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Archive for junho \21\UTC 2011

Identificação

M. L. S., 42 anos, feminino, branca, casada, do lar, procedente de Porto Alegre.

História clínica:

                A paciente procurou atendimento devido à dores articulares. Informou que, já há algum tempo, vinha acordando com as “juntas endurecidas” (principalmente das mãos), problema que desaparecia no decorrer do dia. Nos últimos três meses, esses sintomas haviam se intensificado, aparecendo dor articular á movimentação, principalmente das mãos. Notara que algumas dessas articulações estavam freqüentemente inchadas. Na revisão dos sistemas, informou que, há alguns meses, passou a sentir pouca disposição para o trabalho, além de ter dores musculares generalizadas

Exame físico

                Os sinais vitais eram normais. As articulações interfalangeanas proximais e as metacarpofalangeanas em ambas as mães estavam edemaciadas, algumas com coloração avermelhada da pele suprajacente. A paciente referiu dor à mobilização ativa e passiva dessas articulações. Sobre a superfície dos olecranos palparam-se nódulos duros, aderentes ao plano profundo, com 0,5 a 1 cm de diâmetro.

                Frente à esses dados, estabeleceu-se a hipótese diagnóstica de artrite reumatóide.

Exames complementares

  • Rx das mãos: entumescimento das partes moles nas articulações referidas no exame físico, sem outras anormalidades.
  • Hematócrito: 36% hemoglobina: 10,3g%
  • Pesquisa de fator reumatóide (látex e Waaler-Rose): positivo
  • Proteinograma: discreta elevação de alfa-2 e gamaglobulinas

Com a confirmação do diagnóstico, decidiu-se utilizar ácido acetilsalicílico em doses antiinflamatórias, prescrevendo-se 1,5mg, a cada seis horas, por via oral, com a recomendação de que os comprimidos fossem ingeridos com leite.

A paciente deveria voltar á consulta em um mês, mas apareceu somente oito meses depois. Contou ter feito o tratamento prescrito por algum tempo, apresentando discreta melhora. Aparentemente usara somente 3g ao dia de ácido acetilsalicílico. Neste meio tempo, por indicação de outro médico, tomara vários medicamentos, dentre os quais um produto á base de fenilbutazona. A melhora também fora parcial tendo a paciente decidido retornar ao ambulatório.

 

Avaliar:

  • Uso de salicilatos em artrite reumatóide
  • Esquemas de administração
  • Riscos do tratamento
  • Uso de outros fármacos: sais de ouro, antimaláricos, penicilamina, etc.
fonte: baseado em Fuchs e Wannmacher. Exercícios de Farmacologia aplicada. 2.ed. 1999.

 

 

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Em um dia ensolarado de inverno, Dona Santa limpava a casa como costuma fazer todas as manhãs. A cada três minutos, parava suas atividades para tossir com força e coçar os olhos e o nariz. Agradeceu à Deus por ser a única da casa a ter  rinite alérgica, não queria que seus filhos passassem por isso… Lembrou que tinha que procurar a farmácia Municipal para retirar sua medicação, que já estava acabando, o Clenil®…  Andava sentindo dores no peito, achava que era da medicação que estava tomando… também atribuía a medicação a sua falta de sono. Mas também, com tantos problemas que vem enfrentando, não podia ser diferente.

Estava muito preocupada com o filho de 15 anos, que passava a maior parte do tempo fora de casa, e notou o emagrecimento e a piora das notas escolares. Sílvio se recusava a tocar no assunto, e dizia que não comia porque não tinha fome. Não sabia como descobrir se havia problemas maiores, e já viu tantos vizinhos sendo presos ou internados por causa das drogas, e isso a preocupava tanto…

Seu marido também estava a preocupando… andava tossindo muito, há mais ou menos 3 dias… a tosse estava seca, então ela acreditava não ser nenhuma infecção respiratória, como o farmacêutico da UBS lhe havia explicado.  Não sabia como tratar Seu Carlos, já que o médico do posto só viria na próxima semana. Pensou em fazer algum chá mas não sabia qual… Temia a volta da gripe A!

Sua filha, Gláucia, ainda é menor e tem 8 anos.  Adora o Luan Santana, e fica horas dentro do seu quarto ouvindo música. É uma ótima aluna, sempre elogiada pelos professores… Estava fazendo um trabalho para a escola, que neste mês está trabalhando o tema Pediculose. Vários alunos estavam com o problema, e por isso, estavam lançando uma campanha de conscientização.

Não seria nada difícil dona Santa apresentar outro sintoma: Dor de Cabeça!

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Autoridades presentes, prezados colegas, estimados alunos, Boa tarde!

Novamente nos reunimos para aprofundar nossos conhecimentos. Nesta VI Jornada de Farmácia, foi este o nosso norte: tornar as práticas profissionais do campo farmacêutico mais próximas de nossa comunidade acadêmica.

Para nortear nosso programa, fomos até nossa “audiência” e buscamos atender aos anseios dos alunos, aquilo que pensavam ser de maior importância, ou para temas que fossem de maior interesse.

Buscamos inovar também no formato do evento: nesta edição, priorizamos oficinas teórico-práticas, buscando profissionais renomados nos diversos campos de atuação, para que estes, além de falar sobre suas práticas, também pudessem demonstrar a rotina de suas atividades – nem sempre tão rotineiras.

A diversificação de temas presentes no evento reflete a gama de campos de atuação possíveis para os profissionais farmacêuticos, e nos orgulha, como profissionais que somos, de poder contribuir de tantas maneiras diferentes para o desenvolvimento da sociedade.

Com os avanços tecnológicos, sociais e culturais crescem ainda em maior proporção as necessidades de atualização, o que torna a atuação do profissional um desafio constante. Porém, a busca pela competitividade tem aberto espaço para questões éticas e humanísticas, e, estas, permeiam a atuação do farmacêutico.  Posso dizer com orgulho que tanto a tecnologia quanto a humanização e o cuidado farmacêutico tem espaço neste evento.

A organização de um evento nunca é uma tarefa trivial. Os últimos meses foram de muito trabalho para que pudéssemos estar reunidos aqui hoje. Agradeço a presença constante da comissão organizadora desta VI Jornada de Farmácia, que disponibilizou seu tempo, suas experiências, seu bom humor, seu bom senso, sua boa vontade e seu companheirismo em todas as etapas dos preparativos.

Gostaria de estender meus agradecimentos à Caixa Econômica Fedral, patrocinadora do evento, bem como as empresas apoiadoras: Reni farmácias, Farmácia Via Exata e Vinícola Velho Amâncio.

Espero que este evento traga, a todos os que dele fizeram e farão parte, uma oportunidade de debate e de capacitação profissional, um sentimento de dever cumprido, uma vontade de fazer mais e melhor! Que desperte a consciência tanto do que conhecemos, quanto do que temos a conhecer!

Gostaria de encerrar citando uma frase que gosto muito, de autor desconhecido: Na procura de conhecimentos, o primeiro passo é o silêncio, o segundo ouvir, o terceiro relembrar, o quarto praticar e o quinto ensinar aos outros.

Declaro aberta a VI Jornada de Farmácia.

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