Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 7 de abril de 2009

Anúncios

Read Full Post »

A.C., 15anos, sexo feminino, residente em Santa Maria, RS, nascida de parto normal, foi diagnosticada no dia seguinte ao parto com mielomeningocele e hidrocefalia. Após um mês e meio foi realizado cirurgia de mielomeningocele e aos 6 meses de vida a cirurgia de hidrocefalia. Aos dois anos começou fisioterapia. Em 2001 apresentou episódios de convulsões e também infecção renal evoluindo a insuficiência, para a qual em 2008 realizou transplante renal. Faz utilização dos seguintes medicamentos: carbonato de cálcio (2g- 3X/dia), bicarbonato de sódio (1g-3x/dia), ácido fólico (5mg/dia), Sulfato ferroso (30gts-3x/dia), calcitriol (1comprimido a cada 3 dias), fenobarbital (20gts/dia), ácido valpróico (5mL-3x/dia), vit B e C (100mg/dia), lactulose (em episódios de constipação) e prednisona (30mg/dia). Em exames laboratoriais apresentou leve quadro de anemia (3,5 milhões/mm3), baixa capacidade de fixação de ferro. Uréia e creatinina alterados.

                Perguntas:

1)      Identifique as interações medicamentosas do caso?

2)      Que orientações você daria de acordo com os medicamentos citados acima?

3)      Sugira intervenções não medicamentosas?

Elaborado por Ana Júlia Dalcin, Carine Marcon, Cíntia Bidinha, Giancarlo Fontoura.

Read Full Post »

Mulher de 45 anos foi internada na unidade psiquiátrica após  tentativa de cometer suicídio com uma overdose de seu anticonvulsivante. Esta foi a terceira tentativa em 3 anos. Durante internações anteriores, a paciente havia sido iniciada em um antidepressivo e aconselhada para o acompanhamento ambulatorial na psiquiatria clínica. No entanto, ela nunca seguiu as recomendações, dando a desculpa de que seu neurologista nunca insistiu para que ela visse um psiquiatra. Ela costuma tomar o antidepressivo por 1 ou 2 meses e, em seguida, interrompe o tratamento por conta própria. A paciente foi orientada para aguardar um período de 2 semanas  até perceber a diminuição dos sintomas.

A paciente afirmou que “era depressiva desde sempre” e, provavelmente, antes de começou a sofrer de epilepsia, há 30 anos. Sua mãe sofria de episódios depressivos bem como o seu pai era um alcoólatra. Ela descreveu seus episódios depressivos ora como curtos, ora como longo. Os episódios curtos que aparecem normalmente 2 dias após quadro epilético e duram um período de 3 a 7 dias. Durante estes períodos sofria um agravamento de seu humor e ficava muito irritada, depois ela se sentia muito culpada. Era incapaz de encontrar qualquer prazer em qualquer atividade, tinha dificuldade de concentração, e perdera o apetite. Ela é capaz de dormir apenas para 2 ou 3 horas a uma hora durante estes episódios. Ocasionalmente, ela experimentava idéias suicidas que tentava ignorar, pois sabia que passariam em poucos dias.  

Os episódios mais longos são semelhantes, mas duravam entre 2 e 8 semanas, e, durante este período ela não apresentava episódios de “humor normal”. Ela afirmou que o seu transtorno do humor piorava quando apresentava sintomas de epilepsia, o que acontecia de 4 a 6 vezes por às vezes reunidos em grupos de três convulsões durante 2 dias.

Read Full Post »

Homem de 39 anos, com uma história de epilepsia do lobo frontal e transtorno depressivo maior foi levado à sala de emergência com queixas de idéias suicida constituído por pensamentos de “querer saltar pela janela.”

 

Três semanas antes, ele havia passado por uma avaliação clínica e o anticonvulsivante oxicarbamazepina (OXC), foi interrompido e mudado para fenitoína. O paciente apresentava também transtorno do humor, em remissão durante vários anos, sob um regime de citalopram em uma dose de 40 mg / dia.

O paciente exigiu voltar para a OXC, culpando seus sintomas à fenitoína. Ele foi internado para observação e sua dose de citalopram foi aumentado para 60 mg / dia. Duas semanas depois, ele teve alta em estado eutímico.

Read Full Post »

Homem de 55 anos foi iniciada em fenitoína devido a sintomas de epilepsia. O paciente foi tratado com fosfenitoína (15 mg / kg)na sala de emergência após terceira crise convulsiva e na alta, foi prescrita fenitoína em um regime de 300 mg / dia, todas as noites. Três dias após a alta ele retornou queixando-se de ataxia, diplopia, e náuseas. A concentração sérica de fenitoína foi de 7 mg / L. O tratamento sintomático foi sugerido e foi-lhe dito que ele provavelmente teve um resfriado e que ele deveria ver o seu clínico geral no dia seguinte. Como o nível plasmático de fenitoína foi de 7ng/L, foi realizada uma sobrecarga com 10 mg / kg de fosfenitoína para restabelecer níveis de 17 mg / L, e ele foi orientado a aumentar a sua dose de manutenção de fenitoína para 350 mg / dia. Ao final da perfusão IV, o paciente começou a vomitar e relatar sintomas graves diplopia e vertigem, e não foi capaz de levantar-se e caminhar sem ajuda, sem cair para o lado. Ele foi admitido no serviço de neurologia com um diagnóstico de acidente vascular cerebral transitório.  A tomografia do cérebro foi normal. No hemograma pode-se perceber leve anemia microcítica (hemoglobina: 10,8 g / dL) e albumina de 2 g / dL. Dada a baixa concentração de albumina sérica, o neurologista solicitou a verificação da fração de fenitoína livre, que foi de 3,8 mg / mL. Após a suspensão da fenitoína por 48h, o paciente estava assintomático.

Read Full Post »