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Archive for abril \17\UTC 2009

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

‘Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível’
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da ‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ‘seres invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deve ria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se
perguntasse:
‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim.
O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Respeito: passe adiante!

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El protagonista de un equipo de salud es el paciente, que si se encuentra mal acude a su médico de familia para que le ayude. Éste realiza un diagnóstico, emite un pronóstico y, en su caso, instaura un tratamiento. Para obtener éxito puede acudir a una serie de especialistas que le faciliten información y ayuda. Es vital para el paciente que todos estos procesos se realicen con la máxima calidad, lo que exige un óptimo trabajo en equipo. El desarrollo actual de las tecnologías sanitarias permite al médico tener a su disposición un cuadro de especialistas de alto nivel, que siempre aportan información individualizada sobre ese paciente. Sin embargo, en la mayoría de los equipos de salud se produce una paradoja: siendo el uso de los medicamentos el tratamiento de elección mayoritario, no forma parte de ese grupo de especialistas uno en medicamentos. ¿No es necesario? ¿Siempre que se prescribe un medicamento el paciente consigue un resultado positivo en salud? ¿Siempre se consigue ese objetivo positivo en salud aunque el paciente decida no tomarlo? ¿Se consigue si se trata de un paciente no respondedor al medicamento? ¿O que no cumple la posología pautada, o que sea alérgico, o que tome otros medicamentos que interaccionan con el resultado en salud buscado? ¿El trabajo del médico no conseguiría mejores resultados si contara con la colaboración de un experto en medicamentos? Los pacientes tenemos derecho a recibir la mejor atención sanitaria posible, y los responsables sanitarios deben proporcionar los medios adecuados para conseguirla. Desde hace tiempo, el ejercicio de la profesión médica y farmacéutica se separaron y surgió la figura del farmacéutico como el experto en medicamentos. Éstos, que saben de medicamentos y que son muy accesibles a los pacientes, deberían incorporarse a los equipos de salud para aportar información relevante sobre el medicamento en un paciente concreto. Que los medicamentos fallan en efectividad y seguridad está demostrado. Para resolver este problema, ¿no sería sensato incorporar farmacéuticos a los equipos de salud? Para los pacientes y para los médicos sería una estupenda medida en aras de conseguir, entre todos, resultados positivos en la salud de los pacientes. Sin embargo, no es algo universal. En la actualidad, el paciente y el médico que puedan contar con la ayuda de un farmacéutico para que el primero obtenga el máximo beneficio de sus medicamentos, son privilegiados. A este grupo de privilegiados pertenecemos mi médico y yo. Para ver el artículo versión on-line: http://www.elglobal.net/articulo.asp?idcat=633&idart=409966

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A Pró-Reitoria de Graduação e o Ciee oferecem aos estudantes dos cursos de graduação e funcionários do Centro Universitário Franciscano a Oficina: técnicas de estudo e memorização Dia: 29/4/2009 Horário: das 13h30min às 15h30min Local: Salão azul – conjunto 1 – prédio 3 Vagas: 40 Inscrições: Gratuitas na Cores- 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 18h30min Objetivo: Conhecer meios práticos de utilizar a memória, de forma a aprimorar a capacidade de lembrar. Conteúdo: – identificação de modalidades de aprendizagem; – organização do estudo; – atividades práticas de memorização; – aprendizagem, memorização e esquecimento.

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Abismos…

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Um jovem ficou com dor de garganta. Foi ao médico, que receitou penicilina para a inflamação. A dor de garganta desapareceu. Três dias depois, no entanto, ficou com coceira e vergões vermelhos em todo o corpo. Um médico diagnosticou corretamente uma alergia à penicilina e receitou anti-histamínicos. A alergia desapareceu.

Os anti-histamínicos fizeram o jovem ficar sonolento e ele cortou a mão no trabalho. A enfermeira da empresa colocou pomada antibacteriana no ferimento. A pomada tinha penicilina e a alergia voltou. Achando que havia a possibilidade de uma grave reação anafilática, já que a alergia acontecia pela segunda vez, o médico receitou cortisona. A alergia desapareceu de novo.

Infelizmente, o paciente ficou com dores abdominais e reparou que suas fezes continham sangue. O diagnóstico foi hemorragia por úlcera péptica, causada pela cortisona. Não foi possível controlar a hemorragia por métodos normais e o próximo passo foi uma gastrectomia parcial (retirada cirúrgica de parte do estômago). A operação foi um sucesso. As dores desapareceram e a hemorragia acabou.

O paciente perdeu tanto sangue com as hemorragias e a cirurgia, que foi indicada uma transfusão. Tomou um litro de sangue e logo contraiu hepatite, em decorrência da transfusão. Jovem e cheio de energia, recuperou-se da hepatite. No entanto, no local da transfusão, apareceu um inchaço vermelho e doloroso, indicando uma provável infecção.

Como já havia o problema anterior com a penicilina, o medicamento usado foi a tetraciclina. A infecção melhorou imediatamente. A flora intestinal foi afetada pela tetraciclina e apareceram espasmos abdominais dolorosos e uma diarréia muito forte. O paciente recebeu um antiespasmódico e, tanto a diarréia quanto os espasmos, desapareceram.

Infelizmente, esse medicamento era da fórmula da beladona, um sedativo que contém atropina, que alivia espasmos e dilata a pupila. Esse efeito prejudicou a visão do rapaz, que bateu com o carro numa árvore e morreu instantaneamente. Esta é uma história verdadeira!

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A “boa” e “velha” indústria farmacêutica…

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