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Archive for 11 de novembro de 2010

Susana (45 anos de idade, G3, P2) foi  submetida a uma  histerectomia abdominal total por causa de dismenorréia severa e uma longa história de células escamosas atípicas de significado indeterminado em testes de Papanicolau. Até então, era saudável, não tomava medicamentos, e não tinha alergias conhecidas. Sua história cirúrgica inclui hemorroidectomia e a dilatação e curetagem. Não houve registro de doenças psiquiátricas, alcoolismo, abuso de substância ou de qualquer outro problema de saúde. Ela é fumante, consumidora de um pacote de cigarros por dia durante 20 anos.

Após a histerectomia, a ginecologista Susana prescreveu  estrogênios conjugados (Premarin) 1,25 mg. Duas semanas depois, a dose foi reduzida para 0,625 mg para tratar os sintomas de dormência e formigamento do lado direito. Susana questionou sua ginecologista sobre o câncer de mama e de útero, que poderiam ser causados pela TRH, segundo uma amiga havia comentado. Além disso, ficou surpresa com a ausência de solicitação de exames complementares para o diagnóstico da menopausa, e questionou sobre os efeitos adversos que estava sentindo, e lembrou que sua avó sofria de osteoporose.

Uma semana depois,  adicionou-se a sua prescrição estradiol patch TD (Estraderm) 0,1 mg para tratar seus sintomas de parestesia e nervosismo. Nesse mesmo dia, apresentou-se ao pronto socorro, queixando-se de agitação, falta de ar e dores de cabeça. Ela foi diagnosticada com transtorno de ansiedade, tratados com diazepam (Valium), e encaminhados para o departamento de medicina interna para nova avaliação. Seus exames  seguintes e estudos laboratoriais foram normais. Este ciclo se repetia nas  visitas subseqüentes  ao PS, com sintomas idênticos. Ela foi novamente tratada com diazepam, e foi encaminhada para acompanhamento por profissional de saúde mental e  de saúde da familia. O médico da saúde mental solicitou  questionou sobre hábitos de vida e investigou se Susana não sofria algum tipo de violência, e determinou a interrupção da terapia de reposição hormonal (TRH) e prescreveu diazepam, mas seu médico de família decidiu  colocá-la de volta ao TRH. Seu retorno ao serviço de saúde foi eventual, e notavelmente, percebeu-se a  da falta de comunicação entre os prescritores.

 

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