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Archive for 27 de outubro de 2008

Caso clínico – Saúde da Mulher

 

Identificação

J. R., 25 anos, feminino, branca, casada, comerciária e L.M.R., 47 anos, feminino, branca, casada, professora, ambas residentes em Camaquã – RS.

 

Historia clínica

A paciente, gestando há 30 semanas, procurou atendimento com queixa de contrações uterinas (três em vinte minutos). Até então a gestação transcorrera normalmente. O exame físico confirmou as informações prestadas. Ao toque vaginal, o colo uterino estava fechado. Frente ao quadro de trabalho de parto prematuro, decidiu-se pela internação da paciente. Além de repouso, prescreveu-se salbutamol em infusão intra-venosa contínua.

 

Passadas mais doze semanas, a paciente foi admitida no centro obstétrico com uma gestação de 42 semanas, para realizar cardiotocografia basal. Era sua primeira gestação, a qual evoluíra com apenas uma intercorrência, as contrações na 30ª semana. O exame, que consta da monitorização das contrações uterinas e batimentos cardíacos fetais (BCF), tinha sido indicado pelo obstetra em função da gestação prolongada. Como não foi conclusivo, indicou-se cardiotocografia de esforço (teste de Pose). Esse exame avalia os mesmos parâmetros do anterior, após a estimulação da motilidade uterina com ocitocina, administrada na dose inicial de cinco miliunidades por minuto. Não havia contra-indicações materno-fetais para a realização do teste. A resposta foi adequada e, como acontece muitas vezes nessa situação, desencadeou-se o trabalho de parto. O parto foi normal, com um recém-nascido de 3,2 Kg. 50 cm e Apgar 9 no primeiro minuto. No pós-parto imediato, a paciente apresentou sangramento vaginal aumentado, associado à hipotonia uterina. Tentou-se a correção dessa por meio de massagem abdominal do útero e infusão intravenosa de solução glicosada a 5% (1000 mL) com 10 UI de ocitocina, na velocidade de 40 gotas/min. A evolução foi favorável.

 

A paciente retornou a consulta médica 35 dias após o parto para revisão e orientação anticoncepcional. Além de dor no mamilo ao início da amamentação, não tinha outras queixas. Referiu ter cessado a perda sanguínea vaginal. O exame ginecológico demonstrou a involução uterina prevista para a época, sem outras anormalidades. O médico prescreveu noretindrona, um comprimido de 0,35 mg por ida, ininterruptamente, por noventa dias. Orientou –a sobre os cuidados na amamentação e solicitou o retorno à consulta em 90 dias.

 

Durante esta consulta a paciente estava acompanhada pela mãe, L.M.R., que referiu estar sentindo dor nos seios, calorões que a acordavam à noite, irritabilidade fácil, diminuição da libido, dores articulares, sobretudo ao acordar, e diminuição acentuada do fluxo menstrual, embora ainda ocorresse com regularidade, durando cerca de 24 horas. Ante as manifestações compatíveis com o climatério e na ausência de história pessoal e familiar de câncer de mama e endométrio, foi proposta a terapia de reposição hormonal com estrogênio e progestogênio. O médico explicou à paciente suas vantagens e riscos, e fez recomendações não farmacológicas e reconsultas a cada seis meses.

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