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Archive for agosto \14\UTC 2009

A aderência (ou adesão) ao tratamento medicamentoso varia muito de acordo com a doença, o estado do paciente e a população na qual está inserida. Não é um tema pelo qual os profissionais da saúde costumam se interessar muito. Gatti et al investigaram pacientes de 3 farmácias, maiores de 18 anos, que foram entrevistados sobre a adesão ao tratamento medicamentoso e suas crenças sobre os medicamentos. A baixa adesão ao tratamento foi encontrada em 53% dos casos. 

A cada ano aumenta o número de hospitalizações decorrentes da utilização inadequada ou da não adesão ao tratamento medicamentoso, e o farmacêutico possui um papel relevante na mudança deste quadro, uma vez que a informação sobre a medicação é fator determinante para a adesão. Na prática clínica podemos perceber um grande número de pacientes que não recebem nenhuma informação sobre os medicamentos de seus médicos, e muitas vezes não sabem para que estão tomando a medicação. Isto leva ao paciente a ter medo da medicação e não utilizá-la de maneira correta ou pelo período de tempo adequado. Muitos conlcuem que a medicação não é importante por que o sistema de saúde não se preocupou em relatar com detalhes a importância da utilização de medicamentos.

O farmacêutico é o profissional da saúde que entra em contato com o paciente no momento em que ele adquire sua medicação, seja pela primeira vez ou durante todo o tratamento.  Por isso, pode verificar a adesão ao tratamento e o nível de conhecimento do paciente a respeito da medicação em cada um destes encontros.

Naturalmente existem algumas barreiras que dificultam esta interação, ou seja, o excesso de trabalho ou atribuições do farmacêutico na farmácia e  a falta de interesse por parte do paciente em conhecer melhor os medicamentos que está consumindo. Porém, é imperativo que o farmacêutico assuma a responsabilidade de EDUCAÇÃO EM SAÚDE e faça valer seus conhecimentos em prol do bem estar do paciente.

Informar ao paciente a respeito dos efeitos adversos resultantes da utilização do medicamento também contribui para a adesão ao tratamento. Nestes casos, é importante deixar claro ao paciente quais efeitos são esperados e como agir para evitá-los ou minimizá-los, na medida do possível.

Pode-se perceber claramente o valor da orientação farmacêutica, em conjunto com os demais profissionais do sistema de saúde, objetivando a melhoria do tratamento farmacoterpêutico e a minimização da não-adesão ao tratamento medicamentoso, especialmente na implementação de programas de acompanhamento e monitoração de efeitos adversos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Gatti ME, Jacobson KL, Gazmararian JA, Schmotzer B, Kripalani S. Relationships Between Beliefs About Medications and Adherence. Am J Health Syst Pharm. n. 66, P. 657-664, 2009

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Crianças de até 12 anos de idade não devem ser tratadas com os antigripais Tamiflu e Relenza porque os efeitos nocivos desses medicamentos podem ser maiores que os benefícios ao tratamento da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, revela uma nova pesquisa publicada no British Medical Journal.

De acordo com o médico Matthew Thompson, testes demonstraram que os antigripais reduzem em apenas 8% as transmissões entre crianças e “podem acarretar mais efeitos nocivos do que benéficos” a elas. Em entrevista concedida à emissora britânica BBC, o médico disse que medicar crianças com 12 anos ou menos com Tamiflu ou Relenza reduz a duração da nova gripe, em média, em apenas um dia.

Na avaliação dele, que é um dos autores do estudo, trata-se de um benefício modesto para uma doença que dura aproximadamente uma semana. O Tamiflu e o Relenza, fabricados respectivamente pelas farmacêuticas Roche e GlaxoSmithKline, são os dois medicamentos mais amplamente prescritos para fazer frente à atual pandemia de gripe suína. As informações são da Dow Jones.
 

Fonte: Zero Hora, 10/08/2009

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Joshua, a 52-year-old man with bipolar disorder, hyperlipidemia, and hypertension, presents to his primary care provider’s (PCP) office for routine follow-up. His psychiatric symptoms have been well controlled for several years with aripiprazole. Joshua also takes pravastatin and lisinopril. His fasting lipid profile 3 months prior showed total cholesterol, 152 mg/dL; high-density lipoprotein cholesterol (HDL-C), 36 mg/dL; triglycerides (TG), 221 mg/dL; and low-density lipoprotein cholesterol (LDL-C), 74 mg/dL. Having recently changed to another health insurance provider, Joshua tells his PCP that aripiprazole is no longer covered by his prescription plan and he cannot afford to pay for it. His PCP starts him on risperidone instead, which is on his insurance formulary, and asks him to return in 6 months. Joshua misses his next appointment, but when he finally sees his PCP 1 year later, he states that he stopped taking risperidone because of restlessness and enlarged breasts. Routine fasting lipid profile now shows total cholesterol, 214 mg/dL; HDL-C, 27 mg/dL; TG, 369 mg/dL; and LDL-C, 113 mg/dL. He reports that he has had times of spending more than he could afford, impulsivity, irritability, and feeling “on top of the world” as well as periods of depressed mood, anhedonia, lessened energy, and lessened interest in work and in family life. Which of the following is the most likely cause of the adverse drug event (ADE) in this patient?

(  )Drug-drug interaction

(  )Medication error of omission

(  ) Medication dispensing error

(  ) Medication abuse

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