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Archive for maio \26\UTC 2010

 
 
 
Haja fôlego !!!!!Exigências da vida moderna (quem aguenta tudo isso???)

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para…. não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber………

Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. Usando o vaso né!!!

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).


E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo!!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Dizer EU TE AMO, toda hora, ”ainda pego quem inventou essa neura…que saco!!!”

isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico..

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido….

Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os
amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados…. Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.


Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para voce…meu já era. criança ocupa um tempo danado.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal…

Tchau….

Se sobrar um tempinho, comente!

 

(dizem que é do ) Luis Fernando Veríssimo

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Caso clínico – Paciente Idoso Identificação: M. S., 62 anos, masculino, branco, casado, aposentado, procedente de Faxinal do Soturno.

História clínica: O paciente procurou atendimento devido à dificuldade progressiva de realizar tarefas manuais, tais como abotoar as roupas, pentear-se e outras. Negou outras queixas específicas. Na história pessoal, informou ter feito apendicectomia. Não havia outros dados relevantes.

Exame físico: Os sinais vitais eram normais. O exame do aparelho locomotor evidenciou tremor em repouso de extremidades, o qual cessava ao fazer um movimento ativo. Mostrava o movimento de enrolar pílulas com os primeiros e segundos dedos de ambas as mãos. Havia discreta rigidez muscular. Chamava a atenção o aspecto apático e tristonho do paciente. Não se evidenciavam outras anormalidades. Frente a esse quadro, foi estabelecido o diagnóstico de doença de Parkinson, decidindo-se pelo tratamento com anticolinérgico e várias medidas de apoio. Cogitou-se o uso simultâneo de antidepressivo tricíclico. Passados dois anos, o paciente retornou à consulta, referindo piora na doença, apesar de fazer corretamente o tratamento anteriormente prescrito. Queixou-se de dificuldades para deambular e de aumento na salivação. Falava lentamente e a face mostrava rigidez de expressão. Frente à evolução do quadro parkinsoniano, decidiu-se administrar a associação de Levodopa+carbidopa.

Caso clínico – Paciente Infantil

Identificação: C. U F. 10 anos, masculino, preto, solteiro,estudante, procedente de Lajeado.

História clínica: Já há oito dias, o paciente apresentava febre, congestão nasal, dor de garganta e prolongados episódios de tosse acompanhadas de mínima secreção. Um irmão tivera quadro similar, porem menos intenso, dias antes. Ambos haviam usado ampicilina, sem no entanto, obterem resultados satisfatórios.

Exames físicos e subsidiários: TAx.: 38,2 ºC, orofaringe hiperemiada, estertores em ambas as bases pulmonares. O Rx de tórax mostrou infiltrado multilobular bilateral; o Mantoux e o Baar foram negativos; o hemograma revelou discreta leucocitose. Foi estabelecida hipótese diagnóstica de pneumonia por Mycoplasma pneumoniae, mas não se descartou a etiologia por Legionella pneumophila ou Chlamydia pneumoniae, instituindo-se o tratamento com eritromicina.

adaptado de FUCHS e WANNMACHER, 1999.

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D.T.P  5 anos , nasceu prematuro necessitando permanecer na UTI por erro médico, sofreu uma parada cardiorrespiratória e derrame cerebral acarretando uma Microcefalia e paralisia cerebral em decorrência disto apresenta Encefalopatia Crônica não Progressiva, a mãe relata que D.T.P apresenta quadros de convulsão, alergias e problemas de visão.

Faz uso dos seguintes medicamentos: Carbamazepina, Baclofeno, Valium Ò ( Diazepam), Valproato de Sódio.

Em uma das fichas a mãe relatou duas vezes o uso do mesmo medicamento, um pelo nome comercial e o outro pelo nome genérico.

1-      Existe interações entre os medicamentos utilizados? quais?

2-      Como devem ser administrados estes medicamentos?

3-      Durante a análise das fichas foi observado o uso do mesmo medicamento com nomes diferentes. Que riscos isso traria para o paciente se isso realmente aconteceu?

4-      Qual a indicação dos medicamentos utilizados?

Elaborado por:  Caroline Dutra, Alessandra Santiago, Daniele Machado

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Polícia Civil agora depende de laudo pericial do DML para saber quais as causas da morte do estudante Diogo Albino da Rosa

Os médicos e a equipe de enfermagem que atenderam o estudante Diogo Albino da Rosa, 14 anos, confirmaram na Polícia Civil que o adolescente recebeu um medicamento contra a febre na unidade básica de saúde (UBS) do Desvio Rizzo, em Caxias do Sul. Os servidores, porém, não souberam dizer se o adolescente tinha algum problema de saúde que teria causado a morte ou se complicação foi provocada por alguma reação alérgica ao remédio (choque anafilático). Os depoimentos ocorreram na tarde desta terça-feira na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Diogo morreu na manhã do dia 5 de maio, poucos minutos depois de ser atendido na UBS. As causas do óbito são desconhecidas. Os médicos aplicaram antitérmico à base de dipirona diluído em soro no braço do estudante. O adolescente estava com febre elevada e a dipirona é um dos componentes mais usados para reduzir a temperatura do corpo. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreu Diogo, também foi ouvida. Mas não acrescentou nada de relevante à investigação. Segundo os atendentes do Samu, o estudante estava caído na rua. Por esse motivo, foram feitas massagens cardíacas e outros procedimentos para reanimá-lo. Com os depoimentos realizados nesta terça-feira, a DPCA agora vai aguardar a conclusão da necropsia feita pelo Departamento Médico Legal (DML). Somente com o laudo pericial do DML é que a delegada Suely Rech, titular da DPCA, vai poder dar prosseguimento ao inquérito.

Fonte: Zero Hora, 18 de maio de 2010

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Identificação: Paciente de 57 anos, masc., bras., branco, professor.
Queixa: encaminhado para tratar descompensação de diabetes.
O paciente soube ser diabético aos 49 anos, em exame de rotina no pré-operatório de colecistectomia, (glicemia= 210 mg/dl). O paciente nega qualquer sintomatologia nesta ocasião, a não ser dor abdominal após a ingestão de alimentos gordurosos. Foi medicado com Diabinese®,1 comprimido ao dia por 2 meses; fez dieta, reduzindo a ingestão de massas e evitando açúcar,e então, após controle clínico ,foi operado. Após a alta hospitalar passou a fazer controle glicêmico a cada 6 meses, com glicemias “boas”, sempre entre 150 e 211 mg/dl, tendo ficado despreocupado porque foi-lhe informado que o seu diabetes era do tipo leve.
Há 4 anos passou a ter dor em aperto pré-cordial, intensa, após esforço. Em um desses episódios procurou um pronto-socorro e após diagnóstico de angina, foi submetido a coronarioplastia. Foi informado então que tinha níveis elevados de gordura no sangue e hipertensão arterial.
Vem sendo tratado com insulina mista NPH 55 unidades pela manhã e Daonil ® ,4 comprimidos ao dia, além de captopril 50 mg/dia e AAS 100 mg/dia.

Problemas de saúde relatados –
Sistema neurológico – Cefaléia esporádica, na nuca, pela manhã; nega tontura, turvação visual.
Sistema cardiovascular – Atualmente está sem dor pré-cordial, sem dispnéia, ou tosse.
Sistema digestivo – Nos últimos anos vem apresentando períodos de diarréia de duração de 5 a 7 dias, intercalados com obstipação intestinal. Não há incontinência fecal.
Aparelho geniturinário – Levanta-se uma ou duas vezes à noite para urinar. Há 3 anos vem tendo diminuição da potência sexual às vezes não consegue manter a ereção.
Sistema nervoso – Tem tido formigamento nos pés, especialmente à noite, tendo dificuldade de suportar o lençol sobre os mesmos.
Sistema Endócrino – passou a ganhar peso aos 23 anos, época em que, por excesso de trabalho abandonou a prática esportiva (futebol). Aos 45 estava pesando 98 kg; após várias tentativas de dieta, com as quais perdia 5 a 8 kg, que recuperava logo depois, vem mantendo o peso atual nos últimos 3 anos.
Outras intercorrências: Colecistectomia; Coronarioplastia; Pneunonia aos 17 anos; Erisipela há 4 anos.

Antecedentes Familiares- pai diabético desde os 70 anos, atualmente com 82 anos em tratamento apenas com dieta. A mãe faleceu por acidente automobilístico aos 40 anos.
Irmãos aparentemente saudáveis.

Exame clínico
Peso: 92 kg. Alt 175 cm; PA 14/9, sentado, FC=96 bpm.
BEG (Bom estado geral), corado hidratado. Facies inespecífica. Obesidade especialmente no tronco, abdome proeminente (circ abd =104 cm).
Cardiológico: Cor: BRNF (bulhas rítmicas normofonéticas); pulsos carotídeo, femural e poplíteo normal.
Abdome globoso, de difícil palpação; fígado a 4 cm do rebordo costal, indolor.
Membros: pele seca, com edema duro, não depressivo e hiperpigmentação na
perna E.
Neurológico: marcha normal pares cranianos normais, Diminuição da sensibilidade térmica em terço distal de MMII, especialmente nos pés.

Exames laboratoriais
Glicemia =232 mg/dl;
HB A1c=11,4%(Nl=até 5%)
Ureia=38 mg/dl;
creat=0,9mg/dl;
Colesterol=260,
Hdl=34,LDL=180
triglicérides=210 mg/dl.
ECG; sinais de SVE (Sobrecarga ventricular esquerda).
Microalbuminúria= 45 mcg/min.

Adaptado de Endocrinologia e Metabologia – Fac. Med. USP

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N.R.S, 14 anos, residente em Santa Maria-RS. O paciente possui Síndrome da Distrofia Muscular de Duchene e em 2006, aos 11 anos de idade, passou a fazer uso de cadeira de rodas devido a incapacidade nos movimentos. Desde que foi identificada essa síndrome, o paciente obteve perda dos movimentos gradativamente.
Faz uso dos medicamentos imipramina(1X/dia), ácido gama-aminobutírico(GABA-3,4X/dia).
Possui histórico de obesidade, diabetes mellitus e colesterol alto em sua família, o que faz que tenha que ter cuidados com sua alimentação. Em seus exames apresentam-se taxas normais.
Aos 7 anos apresentou 2 convulsões, e fazia uso de ritalina para déficit de atenção.
O paciente frequenta os serviços de fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional da UNIFRA o que tem sido de fundamental importância em seu tratamento.

Perguntas:
1) De que modo a distrofia muscular de Duchene esta sendo tratada?
2) O que poderia ser acrescentado na terapia do paciente?
3) O que poderia ter contribuido na ocorrência de convulsões no paciente?

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Identificação: J.M.V., 45 anos, masculino, divorciado e casado pela segunda vez, motorista, negro, residente em Candelária, RS.

História de doença anterior (HDA): Paciente rastreado como suspeito de ser hipertenso durante a visita do agente comunitário de saúde. Embora fosse completamente assintomático foi agendado para uma consulta de enfermagem. Na consulta informou que eventualmente sentia um pouco de tontura, mas não valorizava o fato já que eventualmente bebia e pensava que era alguma coisa relacionada com o “fígado”. A pressão arterial medida na consulta foi de 180 X 106 mmHg (média de 3 medidas).

Antecedentes pessoais: Fumante de 20 cigarros por dia (está tentando abandonar o vício). Faz uso moderado de bebida alcoólica. No momento é sedentário, mas até dois meses atrás fazia caminhadas 2 vezes na semana. Não sabe se é diabético mas informa que já teve colesterol alto.

Antecedentes familiares: Pai diabético e hipertenso (vítima de AVC). Mãe morreu de infarto aos 76 anos. Tem um irmão de 20 anos com problemas no coração.

CONSULTA DE ENFERMAGEM

Exame físico de enfermagem: Altura/peso: 1,65m/86Kg; Pulso: 82 bps (cheio e regular); PA 180 x 106 (média de 3 medidas); Mucosas normocoradas.

A equipe de enfermagem confirmou a pressão arterial elevada, orientou para mudanças no estilo de vida, encaminhou exames complementares e agendou a consulta com o médico da equipe de saúde.

CONSULTA MÉDICA
Medida de PA: 200 x 110 mmHg (média de 2 medidas). Não houve diferença significativa de um braço para outro.

Exame dos pulsos periféricos: O pulso era irregular e a freqüência em torno de 96 bpm. Na ausculta do coração era possível perceber que o ritmo era irregular em 2 tempos e que a segunda bulha estava aumentada no foco aórtico as custas do A2. Sopro sistólico do tipo ejetivo audível no foco aórtico e irradiado aos vasos do pescoço. Sopro sistólico do tipo regurgitação, em foco mitral e e irradiado à axila esquerda. Solicitou-se exames de urina (bioquímico e de sedimento) – sem alterações, creatinina – 1 mg/dl (0,3-1,3), postássio – 4,1 mEq/L (3,5 – 5,5), glicemia – 118mg/dl, colesterol – 258 mg/dl, HDL – 35 mg/dl, triglicerídeos – 250 mg/dl, hematológico e eletrocardiograma de repouso – normal.
O diagnóstico foi de hipertensão arterial primária severa, e a diferença de medidas de pressão arterial do médico e do enfermeiro foi considerada normal. O médico então iniciou a investigação para avaliar os riscos decorrentes da hipertensão neste paciente, e propôs intervenções para prevenção secundária e terciária. Este paciente foi estratificado como grupo B, de acordo com o CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, que recomenda, para este paciente, tratamento farmacológico. O objetivo do tratamento para este paciente é reduzir a morbimortalidade, através da utilização de medicamentos. Baseado no quadro do paciente, o médico então voltou sua atenção para o processo de decisão sobre qual medicamento seria mais adequado, bem como sua dose diária, intervalo de tomadas, via de administração, custo do medicamento e orientações necessárias.

Conduta médica: Orientações gerais e prescrição de Hidroclorotiazida 50mg; ½ comprimido ao dia e Propranolol 40mg, 2 comprimidos ao dia.

CONSULTA FARMACÊUTICA
O farmacêutico da unidade básica de saúde dispensou os medicamentos ao paciente e o questionou se ele tinha dúvidas para iniciar o tratamento anti-hipertensivo. Orientou-o para os horários de administração que seriam mais adequados, bem como a melhor forma de ingeri-los e de que forma poderia ficar atento para sintomas que revelassem a falha na farmacoterapia. Se colocou a disposição para maiores esclarecimentos e medidas de PA periódicas.

Adaptado de caso do prof. Francisco Lima

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