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Arquivo da categoria ‘Casos clínicos’

Paciente S.S.V nascida em 22 de março de 1990 na cidade de Santa Maria, seu parto foi feito por cesariana com procedimento normal, aos 19 anos pesa 92 kg e mede 1,64 cm, seu IMC é de 34,35 o qual se enquadra no nível de obesidade I. Em seus últimos anos foi constatado que sua glicose é de 143 mg/% a qual se considera elevada, pois os padrões aceitos são de 80 a 110, seu colesterol total está normal. No seu histórico familiar há casos de Hipertensão Arterial Sistemica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM), aos 8 anos paciente foi ao pediatra e constatou que é portador de DM. Seus históricos patológicos além de obesidade e DM, foram de hepatite aos 2 anos e Rubéola aos 4 anos, nesta idade sua mãe notou que a paciente apresenta retardo mental. S.S.V. encontra-se em tratamento medicamentoso desde 2005 sob o uso dos seguintes medicamentos: Carbamazepina, Diazepan, Fluoxetina e Clorpromazina. Atualmente está sob acompanhamento dos cursos de Terapia Ocupacional, Nutrição, Psicologia e Fisioterapia, na qual apresenta evolução no seu quadro geral notando-se melhora em sua capacidade motora além da regueção da obesidade através do acompanhamento da nutrição.

Perguntas:

1- O tratamento primário para a DM é uma alimentação balanceada acompanhada por nutricionistas associado a práticas de exercicios fisicos quando possivel, o tratamento secundário é através de medicamentos quando o primário não é suficiente. Dentre os medicamentos sitados no caso, é possível associar algum ao controle da glicose?

2- Dentre os medicamentos usados no tratamento de S.S.V., existe interação medicamentosa? Se existe qual seria a conduta a ser tomada para evita-la.

3- Alguns pacientes ao iniciar o tratamento com Fluoxetina reclamam não perceberem o efeito do medicamento nas primeiras semanas de uso. Explique o porque disso e como a fluoxetina atua no organismo.

4- Para que a paciente toma Clorpromazina? Qual sua função e qual a classe de receituário utilizada para a dispensação deste medicamento?

Elaborado por: Lauren Silveira, Leonardo Sanches e Liane Dias.

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Pcte M.R.L, 8 anos e 4 meses de idade, com um diagnóstico clínico de Malformações múltiplas( lábio leporino, laringomalácia, deficit auditivo, visual, fotossensibilidade). De nascimento prematuro com 8 meses de gestação( cesária). Descobriu-se uma infecção da placenta, não sabendo sua etiologia. Nasceu com lábio leporino e fez cirurgia de correção em POA, aos 1 ano e 4 meses de idade. Nesse período fez uso dos seguintes medicamentos: amoxicilina susp. 60 ml 50 mg/mL, salbutamol sol. c/ nebulimetro spray oral jatos 100 mcg/jat, ranitidina (2mL) 25 mg/mL, prednisolona sol. oral 3 mg/mL. Aos 3 meses de idade , foi diagnosticado a laringomalácia. Teve cinco paradas cardiorespiratórias ao tentarem entuba-la para cirurgia. Quando teve alta hospitalar, foi transferida em ambulância, fazndo uso de : fenobarbital 11 gts de 12/12 hrs., sulfato ferroso 18 gts 1x/dia, beclometasona 50 mcg 2 jatos 3x/dia, cisaprida 1,1 mg 3x/dia, salbutamol 3 jatos de 4/4 hrs, oxigenioterapia 1 L/min e dieta por sonda. Pcte ainda faz uso de sonda nasogástrica.

Com base nas informações dadas no caso clínico, diga:

a) Os medicamentos que podem causar as malformações em questão.

b) Para que servem os medicamentos usados pela pcte, e possíveis interações entre eles.

c) As reações que podem ocorrer pelo uso de amoxicilina, ranitidina e prednisolona.

Elaborado por Líria da Rosa

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Joshua, a 52-year-old man with bipolar disorder, hyperlipidemia, and hypertension, presents to his primary care provider’s (PCP) office for routine follow-up. His psychiatric symptoms have been well controlled for several years with aripiprazole. Joshua also takes pravastatin and lisinopril. His fasting lipid profile 3 months prior showed total cholesterol, 152 mg/dL; high-density lipoprotein cholesterol (HDL-C), 36 mg/dL; triglycerides (TG), 221 mg/dL; and low-density lipoprotein cholesterol (LDL-C), 74 mg/dL. Having recently changed to another health insurance provider, Joshua tells his PCP that aripiprazole is no longer covered by his prescription plan and he cannot afford to pay for it. His PCP starts him on risperidone instead, which is on his insurance formulary, and asks him to return in 6 months. Joshua misses his next appointment, but when he finally sees his PCP 1 year later, he states that he stopped taking risperidone because of restlessness and enlarged breasts. Routine fasting lipid profile now shows total cholesterol, 214 mg/dL; HDL-C, 27 mg/dL; TG, 369 mg/dL; and LDL-C, 113 mg/dL. He reports that he has had times of spending more than he could afford, impulsivity, irritability, and feeling “on top of the world” as well as periods of depressed mood, anhedonia, lessened energy, and lessened interest in work and in family life. Which of the following is the most likely cause of the adverse drug event (ADE) in this patient?

(  )Drug-drug interaction

(  )Medication error of omission

(  ) Medication dispensing error

(  ) Medication abuse

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Jessica weighs 20 kg. The following infusion order is written by the prescribing physician: “Heparin 400U/hour (20U/kilogram/hour) continuous intravenous infusion.” Jessica is started on the heparin infusion via intravenous route. Four hours later, the nurse notes that Jessica is somnolent. The physician assesses the patient and notes that the infusion rate on the pump administering the heparin is 4000 U/hr. A STAT brain computed tomographic (CT) scan reveals acute intracerebral hemorrhage.

Which of the following is the most likely cause of the adverse drug event (ADE) in this patient? (select only one)
Misinterpretation of infusion dose due to use of abbreviations
Misinterpretation of infusion rate due to inclusion of both patient-specific and weight-based dose
Use of a continuous intravenous infusion instead of subcutaneous administration
Lack of laboratory monitoring

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Jessica, a 7-year-old girl with kidney cancer, was admitted to the hospital for surgery and chemotherapy. On day 2, Jessica develops severe dyspnea and tachycardia. Oxygen saturation on room air is noted to be 84%. Radiographic imaging confirms pulmonary embolism. The pediatrician caring for Jessica is notified and prepares to order a heparin infusion.

In ordering anticoagulation for this patient, which of the following would you consider when writing the order? (select only one)

Include the patient-specific dose only
Include the weight-based dose only and allow the pharmacist to calculate the patient-specific dose
Include both the patient-specific dose and the weight-based dose
Specify the medication infusion rate in both units per hour and units per minute

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Dona Maria anda preocupada com a saúde da sua família, por isso resolveu procurar o Seu Juvenal, o farmacêutico da farmácia do Bairro Esperança.

 

Há alguns dias atrás seu marido, seu Antônio, soube pelo telejornal que a matriz da empresa em que trabalha, uma montadora de automóveis norte-americana, pediu concordata, e desde então, tem sofrido de insônia e passado as noites em claro. Além disso, a família passou o final de semana na casa do Compadre Nelson, em uma feijoada, o que levou Seu Antônio a apresentar hemorróidas.

 Seus filhos mais novos, os gêmeos de 8 anos  Leandro e Leonardo, tem estado abatidos, com cefaléia e  coriza. Leonardo tem estado febril, com temperatura de até 39ºC e apresentou os sintomas de maneira mais brusca. Em questão de horas estava esgotado, com perda de apetite e náuseas. Tem se queixado também de dor no ouvido e na garganta. Leandro teve progressão mais lenta dos sintomas, e agora apresenta tosse produtiva.

 

A filha mais velha da Dona Maria, a Diva, tem 18 anos e começou a trabalhar recentemente. Ela precisa se deslocar até o centro da cidade, distante 20km da casa da família. Por causa desta distância, não tem retornado para almoçar em casa, e tem feitos lanches rápidos numa padaria perto do seu trabalho. Desde então tem comentado com a mãe que está constipada, chegando a ter dores estomacais freqüentes, com episódios de diarréia e vômito, além de aftas bucais.

 

João Paulo, seu filho de 10 anos, trouxe um bilhete da escola comentando que na turma dele, a 5ª série do ensino fundamental, várias crianças estavam com baixo desempenho escolar devido à pediculose. Os professores solicitam a revisão dos filhos e, em caso de infestação, que os mesmos tomem as medidas cabíveis. Dona Maria encontrou alguns piolhos em João Paulo, bem como lêndeas.

 

Dona Maria, com todos esses problemas para resolver, anda com muita dor de cabeça! Tem sentido dor especialmente à noite, e diz estar tomando apenas alguns chás, como camomila, alcachofra e guaco, este último, para prevenir da gripe.  

 

 

 

 

 

Seu Juvenal terá muito trabalho pela frente!

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A.C.P.P. 15 anos, sexo feminino, apresenta hidrocefalia com DVP (Derivação Ventrículo Peritoneal), mielomeningocele, bexiga neurogênica, paralisia nos MMII, nascida de parto normal completo.

Aos 45 dias de vida foi submetida a cirurgia da mielomeningocele e aos 6 meses cirurgia para hidrocefalia. No ano de 2000 fez cirurgia de correção dos pés (tendões de aquiles).

Atualmente foram diagnosticados: insuficiência renal sem controle dos esfíncteres, escoliose, hiperlordose, desproporção facial.

Nos exames foram encontrados os seguintes valores: Uréia – 182,7 mg/dl; Sódio – 140 mmol/l; Potássio – 6,2 mmol/l; Cálcio – 9,2mg/dl; Fósforo – 4,1 mg/dl; Anti-Hbs – 866mUl/ml.

Eritrócitos – 3,56 milhões/mm³; Hemoglobina – 10,8 g/dl; Hematócrito – 32,9%; Plaquetas – 125mil/mm³.

PA: 100/60 mmHg; FC: 96 bpm; Paratormônio: 1020pg/ml.

Faz uso dos seguintes medicamentos: Ácido fólico, Ácido Valpróico, Bicarbonato de Cálcio, Calciferol B12, Fenobarbital e Sulfato ferroso.

 

1- Quais são as interações medicamentosas apresentadas no caso? Quais alterações  na terapêutica são necessárias para diminuir as interações entre os medicamentos?

2- Quais exames feitos pela paciente encontram-se alterados?

3-Com base nos resultados dos exames realizados, diga por que a paciente administra cálcio.

4- Fale sobre o principal problema de saúde apresentado pela paciente.

 

Acadêmicos: Letícia Campara, Letícia Poitevin, Luisa Schittler, Roberta Rodrigues.

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M.B. sexo feminino, 34 anos, nasceu com cerca de 5kg, sofreu lisencefalia no parto, teve anóxia, fez várias cirurgias, e em conseqüência disto tem atraso no desenvolvimento motor. Aos 2 anos começou a sofrer crises de convulsões mioclônicas, fazendo uso de carbamazepina 200mg; ácido valpróico 1,5g ao dia dividido em 3 tomadas; e quando necessário, durante as crises, usa clobazam 10mg, de manhã e a noite. A mãe era alcoólatra, até tomou veneno durante a gravidez. Apresenta tumor no baixo ventre, o que levou à megacolo. Para redução do tumor faz o uso de Megestrol (160mg, 3 vezes ao dia).

Possui dificuldade de memória recente, necessita de cuidados especiais, faz caminhadas, trabalho manuais e gosta de escutar músicas. Foi adotada e passa três dias na casa da família biológica, de onde retorna com episódios de vômito, devido ingestão de alimentos inadequados. Foi diagnosticado gastrite crônica ativa grau 2 atrófica, devido infecção por Helicobacter pilory moderada, para o qual foi indicado o tratamento com amoxicilina 500mg, 2 vezes ao dia; claritromicina 500mg, 1 vez ao dia; e pantoprazol 40mg 1 vez ao dia.

Por estar vivenciando um momento complicado em sua vida, foi prescrito o uso de paroxetina 10mg, à noite para auxiliar na depressão.

Devido queixas de constipação foi orientado aumentar o consumo de água, diminuir a quantidade de alimentos nas refeições e usar um sache de muvilax pela manhã.

  1. Quais as orientações farmacêuticas que podem ser dadas aos familiares, com relação ao modo de administração dos medicamentos, levando em conta a quantidade e as interações que poderão ocorrer?
  2. O que seria indicado para o tratamento da Gastrite Crônica Ativa Grau II atrófica?
  3. A indicação do Pantoprazol deve-se a que?
  4. O que é anoxia?
  5. O que é lisencefalia e o que causa?

Acadêmicas: Leticia Campara, Leticia Poitevin, Luísa Schittler, Roberta Rodrigues.

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Homem de 43 anos com antecedente de infecção pelo HIV, descontinuou o acompanhamento e tratamento anti-retroviral por conta própria a cerca de 1 ano e meio (na época estava com controle ótimo segundo suas informações). Permaneceu assintomático até há 2 meses, quando passou a apresentar dor retroesternal ao engolir. Dirigiu-se ao pronto-socorro com história de 4 semanas de tosse seca e dispnéia progressiva, além de febre nos últimos 4 dias de até 38,4 graus. Refere ainda perda de peso de 5 quilos nos últimos 6 meses e abatimento progressivo.

 Exame Físico

 ·         Bom estado geral, descorado+/++++, hidratado, anictérico, acianótico

  • PA: 128/84 mmHg
  • FC: 90 b.p.m
  • FR: 31 i.r.m
  • Saturação de O2 em ar ambiente visto por oximetria:92%
  • Oroscopia: placas esbranquiçadas com base eritematosa em cavidade oral
  • Ap Resp: MV+,sem RA
  • Ap CV: 2BRNF,sem sopros
  • TGI: Abdome plano, flácido,RHA+,sem visceromegalias ou massas palpáveis
  • MMII: Pulsos positivos, sem edema de extremidades

 A radiografia de tórax é normal em 5% a 10% dos casos. Imagem de infiltrado reticular heterogêneo, difuso, bilateral e simétrico é o achado clássico e mais comum. Menos freqüentemente, pode-se observar infiltrado unilateral ou focal, condensações ou pneumotórax.

Outro diagnóstico do paciente é a candidíase oral, que podemos presumir pelas lesões características na oroscopia.

  Exames iniciais do paciente

 ·         Endoscopia: lesões sugestivas de candidíase esofágica, submetido á biópsia

  • Hemograma: Hb 12,0g/dL; 4500 leucócitos com 21% de linfócitos e 70% de neutrófilos, sem desvio; 141.000 plaquetas
  • DHL 680 Ui/L (normal até 280)
  • Contagem de linfócitos CD4: em análise
  • Gasometria arterial: PH 7,44 PO2: 70 mmHg, PCO2: 22mmHg BIC: 26
  • Bacterioscopia e pesquisa no escarro do pneumocystis jiroveci: negativas

 

Prescrição ( a partir do quadro descrito)
Dieta específica
Sulfametoxazol-Trimetoprima 2 ampolas EV a cada 6\6 horas
Prednisona 40 mg VO de 12/12 horas
Fluconazol 200 mg VO 1 x ao dia
Dipirona 2 ml EV a cada 6 horas se temperatura acima de 37,8 graus
Omeprazol 20mg VO 1x ao dia
Lamivudina150 mg e zidovudina 300 mg VO 2X ao dia
Efavirenz 200mg VO 1X ao dia

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C.M.A.A., caucasiana, enfermeira, 25 anos de idade com epilepsia diagnosticada aos 20 anos, de difícil controle. A primeira gravidez foi planejada e vigiada por obstetra particular até às 22 semanas de gestação, altura em que foi enviada à Unidade de Diagnóstico Pré-Natal/ Medicina Fetal do Serviço de Obstetrícia da Maternidade do hospital local por suspeita de espinha bífida oculta.

Estava medicada com valproato de sódio 2g dia. Não havia sido medicada com ácido fólico nem efetuou rastreio bioquímico para defeitos do tubo neural. Efetuou ecografia no Serviço que mostrou imagens sugestivas de cabeça “lemon-shape” e mielomeningocele lombo-sacral. Foi efetuada amniocentese para estudo citogenético que revelou um cariótipo normal (46,XX).

Perante estas malformações o casal solicitou interrupção médica da gravidez que foi aceita. O estudo anatomopatológico do feto revelou “solução de continuidade dos tecidos moles e ósseos da região lombo-sacral com 2,5 cm de maior eixo compatível com mielomeningocele.”

Foi orientada para nova consulta de Neurologia e o valproato foi substituído por carbamazepina, conseguindo-se a estabilização da doença com 1g/dia deste fármaco.

Posteriormente foi a consulta de aconselhamento genético e pré-concepcional, tendo sido medicada com ácido fólico 20 mg dia. A segunda gravidez foi vigiada no nosso serviço, permanecendo medicada com 1g de carbamazepina e 20 mg de ácido fólico diários, sem

qualquer agravamento da doença. Efetuou rastreio bioquímico para defeitos do tubo neural que foi negativo.

As ecografias de rotina, bem como a ecocardiografia fetal não apresentaram alterações.

A gravidez transcorreu com normalidade, apresentando a mãe, náuseas e vômitos matinais, desconforto gástrico, sonolência e um episódio de candidíase vaginal. No 7º mês de gestação, quando foi diagnosticada pré-eclâmpsia, sendo tratada com sulfato de magnésio e prednisona. Não apresentou diabetes gestacional.

O parto foi normal, o recém-nascido do sexo feminino pesava 3.430g e apresentou um índice de APGAR de 9,10,10 sendo perfeitamente saudável. Ambos tiveram alta às 48 horas de puerpério tendo este decorrido sem complicações.

C. foi orientada para o puerpério e amamentação, bem como sobre a utilização de medicamentos durante este período.  Atualmente a criança tem 15 meses de vida, é saudável e apresenta um padrão de crescimento e desenvolvimento normal para a sua idade.

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