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Archive for abril \30\-03:00 2009

 

April 29, 2009 — Swine flu has pushed the World Health Organization to raise its pandemic alert level to phase 5, which means that a pandemic is imminent.

It’s the second time in a week that the World Health Organization (WHO) has raised its pandemic alert level, which ranges from phase 1 (low risk of a pandemic) to phase 6 (a full-blown pandemic is under way).

“The biggest question is, how severe will the pandemic be?” WHO Director-General Margaret Chan said today in a news conference in Geneva. “We do not have all the answers right now, but we will get them.”

Chan said the swine flu situation is changing rapidly and the swine flu virus is still “poorly understood.” 

Chan called on all governments around the world to “immediately activate their pandemic preparedness plan,” noting that each country is free to make its own pandemic plans — and that many countries have been working on pandemic preparedness for years, thanks to concerns about bird flu ( avian flu). “The world is better prepared for an influenza pandemic than at any time in history.”

Earlier today, CDC Acting Director Richard Besser, MD, said that the U.S. is at a “pre-pandemic” level and that it matters less what the situation is called than what’s being done about it, and that the U.S. is taking “aggressive” action to limit swine flu’s impact on human health.

WHO Pandemic Levels

Here is a quick look at the WHO’s pandemic alert phases:

  • Phase 1: A virus in animals has caused no known infections in humans.
  • Phase 2: An animal flu virus has caused infection in humans.
  • Phase 3: Sporadic cases or small clusters of disease occur in humans. Human-to-human transmission, if any, is insufficient to cause community-level outbreaks.
  • Phase 4: The risk for a pandemic is greatly increased but not certain. The disease-causing virus is able to cause community-level outbreaks.
  • Phase 5: Still not a pandemic, but spread of disease between humans is occurring in more than one country of one WHO region.
  • Phase 6: This is the pandemic level. Community-level outbreaks are in at least one additional country in a different WHO region from phase 5. A global pandemic is under way.

Note that all of those phases are about how the virus is (or isn’t) spreading — they’re not about the severity of the disease.

Fonte: Medscape

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Efeito da disseminação de evidências na redução dos danos com quedas.

Effect of Dissemination of Evidence in Reducing Injuries from Falls. N Engl J Med 2008; 359(3):252-261 [Link para abstract].

 

Para ler a tradução na íntegra, clique aqui

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Vacinação para influenza e risco de pneumonia adquirida na comunidade em idosos imunocompetentes: um estudo de caso-controle aninhado, de base populacional1.

Influenza vaccination and risk of community-acquired pneumonia in immunocompetent elderly people: A population-based, nested case-control study. Lancet 2008 Aug 2; 372:398-405 [Link para PubMed].

 

Para ler versão na íntegra, clique aqui

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Definições, limitações e importância do NNT

Risco relativo (RR) é uma relação da probabilidade de um evento clínico ocorrer no grupo exposto a uma determinada intervenção em relação ao grupo não exposto a intervenção (grupo controle). Por exemplo, se o risco de um determinado evento em pacientes submetidos a um novo tratamento for de 10% e o dos pacientes controles for de 15%, temos que o risco relativo é de 10%/15% = 0,66, logo o RR = 0,66. Em outras palavras, podemos dizer que o evento ocorreu 34% menos no grupo submetido a nova intervenção. A análise do risco relativo pode levar a conclusões enganosas. Quando analisamos desfechos clínicos pouco freqüentes, como no caso de infartos agudos do miocárdio no estudo acima, podemos ter uma percepção distorcida do benefício. Temos que o grupo tratado com stents com drogas teve 2% de eventos versus 2,4% de eventos no grupo de stents comuns, o que nos dá um RR = 0,83, ou seja, uma diminuição de 17% em novos eventos, o que seria interessante. No entanto, como os eventos foram infreqüentes, o número necessário para tratar (NNT) é muito alto. Lembrando, o cálculo do NNT é o seguinte: 100/ redução do risco absoluto = 100/2,4-2,0 = 250. Ou seja, neste caso, precisaríamos tratar 250 pacientes para se prevenir um único infarto. Se os eventos fossem de 20% no grupo intervenção e 24% no grupo controle teríamos o mesmo risco relativo, mas um NNT de apenas 25. Logo, é importante sempre se calcular o NNT e analisá-lo juntamente com o RR.

 

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui!

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Consejos de la Sefac. El 23,4 por ciento de los adultos españoles padece dolor crónico, y tres de cada diez afectados ha sufrido algún episodio de depresión, según la Sociedad Española del Dolor (SED).

Lejos de aceptar el dolor con resignación el paciente debe consultarlo con un sanitario y fijarse como objetivo su supresión total o, al menos, parcial. Pero no resignarse no significa no aceptar su situación; de hecho, aceptar el problema y aprender a convivir con el dolor “es el primer paso para lograr un mejor manejo”. Estas son algunas de las recomendaciones que ofrece la Sociedad Española de Farmacia Comunitaria (Sefac) en su campaña de educación sanitaria, cuya cuarta entrega se centra en esta ocasión en el dolor crónico.

La Sefac hace hincapié en que es muy útil que el paciente sepa valorar su dolor para conseguir un adecuado control y establecer un tratamiento idóneo. Para ello, recomienda recurrir a la escala visual numérica, “que consiste en marcar en una línea horizontal con un baremo del 1 al 10 el punto que cree que se corresponde con la intensidad del dolor”.

‘Diario del dolor’
Otra medida muy útil para el enfermo es elaborar un diario del dolor, “en el que anote qué le hace mejorar o empeorar, qué medicamentos ha tomado y cómo está funcionando su tratamiento”.

Apoyarse en familiares y amigos cuando se sienta más triste, “pues le pueden ayudar a pasar mejor los malos momentos”; pensar en positivo; cambiar el ritmo de las actividades diarias, de forma que “se combinen las tareas pesadas imprescindibles con otras que exijan menos esfuerzos”; realizar a diario ejercicio suave y moderado, así como aprender técnicas de relajación (como la respiración lenta y profunda o la meditación) son otros consejos recogidos en el material educativo elaborado por Sefac y que se hará llegar a las boticas.

Con esta iniciativa también se da respuesta a preguntas que los pacientes pueden formular al boticario, como si es bueno aplicar frío o calor o si los analgésicos tienen efectos secundarios o provocan adicción.

 

fonte:   Farmacare

 

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LPL, 13 anos, masculino, leucoderma, natural e procedente de São Francisco de Assis (RS). Aos 5 anos de idade apresentou quadro agudo de polidipsia, poliúria e perda de peso seguido de internação hospitalar em quadro compatível com cetoacidose diabética. Após a confirmação diagnóstica de DM1, foi iniciada insulinoterapia convencional.

No momento da anamnese estava acompanhado do pai, G.F.L., 54 anos, hipertenso desde os 48 anos, que declarou estar sentindo os mesmos sintomas de polidipsia, poliúria e perda de peso. Ao pai foi prescrito glibenclamida 5mg, às refeições, associado à hidroclorotiazida, 25mg pela manhã. Declarou sentir muita náusea pela manhã. Visitas subseqüentes demonstraram que o paciente estava com glicemia em jejum de 100 mg/dl e  glico-hemoglobina (HbA1c) de 7,5%.

Ao longo de oito anos, evoluiu com níveis glicêmicos irregulares e crises constantes de hipoglicemia, encaminhado para avaliação endocrinológica em Junho de 2007. Nessa ocasião, o paciente encontrava-se em uso de insulina NPH em quatro doses diárias, sendo 5UI pela manhã, almoço e jantar e 3UI à noite, associadas à insulina regular em três doses diárias de 5UI pela manhã, almoço e jantar. Ao exame clínico, apresentava atraso de desenvolvimento pôndero-estatural, com altura de 132,5cm (percentil <2,5), peso de 32kg (percentil <2,5) e índice de massa corporal (IMC) de 18,2 kg/m2, sem demais alterações significativas.

Exames laboratoriais evidenciaram glicemia de jejum de 127mg/dL (VN: 70-110) e glico-hemoglobina (HbA1c) de 8,5% (VN: <7,9%). Optou-se pela correção do presente esquema terapêutico de insulina, seguido de acompanhamento por nutricionista e retorno mensal para avaliação do quadro.

Na história pregressa, a criança apresentava desenvolvimento neuro-psico-motor dentro dos padrões de normalidade. Os pais enfatizaram ausência de déficit intelectual da criança com boa progressão escolar, porém com dificuldade de desenvolvimento físico. Ausência de consagüinidade. Nenhum registro de doença familiar ou supostamente hereditária. O paciente não fazia uso de nenhuma outra medicação e possuía passado de história vacinal completa.

O tratamento consistiu de terapia insulínica intensiva, atividade física controlada e dieta. Iniciou-se esquema terapêutico de multidoses de insulina diariamente, sendo indicado o uso de bomba de infusão de insulina.

Observou-se uma melhora do controle glicêmico, redução das crises hipoglicêmicas, melhora da auto-estima com maior qualidade de vida do paciente. Após três meses de tratamento intensivo, verificou-se uma melhora relativa de desenvolvimento físico, com altura de 134,5cm e 33,5kg de peso. Um maior tempo de seguimento permitirá evidenciar melhor tais fatores, sobretudo em relação ao padrão de crescimento do paciente.

 

 

MAIA,  et al. Arq Bras Endocrinol Metab. vol.46, n.3, pp. 310-315. 2002

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Para iniciar um estudo de caso, seja a área qual for, é necessário construir um manual de orientação, com o objetivo de instruir o profissional ou aluno quanto aos aspectos mais importantes relacionados ao referido caso, incentivar a reflexão acerca dos resultados encontrados e fornecer uma “seqüência” para a apresentação do estudo de caso e elaboração do relatório. No nosso entender, trata-se de roteiro para a elaboração do estudo de caso, com a finalidade de guiar o profissional e assegurar que não sejam esquecidos ou omitidos dados considerados essenciais(9). O roteiro instrucional elaborado está constituído de: (1) questões norteadoras; (2) identificação (do local ou pessoa em estudo); (3) resumo dos problemas ou alterações identificados; (4) fundamentação teórica; (5) alternativas ou propostas; (6) ações implementadas ou recomendas e (7) discussão. (1) Questões norteadoras Como o próprio nome diz, as questões norteadoras irão nortear o estudo de caso. Em geral, usamos as seguintes questões: quê? quem? como? por quê? e qual? Exemplificando: – quem é a pessoa envolvida no caso ou qual é o lugar que está sendo estudado?; – o que aconteceu? ou qual é o problema?; – como aconteceu? é importante seguir uma ordem cronológica; – por que aconteceu?; – quais as alternativas para solucionar ou amenizar os problemas identificados?; – que soluções ou alternativas estão sendo propostas? É importante que, ao final do estudo de caso, todas essas questões sejam esclarecidas. (2) Identificação Essa fase é muito importante para o desenvolvimento do estudo de caso, consiste na fase de coleta de informações, que deve ser realizada, utilizando-se várias fontes de informação (entrevista, observação, exame físico, prontuário do paciente, familiares, etc)(14). O objetivo é investigar, com profundidade, a pessoa ou local em estudo. Nessa etapa, é importante que se construa um instrumento de coleta de dados, para servir de guia de orientação para o profissional, permitindo o direcionamento e o registro das observações realizadas e assegurando que não sejam omitidos dados considerados essenciais para investigar e explorar o que se deseja. A estrutura do instrumento de coleta deve retratar o referencial teórico adotado, a dinâmica do serviço, o padrão de organização da assistência e a especificidade da clientela assistida(15). A decisão sobre desenvolver um estudo de caso normalmente ocorre mediante a observação de um problema que merece um estudo mais aprofundado ou necessita dele, podendo ser, por exemplo, o padrão respiratório ineficaz em pacientes cardíacos, ou ainda, integridade da pele prejudicada em pacientes acamados. No nosso exemplo, o padrão respiratório ineficaz ou a integridade da pele prejudicada seria nosso “foco de atenção”. No entanto, ao desenvolver o estudo de caso, não podemos restringir a investigação ao foco de atenção, já que procuramos entender não somente o que aconteceu ou qual o problema, mas também como, por que e qual a sua relação com as outras alterações identificadas. Ressaltamos que o paciente deve ser avaliado de maneira integral e individualizada, considerando seus aspectos biopsicossociais. (3) Resumo dos problemas ou alterações identificados Essa fase consiste em analisar e categorizar os dados para o levantamento de problemas de enfermagem. Corresponde ao momento em que os dados são agrupados para caracterizar e definir determinado problema. No relatório, deve constar um resumo das alterações identificadas nos diversos sistemas (respiratório, cardiovascular, etc.) ou necessidades básicas (oxigenação, circulação, termorregulação, etc.), dependendo do referencial teórico adotado. Para exemplificar, apresentamos, a seguir, um modelo de categorização dos problemas, considerando no exemplo, dados de um paciente que será submetido a uma revascularização do miocárdio, utilizando-se, como referencial teórico, o modelo conceitual de Wanda Horta, que se baseia na teoria das necessidades básicas: a) necessidade de oxigenação – dispnéia, ortopnéia, dispnéia paroxística noturna e murmúrios vesiculares diminuídos em ápice pulmonar esquerdo; b) necessidade de circulação – paciente com diagnóstico médico de doença arterial corionariana e hipertensão será submetido a uma revascularização do miocárdio, ao exame PA=200x100mmHg e pulso apical arrítmico, apresenta edema (+++/4+) maleolar bilateral e trajetos varicosos bilaterais em membros inferiores; c) necessidade de integridade física – paciente refere não seguir as orientações médicas e não fazer uso dos medicamentos prescritos, refere ser tabagista há 30 anos (média de dois maços por dia); d) necessidade de segurança – paciente refere estar extremamente ansioso em relação à cirurgia e ter muito medo de morrer. (4) Fundamentação teórica Nesse momento, é fundamental o aprofundamento da fisiopatologia, procurando buscar informações que justifiquem as alterações ou problemas identificados. Dessa forma, procuramos, embasados na literatura, responder como? e por quê? à presente situação. Baseando-se nos dados apresentados no exemplo anterior, podemos observar que o paciente apresenta, entre outros problemas: dispnéia, ortopnéia e dispnéia paroxística noturna. Logo, esta fase consiste em identificar como? e por quê? essas alterações estão presentes e qual a relação com o diagnóstico do paciente. Desse modo, cada alteração encontrada deve ser fundamentada na literatura. Apresentamos, a seguir, um exemplo da fase de fundamentação teórica, considerando os problemas discutidos acima – dispnéia/ortopnéia/dispnéia paroxística noturna e doença arterial coronariana. “A dispnéia de origem cardiovascular é resultante da insuficiência cardíaca, uma vez que reflete a incapacidade do coração em produzir um débito cardíaco suficiente para satisfazer às necessidades teciduais de oxigênio”(16). “A ortopnéia e a dispnéia paroxística noturna também são manifestações da insuficiência cardíaca, e ocorrem em pacientes com edema periférico cujo líquido intersticial é reabsorvido para a circulação central, quando o paciente se encontra em decúbito dorsal, levando-o a uma sensação de falta de ar”(17). (5) Alternativas ou propostas A quinta etapa corresponde em buscar na literatura as estratégias ou alternativas existentes para a resolução dos problemas identificados. É importante entender e descrever essas alternativas de forma a identificar a melhor proposta para o problema identificado e ajudar na tomada de decisões. (6) Ações implementadas ou recomendas Essa etapa consiste em descrever a alternativa escolhida para reverter ou amenizar os problemas identificados, justificando o porquê da escolha. Caso a alternativa ou proposta escolhida seja colocada em prática é importante acompanhar a evolução, registrando as mudanças. (7) Discussão Corresponde apresentação e discussão do estudo de caso com outros profissionais. Essa etapa tem por objetivo envolver os profissionais no caso estudado, incentivar um processo de pensamento e julgamento, levantando discussões que irão determinar outras propostas e troca de experiências, resultando em um processo de decisão e avaliação. É fundamental a elaboração de um relatório, descrevendo todas as etapas anteriores.

GALDEANO et al. Roteiro instrucional para a elaboração de um estudo de caso clínico. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.11 no.3, 2003

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TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

‘Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível’
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da ‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ‘seres invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deve ria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se
perguntasse:
‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim.
O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Respeito: passe adiante!

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El protagonista de un equipo de salud es el paciente, que si se encuentra mal acude a su médico de familia para que le ayude. Éste realiza un diagnóstico, emite un pronóstico y, en su caso, instaura un tratamiento. Para obtener éxito puede acudir a una serie de especialistas que le faciliten información y ayuda. Es vital para el paciente que todos estos procesos se realicen con la máxima calidad, lo que exige un óptimo trabajo en equipo. El desarrollo actual de las tecnologías sanitarias permite al médico tener a su disposición un cuadro de especialistas de alto nivel, que siempre aportan información individualizada sobre ese paciente. Sin embargo, en la mayoría de los equipos de salud se produce una paradoja: siendo el uso de los medicamentos el tratamiento de elección mayoritario, no forma parte de ese grupo de especialistas uno en medicamentos. ¿No es necesario? ¿Siempre que se prescribe un medicamento el paciente consigue un resultado positivo en salud? ¿Siempre se consigue ese objetivo positivo en salud aunque el paciente decida no tomarlo? ¿Se consigue si se trata de un paciente no respondedor al medicamento? ¿O que no cumple la posología pautada, o que sea alérgico, o que tome otros medicamentos que interaccionan con el resultado en salud buscado? ¿El trabajo del médico no conseguiría mejores resultados si contara con la colaboración de un experto en medicamentos? Los pacientes tenemos derecho a recibir la mejor atención sanitaria posible, y los responsables sanitarios deben proporcionar los medios adecuados para conseguirla. Desde hace tiempo, el ejercicio de la profesión médica y farmacéutica se separaron y surgió la figura del farmacéutico como el experto en medicamentos. Éstos, que saben de medicamentos y que son muy accesibles a los pacientes, deberían incorporarse a los equipos de salud para aportar información relevante sobre el medicamento en un paciente concreto. Que los medicamentos fallan en efectividad y seguridad está demostrado. Para resolver este problema, ¿no sería sensato incorporar farmacéuticos a los equipos de salud? Para los pacientes y para los médicos sería una estupenda medida en aras de conseguir, entre todos, resultados positivos en la salud de los pacientes. Sin embargo, no es algo universal. En la actualidad, el paciente y el médico que puedan contar con la ayuda de un farmacéutico para que el primero obtenga el máximo beneficio de sus medicamentos, son privilegiados. A este grupo de privilegiados pertenecemos mi médico y yo. Para ver el artículo versión on-line: http://www.elglobal.net/articulo.asp?idcat=633&idart=409966

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A Pró-Reitoria de Graduação e o Ciee oferecem aos estudantes dos cursos de graduação e funcionários do Centro Universitário Franciscano a Oficina: técnicas de estudo e memorização Dia: 29/4/2009 Horário: das 13h30min às 15h30min Local: Salão azul – conjunto 1 – prédio 3 Vagas: 40 Inscrições: Gratuitas na Cores- 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 18h30min Objetivo: Conhecer meios práticos de utilizar a memória, de forma a aprimorar a capacidade de lembrar. Conteúdo: – identificação de modalidades de aprendizagem; – organização do estudo; – atividades práticas de memorização; – aprendizagem, memorização e esquecimento.

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