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Archive for março \31\UTC 2009

Texto Nina Weingrill

 

O assunto é polêmico até entre os médicos. Isso porque as conseqüências dessas interações dependem de vários fatores, como a composição do medicamento, o organismo de cada pessoa e o número de copos que ela está acostumada a entornar. “A definição de consumo moderado de álcool é complicada – e, muitas vezes, o paciente estabelece um padrão acima daquele que seria razoável para ele”, afirma o farmacólogo João Ernesto Carvalho, da Unicamp. Assim, a maioria dos médicos aconselha a evitar totalmente o ál­cool. Na dúvida, é melhor obedecer.

Quando uma pessoa bebe, ela metaboliza o etanol usando enzimas que o fígado produz. Só que essas enzimas também servem para metabolizar algumas drogas. Se entrar um remédio no meio da história, o organismo vai ser sobrecarregado e pode não dar conta do serviço. Assim, o efeito da droga é reduzido ou até anulado. Para piorar, isso também maltrata em dobro o pobre do fígado.

Muitos medicamentos também são eliminados pela urina. O álcool e o excesso de líquidos – dois elementos-chave de uma cervejada, por exemplo – têm efeito diurético e, portanto, podem acelerar a excreção dessas substâncias.

O risco maior é quando goró e remédio interagem no paciente-bebum. O grande perigo mora naquelas drogas usadas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos. O álcool potencializa o efeito delas, em vez de anulá-lo. 

 

Antibióticos: Usados para tratar doenças infecciosas.

Mistura: O álcool diminui a atividade do remédio e pode piorar a doença infecciosa. Em alguns casos, a bactéria se torna resistente ao antibiótico. Além disso, a mistura pode causar náusea, vômito, dor de cabeça e, em casos graves, convulsão.

 

Antidepressivos: Usados no tratamento de depressão.

Mistura: Com o álcool, o efeito do sedativo é maior, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo, por exemplo. Em alguns casos, a mistura pode aumentar a pressão sanguínea.

 

Insulina: Ajuda a diminuir o nível de açúcar em pacientes com diabetes.

Mistura: Produz hipoglicemia, podendo cortar por completo o efeito da insulina e causar náusea e dores de cabeça.

 

Tylenol (paracetamol): Analgésico, usado para aliviar dores, principalmente dor de cabeça.

Mistura: Pode, nos casos mais graves, danificar o fígado (tanto a droga quanto o álcool são metabolizados lá). A mistura com a Aspirina (ácido acetilsalicílico), outro analgésico bastante popular, pode causar gastrites e, em casos extremos, hemorragia estomacal.

Fonte: Revista Superinteressante, 2007
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 A Anvisa publicou, no diário oficial desta segunda-feira (30), a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso, em todo país, de produtos sem registro de seis diferentes empresas (ver quadro abaixo).

A Agência também suspendeu a fabricação, distribuição, comércio e uso de todos os produtos cosméticos produzidos a partir de 15 de dezembro de 2008 pela empresa Natasha Indústria de Cosméticos (RE 1083), de São Paulo (SP). A empresa mudou-se para local ignorado e, por isso, teve sua autorização de funcionamento cancelada.

Já o lote 08E481 do medicamento Duzimicin (Amoxicilina 250mg/5ml) 60 ml de suspensão, fabricado pela empresa Prati, Donaduzzi e Cia (RE 1085), de Toledo (PR), foi interditado pelo prazo de noventa dias. O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de teor de amoxicilina.

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CASO CLÍNICO

Paciente A.C.P.P., 12 anos de idade, feminino, solteira, estudante, procedente de Caxias do Sul, RS.

HISTÓRIA CLÍNICA

A paciente internara-se várias vezes no hospital, constando em seu prontuário o diagnóstico de infecção urinária.

Nesta vez apresentou alterações nos índices de ferritina (430 ng/ml), uréia (185,8 mg/dl), creatinina (2,7 mg/dl), também apresentou número de leucócitos aumentado e proteinúria. Devido as alterações apresentadas nos exames laboratoriais, a paciente fez uso de carbonato de cálcio (2mg/3 x dia), calcitriol (1 comp. a cada 2 dias), complexo B (15 gtt/dia), vitamina C (20 gtt/dia).

O tratamento não obteve sucesso, apresentando uma piora dos sintomas, sendo assim necessário um transplante renal. No tempo que esteve hospitalizada, a paciente apresentou anemia para a qual foi tratada com ácido fólico (5mg/dia), sulfato ferroso (30gtt/dia), curando assim tal patologia.

PERGUNTAS

1)      A paciente também fazia uso de ácido valpróico. Comente a indicação deste medicamento frente à patologia que foi constatada.

2)      Na sua opinião, qual o melhor imunossupressor para o tratamento do transplante renal? Justifique. 

3)      Segundo as alterações apresentadas nos exames laboratoriais, qual o possível diagnóstico?

 4)      Devido as recorrentes infecções urinárias, diagnosticadas por cultura de microorganismos como sendo por Streptococcus agalactiae, qual seria o antibiótico de escolha, considerando o quadro clínico da paciente?

(Elaborado por Pablo Araújo, Shaiane Fontana, Willian Penteado, Vinícius Bassi).

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Distribuído pelo Estado, produto teria menor eficácia do que o original

Há seis meses, a Associação Gaúcha de Familiares de Pacientes Esquizofrênicos (Agafape) pressiona a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comprovar a eficácia do medicamento adotado pelo Estado para pacientes com esquizofrenia.

Segundo a entidade, o remédio atual não teria o mesmo efeito do antigo. Médicos afirmam que a suspeita apenas seria confirmada com uma comparação entre os dois produtos, enquanto o laboratório diz que a análise já foi feita e enviada à Anvisa.

Em 2006, o governo estadual, por meio de licitação, substituiu o remédio Leponex, do laboratório Novartis, por um similar, o Lifalclozapina, do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal), ambos usados contra a esquizofrenia e mais conhecidos por seu princípio ativo, a clozapina. A artesã Marília Coelho Cruz, voluntária da Agafape, afirma que o primeiro produto havia afastado a instabilidade do filho Leonardo.

– Desde a substituição, os antigos sintomas vêm reaparecendo, como as alucinações – conta.

Segundo a presidente da entidade, Juracy Maria Bizzi, famílias de todo o Estado têm entrado em contato para relatar situações semelhantes às da artesã, inclusive com casos de internação. A diretoria da associação procurou os médicos responsáveis pelos doentes para obter laudos comprovando o retrocesso e a necessidade de retorno ao remédio antigo. Os documentos foram enviados à Anvisa em setembro passado.

O médico Paulo Belmonte de Abreu foi um dos procurados pela associação. Coordenador do Ambulatório de Esquizofrenia e Demências, do Hospital de Clínicas, ele relata que, até o momento, observou a perda de efeito em cerca de 10% dos usuários do Lifalclozapina, mas a certeza viria apenas com exames comparativos.

– Em alguns pacientes, bastou dobrar a dose para obter resultados, mas já houve casos em que isso não foi o suficiente – enfatiza.

Saiba mais
AS REAÇÕES
Lifal, produtora do medicamento similar – Diz que nunca recebeu notificação por ineficácia terapêutica do remédio. Salienta que a comparação entre os produtos, cujos resultados estão disponíveis no laboratório, confirma a equivalência.
Anvisa – A agência não divulga se recebeu os testes nem se está investigando o caso. Informa que os similares servem para o mesmo tratamento dos originais, mas não há exigência de formulações idênticas, o que pode ser a causa das reações diversas no corpo dos portadores de esquizofrenia.
Secretaria da Saúde – O coordenador técnico da política de medicamentos, Paulo Picon, afirma que o fornecimento do Lifalclozapina somente será suspenso se a Anvisa vetar o seu uso.
A DOENÇA EM DETALHE
O que é – É uma enfermidade mental caracterizada pela dificuldade de relação com a realidade. Os principais sintomas são delírios, alucinações, alterações de comportamento, diminuição da interação, déficit no autocuidado e variável nível de inadequação na expressividade das emoções.
O papel do medicamento – Os dois remédios são antipsicóticos, que atuam na atenuação ou na extinção dos sintomas, proporcionando uma melhor convivência do paciente com as pessoas. Mas aspectos como a falta de motivação não são plenamente restabelecidos.
Fonte: Fonte: Clarissa Gama, psiquiatra do Ambulatório de Esquizofrenia e Demências, do Hospital de Clínicas

Saiu na Zero Hora, 26/03/2009

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Minicaso clínico III

T. O. B., 68 anos, masculino, aposentado, procurou o serviço de farmácia com dúvidas sobre os medicamentos que utilizava, que segundo ele, estavam lhe causando muita dor estomacal. Ao verificar suas prescrições levantou-se os seguintes medicamentos: Clonazepan (0,5mg), duas vezes ao dia; clorpropazina (100 mg), 3 vezes ao dia; carbonato de lítio (300mg), 4 vezes ao dia e carbamazepina (200mg), 4 vezes ao dia. Relatou também desconhecer o motivo pelo qual precisaria tomar todos os medicamentos, que lhe foram prescritos pelo clínico geral (clonazepan, clorpromazina e carbamazepina) e pelo psiquiatra (carbonato de lítio).

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Minicaso clínico II

P.M.B.,74 anos,  feminino, aposentada, estava sentindo tonturas e procurou o serviço de farmácia para medição de sua pressão arterial. Relatou estar apresentando também episódios freqüentes de dor abdominal, especialmente à noite. O seu consumo de medicamentos diário é Omeprazol (40mg) uma vez ao dia; Celecoxib (200mg), uma vez ao dia e Prometazina (25mg), uma vez ao dia. Relata que o ortopedista prescreveu o Celecoxib e o omeprazol, e o clínico geral a prometazina, para tomar de noite.

PS. feio escrever minicaso, né?

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Minicaso clínico

E.R.V., 28 anos, sexo feminino, acompanhada de sua mãe, procurou o serviço de farmácia por estar apresentando tonturas e constipação intestinal. Relata que lhe foram prescritos pelo psiquiatra os seguintes medicamentos, bem como suas posologias: Clonazepan (2mg), 2 vezes ao dia; fluoxetina (20mg), 3 vezes ao dia; Carbamazepina (200mg), 3vezes ao dia e carbonato de lítio (300mg) 3 vezes ao dia. Não tem apresentado crises convulsivas nos últimos 3 meses.

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