidos, o estado dos alimentos (se tinham qualidade ou estavam estragados), o local e as condições de conservação, e ainda por um alimento preparado ficar muito tempo a temperatura ambiente, gerando crescimento microbiano.
A Vigilância Sanitária deve atuar na investigação para controlar e monitorar a qualidade dos serviçoes prestados e alimentação em geral para que não ocorra novamento outro surto, mostrando a importância de seguir boas práticas na preparação de alimentos.
http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf