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Archive for 8 de maio de 2009

Lactente de seis meses, sexo masculino, com antecedente de prematuridade de causa não definida, idade gestacional de 32 semanas, peso de 2020g, boletim de Apgar de primeiro e quinto minutos de, respectivamente, 2 e 6. Teve doença de membrana hialina leve, hipertensão pulmonar e persistência de canal arterial, resolvidos com seis dias de vida. O ultrassom de crânio era normal. Apresentava desenvolvimento neurológico compatível com a idade. Aos quatro meses de vida, apresentou episódio de gastrenterite tratada com hidratação oral e bromoprida, sem qualquer efeito adverso. Procurou o Pronto Atendimento com história de sialorreia, eructações e náuseas há dois dias. No dia da admissão, foi medicado pela família com bromoprida, em dose única equivalente a 0,8mg/kg (dose máxima habitual: 0,3mg/kg). Duas horas após a ingestão do medicamento iniciou irritabilidade, desvio conjugado de olhar, hipertonia cervical e de membros superiores. Deu entrada em estado geral regular, pálido, frequência cardíaca a 142bpm, temperatura de 36,8ºC e saturação de O2 a 98%. Ao exame neurológico, mostrava irritabilidade não consolável, fontanela normotensa, hipertonia cervical e de membros superiores, desvio lateral do pescoço, opistótono intermitente e desvio conjugado do olhar para cima. Recebeu biperideno por via endovenosa, na dose de 0,05mg/kg, com melhora do opistótono e da irritabilidade, porém com persistência do desvio conjugado de olhar uma hora após a medicação. Fez-se nova dose de biperideno com desaparecimento completo dos sintomas. O paciente teve alta hospitalar quatro horas após a admissão, sem recidiva da sintomatologia.

Fonte: Jornal Paulista de Pediatria

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