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Archive for the ‘Casos clínicos’ Category

Você é farmacêutico clínico no serviço de pediatria do Hospital geral do município de Continhas.

Marcelo, uma das crianças internadas, será mandado embora para casa esta tarde, depois de 3 dias de internação. Você foi escolhido para fazer o aconselhamento à mãe de Marcelo no momento da alta médica. A anotação do médico assistente diz que Marcelo foi internado para tratamento de osteomielite e depois da alta tomará ceftazidima 1g via intravenosa cateter central inserido perifericamente a cada 8 horas por 14 dias. A farmácia de atendimento domiciliar (home care pharmacy) e a equipe de enfermagem do hospital vão preparar e administrar a medicação.

HISTÓRICO

Queixa principal: O paciente está sentindo dor no dedão do pé direito. Foi diagnosticada osteomielite causada por Pseudomonas aeruginosa.

Histórico da doença: Oito dias ante da internação o paciente perfurou seu tênis enquanto caminhava perto de uma lagoa na fazenda do9 seu tio. Vários dias depois, ele reclamou de dor no pé. Ele foi consultado pelo pediatra, Dr. Pereira e recebeu receita de ácido clavulânico/amoxicilina 250/62, 5mg cada 8h, por sete dias e ceftriaxona 250mg IM 1x. A dor do paciente piorou e ele recebeu então do Dr. Pereira uma segunda dose de 250 mg de ceftriaxona IM e o encaminhamento para um ortopedista, o Dr. Bastos, com um diagnóstico de suspeita de osteomielite. Dr. Bastos então executou um MRI que confirmou o diagnóstico de osteomielite no dedão do pé direito e o paciente foi levado ao hospital para internação.

O paciente passou por cirurgia, durante a qual a infecção foi debelada e o tecido foi enviado para cultura e antibiograma. A cultura foi positiva para Pseudomonas aeruginosa, sensível à imipenem, meropenem, ceftazidima, cefipima, tobramicina e ciprofloxacino.  Um cateter foi colocado e ele começou com a ceftazidima 1g cada 8 horas durante duas semanas ministrada pelo assistente médico do Dr. Bastos, o Dr. Couto. O paciente está com alta e com prescrição de lavagem com heparina, 10 uni/mL, 1-2 mL IV depois de cada dose de ceftazidima.

Histórico médico: sem qualquer acontecimento

Histórico de medicação: medicamentos prescritos na alta do paciente: ceftazidima IV 1g cada 8 horas por cateter durante duas semanas, lavagem com heparina 10 uni/mL, 1-2 mL IV depois de cada dose de ceftazidima. Medicamentos anteriores incluem amoxicilina/ácido clavulânico e ceftriaxona. O paciente não toma rotineiramente nenhum medicamento.

Histórico social e familiar: o paciente está na escola e tem vários irmãos.

Exame físico e informações objetivas: Paciente é do sexo masculino, tem 7 anos de idade, 1,27m de altura e pesa 26,3 kg. Forma feitos os seguintes exames: contagem de células brancas totais 13.400/mm3 com 78% de granulócitos, 6% de neutrófilos de banda; taxa de sedimentação de eritrócitos de 35 mm/h, taxa de glicose no sangue de 94 mg/dL; creatinina sérica 0,5 mg/dL. Exame físico é relevante, com temperatura de 37,7ºC. O dedão do pé está inflamado e apresenta vermelhidão. Paciente reclama de dor moderada no pé. A última contagem total de células brancas foi de 10.400 mm3 com 64% de granulócitos e 1% de neutrófilos de banda; a temperatura dele era de 36,9ºC. Ele ainda está reclamando de dor moderada no pé.

Baseado em Rovers e Currie, 2010.

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Caso clínico extra

J.N.R., 66 anos, paciente do sexo masculino foi até sua farmácia e após uma longa conversa com você relatou ter Diabetes Melito II e hipertensão. O paciente disse, também, que faz uso dos seguintes medicamentos:
– Captopril: apenas quando sua pressão está elevada;
– AAS: 2 comprimidos após o almoço;
– HCTZ: 1 comprimido pela manhã;
– Enalapril: 1 comprimido de 12/12h;
– Furosemida.
J.N.R., também relatou que faz atividades físicas e que consome frutas e verduras, porém, adora e sempre come comida bem salgada. Você, então preocupado, resolveu verificar sua pressão arterial que estava 140/90mmHg. Você acompanhou o paciente até a balança e auxiliou-o na aferição do peso e altura que foram, respectivamente, 63 kg e 1,60m. Essa pessoa resolveu mostrar seus exames laboratoriais à você e também disse que, suas artérias carótidas esquerda e direita estão 50% obstruídas.
– Leucócitos: 7900, hemoglobina glicada: 13.8, triglicerídeos: 62, colesterol total: 131, HDL: 43, HB: 14.4, HT: 44.5, Eritrócitos: 4.91, Plaquetas: 174000, Glicose: 78mg/dL, HGT: 165mg/dL, Creatinina 1mg/dL, ácido úrico: 4.80mg/dL, CC:94cm, CQ: 97cm, RC/Q: 0.92.
-Comente comparativamente os valores de glicose e hemoglobina glicosilada.
– Quais medicamentos necessários que o paciente não está fazendo uso?
– Relate sobre possíveis interações medicamentosas.
Elaborado por Diego Boeira, Cristiane Prado, Lauren Acosta e Camila Cera

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Você é farmacêutico consultor da Casa da Melhor Idade, uma casa de saúde que abriga idosos. A
casa lhe envia um fax de uma cópia das prescrições médicas daquele dia de um dos internos, o Sr. Pedro de Alcântara, em que você lê atorvastatina. Você faz uma anotação para lembrar-se de avaliar a sitaução durante sua próxima sessão de revisão na Casa da Melhor Idade, que está planejando para a semana seguinte. Na revisão anterior você concluiu que a terapia medicamentosa atual do Sr. Pedro era segura e eficaz, e que ele estava, em geral, satisfeito com ela. Enquanto isso, você revê rapidamente o perfil atual do Sr. Pedro e anota o seguinte:

Medicação Posologia Indicações
Amiodarona 100 mg 1 cp. 1x ao dia Arritmia
Glimepirida 2 mg 1 cp. 1x ao dia Diabetes tipo 2
Atorvastatina 20 mg 1 cp. 1x ao dia Hiperlipidemia
Furosemida 40 mg 1 cp. 1x ao dia Hipertensão
Fluoxetina 20 mg 1 cáp. 1x ao dia Depressão
ASA/dipiridamol 25/200 1 cap. 2x ao dia Profilaxia de ataques isquêmicos transitórios
Losartana 50 mg 1 cap. 1x ao dia Hipertensão e diabetes tipo 2
Acetaminofeno 500 mg 2 cp. Se necessário Dor
Diazepan 2,5 mg 1 cp. 1x ao dia Ansiedade, insônia
Beclometasona 40 mcg 2 jatos, 2 x ao dia DPOC
Alergia Nenhuma alergia conhecida

Histórico do Sr. Pedro

Edema, arritmia, diabetes tipo 2, parada cardíaca congestiva, depressão, ataques isquêmicos transitórios, insônia, doença pulmonar obstrutiva crônica.

Alergias: nenhuma alergia conhecida

Histórico familiar/ histórico social: sem histórico

Informações objetivas:

Perfil lipídico (20/06): Colesterol total 188 mg/dL; LDL 88 mg/dL; HDL 44 mg/dL; TG 133 mg/dL.

Pressão sanguínea (21/09): 124/74 mmHg;  (14/09) 126/70 mmHg; (7/09) 118/50 mmHg.

Testes de função hepática (21/09) ALT 288 U/L, AST 302 U/L; Fosfatase alcalina 249 U/L.

Bilirrubina total 0,7 mg/dL; Tempo de protrombina 12 segundos.

Testes de função tireoidana (01/05) TS livre 1,2 ng/dL; TSH 3,3 mil?mL.

Glicose sanguínea (21/09) 204 mg/dL. Hemoglobina glicosilada 9,0.

Eletrólitos (21/09) Na 142 mEq/L; K 3,3 mEq/L; Cl 98 mEq/L; CO2 26 mEq/L.

BUN e creatinina (21/09) 22 mg/dL e 0,8 mg/dL, respectivamente.

Adaptado de Roovers e Currie, 2010.

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Sra Teodora Pinheiro foi admitida há duas semanas no Hospital Municipal de Maraíba do Sul, onde você trabalha como farmacêutico. Hoje, você está fazendo a primeira entrevista com a paciente e prestando atenção farmacêutica à ela. Você tem dados demográficos da Sra. Pinheiro, o perfil de medicação, e a lista de problemas médicos disponíveis na farmácia do hospital. Protocolos de admissão na casa exigem um perfil laboratorial básico, feito para cada interno.

Dados demográficos:

Data de nascimento: 8/8/1936

Alergias e sensibilidades: metformina (causou diarréia), pioglitazona (causou edema), fosinopril (causou hipercalemia)

Altura: 1,55m; 53 Kg.

Lista de problemas médicos

Diabetes mellitus Tipo 2

Nefropatia diabética

Hipertensão

Doença vascular periférica

Anemia por deficiência de ferro

Hiperlipidemia

Osteoporose

Medicamentos atuais

Sinvastatina 40 mg (uma vez ao dia)

HCTZ 25 mg (uma vez ao dia)

Gliburida 10 mg( duas vezes ao dia)

Cálcio de ostra 500 mg (duas vezes ao dia)

Alendronato de sódio 70 mg ( uma vez por semana, às segundas feiras)

Anlodipino 10 mg ( uma vez ao dia)

Nabumetona 500 mg (duas vezes ao dia)

Cianocobalamina  1000 mcg IM q (uma vez por mês)

Sulfato ferroso 325 mg (uma vez ao dia)

Loratadina 10 mg( uma vez ao dia)

Vacina contra gripe na admissão

Histórico médico

Sinais vitais: PA 138/80 mmHg; FC 100 bpm; FR: 12mpm; T: 36,8ºC

Lipídios: colesterol total: 190 mg/dL;  triglicérides 121 mg/dL; HDL 48 mg/dL; LDL 66 mg/dL.

Química: Na: 140 ,Eq/L; K 4,8 mEq/L; Cl 110 mEq/L; CO2 22 mEq/L; BUN (nitrogênio-uréia sanguínea) 21 mg/dL; Cr 1,4 mg/dL (calculado o clearance de creatinina 31 mL/min), glicose 138 mg/dL; Hemoglobina glicosilada 7,3 %; bilirrubina total 0,6 mg/dL; fosfatase alcalina 44 U/L, ácido úrico 6,4 mg/dL; proteína urinária 16 mg/dL; Ca 8,8 mg/dL; Mg 2,0 mEq/L; Fósforo 3,2 mg/dL; albumina 4,4 g/L.

Hematologia

Hemoglobina 10,2 g/L; Hematócrito 30,8, WBC 5600/mm3; 70% neutrófilos, 26% linfócitos, plaquentas 168.000/ mm3; ferro sérico 48 mcg/dL; capacidade total de absorção de ferro 460 mcg/dL; volume médio corpuscular 90 fL.

Baseado em Rovers e Currie, 2010.

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T.M, 70 anos, 1,64m de altura, 50Kg, estudante, não alfabetizada, dona de casa,  residente da cidade de Santa Maria, bairro Camobi. Relata ser hipertensa, depressiva, epilética e anêmica. Diz utilizar os medicamentos: Omeprazol para irritação no estômago, 1 comprimido de 20mg 1x ao dia antes do café da manhã; Ácido Acetil Salicílico para afinar o sangue(SIC), 1 comprimido de 100mg 1x ao dia no café da manhã; Captopril para pressão alta, 1 comprimido de 25mg 2x ao dia no café da manhã; Fenitoína para  ataques(SIC), 1 comprimido de 100mg 2x ao dia durante o almoço; Fluoxetina para tristeza(SIC), 2 cápsulas de 20mg 3x ao dia durante o almoço; ácido fólico para anemia, 0,2mg/1mL 1x  ao dia no almoço. T.M informou que ‘tomou’ a vacina da gripe(campanha de idosos) a uma semana, sentindo tonturas, fraqueza nas mãos e sonolência. A paciente diz apresentar corriqueiramente tosse, sede, inchaço nas pernas e mãos, insônia, dificuldade para urinar e emagrecimento.

Questões:

1)      Dentre os sintomas relatados pela paciente, quais estariam relacionados com os medicamentos utilizados e quais tem relação com as patologias.

2)      Existe algum PRM? Qual?

3)      Qual a intervenção farmacêutica você propõe?

Elaborado por Natália de Menezes, Rodrigo Benedetti Gassen, Sabrina Bolson, Vanessa Marchesan, Vanessa Classi.

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ESTUDO DE CASO – CÂNCER DE MAMA
“Muitas vezes me pergunto o que seria da minha vida como agora, se eu nunca tivesse tido câncer de mama. De certa forma, teria sido melhor, mas de outras maneiras, eu não me lembraria de tudo… Hoje, 10 anos após o diagnóstico, após uma biópsia de um caroço pequeno que eu tinha encontrado no meu peito esquerdo, eu aproveito cada instante de minha vida. “
Maria é uma senhora de 67 anos de idade, ex-secretária, que acaba de retornar de uma viagem de seis semanas para a Nigéria como parte de uma Força Voluntária de assistência médica que imuniza crianças contra a pólio.  “A Nigéria é um dos quatro únicos países onde a pólio ainda está presente – está quase completamente erradicada agora.  Vendo o rosto das crianças ali, ansiosos para obter a sua única vacina, mostrou-me como fantástica a medicina moderna pode ser. “
 Tratamento de Maria
Maria teve um choque inicial após seu diagnóstico.  Ela tinha acabado de sair da menopausa e estava ansiosa para estabilizar seus hormônios e para isso, estava administrando vários medicamentos e tratamentos alternativos simultaneamente, para acelerar o processo. 
 “Meu tumor era pequeno e não parecia ter se espalhado, mas eu já havia marcado uma mastectomia radical em três semanas.  Acordar com apenas uma mama foi um choque, apesar de saber exatamente o que seria feito. “
Maria fez radioterapia em seguida, que a deixou muito cansada e sentindo depressiva.  Ela ficou aliviada ao saber que o resultado de uma biópsia do linfonodo que tinha sido removido confirmou que o tumor não tinha se espalhado além do peito, por isso ela foi poupada da quimioterapia.
“Eu temia ter que fazer quimioterapia – com todas as náuseas e efeitos adversos.  Eu pensei que eu tinha tido sorte de escapar.  Então veio a cirurgia, de reconstrução da mama – quase pior do que ter a mastectomia original! “
Maria está contente por ter a mama reconstruída com o implante, mas hoje a maioria das mulheres não precisa mais passar por isso.  Hoje, as mulheres como Maria são tratados com cirurgia conservadora, onde apenas o caroço e algum tecido circundante é removido, ao invés de toda a mama.  Esta cirurgia é eficaz no tratamento do câncer e evita a necessidade de reconstrução da mama.
 Lidar com as hormonas
 Como o tumor de Maria era sensível ao estrogênio, os médicos decidiram que ela era candidata ideal para tomar tamoxifeno.  O tamoxifeno é uma droga que bloqueia os receptores de estrogênio em todas as células do corpo, incluindo as células do tumor, evitando assim que o hormônio estimule as células cancerosas a crescer.  O tamoxifeno pode ser usado como tratamento de câncer, e podem evitar recidivas do câncer de mama em mulheres cujos tumores foram removidos e tratados.
“Eu tomei tamoxifeno por dois anos, mas, em seguida, um outro tipo de medicamento chamado de inibidor da aromatase se tornou disponívl.  Este foi mais eficaz para mim porque eu tinha passado pela menopausa e utilizei este medicamento por mais três anos.  Agora, ainda tenho check-ups regulares a cada três meses para que a enfermeira pode fazer um exame de mama manual, com uma mamografia a cada ano. “
Maria e seu médico constantemente se preocupam com sua densidade óssea, pois sabem que ela é paciente de risco para a osteoporose.
 A história de Maria não é incomum.  Cerca de 80% das mulheres que são diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial no Reino Unido, França, Alemanha e outros países da Europa Ocidental pode sobreviver por cinco anos.  Cerca de 66% sobrevivem por 20 anos.
 Os aumentos na sobrevivência se deve a uma combinação de fatores, incluindo uma melhor triagem e novos tratamentos.  Tamoxifeno e inibidores de aromatase têm impedido as recidivas em milhares de mulheres que têm tomado durante um longo período, e os dados clínicos ainda estão sendo coletados sobre os benefícios destes medicamentos.
 “Eu não teria acreditado, a 12 anos atrás, que eu estaria fazendo as coisas que eu estou fazendo hoje.  Ter tido câncer de mama, e sobreviver  graças aos diferentes tratamentos que eu tive é uma parte importante da minha vida agora.  Eu sei que o câncer de mama pode ocorrer – mas também sei que existem tratamentos adicionais que poderiam ajudar.  Tenho tanta esperança para o futuro e a partir de agora, vou aproveitar cada minuto de minha vida”.
ESTUDO DE CASO – GESTANTE
M.R.S., 20 anos, branca, profissão de manicure, casada, cônjuge com 32 anos, que trabalha como vigia. Possui ensino fundamental incompleto (7ª série), natural de Campo Grande-MS, católica. Renda familiar mensal em torno de R$ 900, 00, considera essa renda suficiente para manter as necessidades familiares. Reside em casa própria de alvenaria, com quatro peças (um quarto, sala, cozinha e banheiro), seu banheiro localiza-se dentro de casa e possui vaso sanitário e chuveiro elétrico, sua casa não dispõe de rede de esgoto, mas possui fossa séptica. Dorme 8 horas por noite e sente-se descansada com a quantidade de sono que tem. Realiza duas refeições diárias (café da manhã e almoço). Relata que após a gestação tem se alimentado mal devido a intolerância à carne. Nega história de icterícia, cálculo biliar, etilismo, tabagismo, problemas respiratórios, cardiopatias, hipertensão arterial e diabetes.
Gestante com nove semanas e dois dias de gestação, Gesta III, Para II, Aborto Zero, Data da última menstruação (DUM): 25/04/2010, Data provável do parto (DPP): 02/02/2011.
Relata aumento da freqüência urinária após a gestação, cefaléia, lipotimias, náuseas, lombalgia e mialgia. Informa que ficou feliz com a gestação, pois a mesma foi planejada.
Tem consciência de normalidade das alterações já presentes ou futuras no seu corpo decorrentes da gravidez. Está feliz com a sua aparência, tem como aspiração ter uma vida estável, considera sua família e seus filhos as coisas mais importantes em sua vida.
À consulta (29/06/2006) a cliente apresentava peso: 70 kg, altura: 1,63m, IMC: 28, 6, PA: 90X63mmHg, P: 80bpm, R: 18mpm e T: 36,8 C.

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Professora Soraya é dona de uma escola infantil. Com o decorrer dos anos, conseguiu boa clientela entre os moradores da cidade de Trovoadas, no interior do estado. No momento, são 35 crianças matriculadas nas turmas de maternal e pré-escola, assim, a faixa etária dos alunos é de 1 a 5 anos.

Nas últimas semanas, porém, Professora Soraya tem se preocupado com os problemas de saúde apresentados pelas crianças. Não que fossem sérios, mas eram tantos…. Estavam inclusive tirando seu sono e provocando dores de cabeça freqüentes.

Primeiro foi o Joãozinho (4 anos), que começou a apresentar sintomas de pediculose. Em pouco tempo, como era de se esperar, boa parte da turma estava com o mesmo problema. Soraya então chamou os pais das crianças para uma reunião, na qual esperava conscientizar a todos da importância do controle do problema o quanto antes. Para ajudar nas informações, pediu para que o farmacêutico da unidade básica de saúde (UBS) da comunidade viesse acompanhar a reunião e falar sobre a transmissão, métodos de controle de piolhos, sintomas e tratamento medicamentoso (formas farmacêuticas), diagnóstico diferencial e medidas preventivas.

Resolvido o problema, percebeu que Maria Lúcia (3 anos) apresentava sinais de que desenvolveria um resfriado. A pequena se queixava de dor de cabeça e nos ouvidos, além de febre baixa (37,5ºC).  Com a chegada do inverno a preocupação de todos da escola era de que o caso fosse desenvolver para uma gripe H1N1. Muitas eram as dúvidas de pais e professores sobre como diferenciar a gripe comum da H1N1 e do resfriado comum, afinal existem grandes diferenças entre as formas de tratamento destes problemas de saúde.  Desta vez, foi chamada a médica da UBS para orientar a todos. A profissional de saúde falou sobre Medidas preventivas, hábitos de higiene, tratamento não farmacológico e farmacológico: medicamentos usados para tratar sintomas como tosse, obstrução pulmonar, congestão nasal, febre e dor (formas farmacêuticas e orientações de utilização).

Na última segunda-feira, Sara, uma menina sapeca de 4 anos chegou à escola com queixas de dores abdominais e forte diarréia. A menina relatou que foi a uma festa no final de semana, e que seus pais também estava apresentando dores iguais às dela. Neste caso, devido à urgência do quadro, a menina foi encaminhada à UBS, onde foi prontamente medicada e os pais orientados para como seguir com o tratamento e evitar novas intoxicações alimentares. O pai de Sara relatou ao farmacêutico, no momento em que este comprava seus medicamentos, que estava com aftas bucais e questionou se este problema também poderia estar relacionado com a intoxicação alimentar.

O problema de Pedro era diferente. Ele apresentava um quadro de constipação intestinal que já perdurava alguns meses. A mãe dele já havia tentado de tudo de plantas medicinais a medicamentos, passando por alimentos e outras substâncias. Para resolver o problema, voltou à escola o farmacêutico acompanhado de uma nutricionista, que falaram sobre causas, conseqüências e tratamento do problema…

Enquanto isso, as dores de cabeça e insônia continuam… qual será o próximo problema de Soraya?

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