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Archive for agosto \31\UTC 2011

Na semana em que AVC foi destaque dos noticiários devido ao caso do técnico Ricardo Gomes…

Um estudo encomendado pelos laboratórios americanos Bristol-Myers Squibb (BMS) e Pfizer revelou que uma nova molécula é eficiente na redução da frequência de acidentes vasculares cerebrais (AVC). A pesquisa foi feita com 18.201 pacientes e demonstrou a superioridade do novo medicamento sobre o tratamento de referência normalmente utilizado nos pacientes que sofrem de fibrilação arterial.

O estudo da fase III (a última antes da solicitação da comercialização do medicamento) revelou que para estes pacientes o apixaban seria o primeiro anticoagulante que reduz significativamente o risco de morte em função do problema, segundo o comunicado dos laboratórios.

Os pacientes que tomaram o novo remédio apresentaram uma probabilidade inferior a 21% de padecer de um AVC em relação aos pacientes tratados com warfarin. Além disso, tiveram 31% menos probabilidades de sofrer com uma hemorragia importante e risco 11% menor de morrer.

Os resultados foram apresentados ontem durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia em Paris e publicados no jornal especializado New England Journal of Medicine.

O estudo, realizado em 1.034 hospitais de 39 países, foi coordenado pelo Duke Clinical Research Institute (Carolina do norte, sul dos Estados Unidos) e pelo Uppsala Clinical Research Institute (Suécia). Segundo os autores, 5 milhões de americanos e 6 milhões de habitantes da União Europeia sofrem de fibrilação arterial, a forma mais comum de perturbação do ritmo cardíaco, o que os coloca na categoria de risco de sofrer AVC.

FONTE: clicrbs

Caros leitores, não esqueçam do olhar crítico sobre pesquisas com CONFLITO DE INTERESSES!

 

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Na próxima terça-feira a diretoria colegiada da Anvisa decidirá se mantém ou não a comercialização de sibutramina e outros inibidores de apetite ( mazindol, femproporex, anfepramona), dias após o comitê técnico do órgão recomendar a manutenção do fármaco sibutramina no mercado e a retirada dos demais. Confira abaixo os prós e contras do comércio destes medicamentos:

A FAVOR:

1) O potencial de efeitos cardiovasculares foi obtido em pacientes  de risco, não sendo avaliado na população em geral (apesar da obesidade ser fator de risco!).

2) Além de emagrecer, os medicamentos melhoram os índices de glicose, colesterol, triglicerídeos, etc.

3) Pacientes obesos ficariam sem opções de tratamento, que evoluiriam para casos de diabetes e hipertensão, gerando aumento de custos em saúde. Cirurgias  bariátricas ainda são muito caras.

CONTRA

1)Risco de doenças cardiovasculares (aumentado em 16%)

2) Eficácia relativamente baixa (30% dos casos)

3) Outros efeitos colaterais importantes como insônia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

4) Os medicamentos já foram proibidos nos Estados Unidos, Europa e outros países.

5) Automedicação e uso excessivo do medicamento: Os órgãos fiscalizadores não são capazes de controlar efetivamente o comércio e a utilização destes produtos.

Então, senhor leitor! De que lado você está?

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A prevalência de quedas entre os idosos é significativamente maior em mulheres, sendo que a fratura ocorre em torno de 10% dos casos. A idade  avançada, sedentarismo, autopercepção de saúde como sendo ruim e o uso contínuo de medicamentos são fatores de risco relevantes para queda. Mas… Quais fármacos são os de maior risco? Para saber mais, fique atento ao II Seminário sobre Envelhecimento e Institucionalização! Estarei ministrando um mini-curso sobre este tema! Reservem a data de 18 e 19 de novembro, em breve as inscrições serão abertas.

 

Um evento Unifra, UFSM e Lar das Vovozinhas.

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Senhores aspirantes ou já farmacêuticos, revolucionários e motivados a buscar transgredir paradigmas seculares de apatia, prestem atenção:

 

“palavras não são más/ palavras não são quentes/ palavras são iguais/ sendo diferentes”.

Às vezes, a maneira como dizemos interfere muito mais no que dizemos. Dependendo da forma como dizemos “bom dia”, a pessoa pode pensar: “Já pensou quando não for um bom dia?”, ou ela pode, realmente, ter vontade de resgatar o seu dia.

 

“os números para os dias/ os nomes para as pessoas”.

Não existe processo de humanização hospitalar se não resgatarmos o nome das pessoas; entendamos que os números são para os dias e os nomes para as pessoas, todas elas.

 

“palavras eu preciso/ preciso com urgência/ palavras que se usem em casos de emergência”.

Por muito tempo, podemos pensar que as palavras que usamos em casos de emergência são: “parada cardiorrespiratória”, “fogo”, “socorro”, mas hoje, refletindo sobre a fala dos pacientes, podemos perceber que as palavras que podemos usar em casos de emergência são: “desculpe”, “sinto muito”, “estou fazendo tudo o que posso”, “estou com você”, “não tive a intenção”, enfim são as palavras que, com o tempo,  eles irão se lembrar, sabendo que fizemos o melhor em uma situação de emergência.

 

Sábias PALAVRAS de Maria Júlia Paes da Silva.

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A dependência de álcool é uma das doenças psiquiátricas de maior
prevalência. No Brasil, estima-se (não há estatísticas oficiais) que em
torno de 15% da população tenha problemas com o uso de álcool. Em
pesquisa nos Estados Unidos, encontrou-se uma prevalência do diagnóstico
de dependência de álcool durante a vida /(lifetime prevalence) /de 20,1 %.

Devido a sua alta prevalência e os efeitos devastadores sobre os vários
sistemas do organismo, o alcoolista está presente na clientela de
praticamente todas as especialidades médicas.

Na infecção pelo HIV, o alcoolismo é ainda mais freqüente. Os
homossexuais e usuários de drogas, parcela considerável dos pacientes
infectados, apresentam prevalência ainda maior de abuso e dependência de
álcool. Outro fato importante é que o uso de álcool é associado a sexo
de risco (sem preservativos) em populações de jovens heterossexuais.

O tratamento de pacientes com dependência de álcool é complexo e com
resultados ainda pouco animadores. O índice de abandono de tratamento e
recaídas são altos.

A abordagem do alcoolista infectado pelo HIV não é diferente do
não-infectado. Alguns aspectos básicos do tratamento são listados a seguir:

1. É importante estabelecer um bom vínculo com o paciente. Julgamentos
morais impedem o estabelecimento de uma boa relação médico-paciente,
essencial nestes casos.

2. O profissional deve encarar o alcoolismo como doença e não corno*
*"sem-vergonhice".

3. As diversas formas de tratamento não são excludentes e podem ser
empregadas concomitantemente (farmacologia, psicoterapia, abordagem
familiar, grupos de auto-ajuda - Alcoólatras Anônimos grupos religiosos,
entre outros).

4. As recaídas fazem parte da evolução e não devem ser vistas
necessariamente como falha terapêutica.

5. A parada da ingestão do álcool deve ser abrupta e almeja-se a
abstinência total na grande maioria dos casos.

6. Não se deve tolerar o uso da substância na institutição nem a vinda
do paciente intoxicado à consulta.

O tratamento apresenta duas etapas:

    - Desintoxicação e tratamento da abstinência. Uso de
    benzodiazepínicos, suplementação vítamínica e medidas de suporte.

    - Prevenção de recaídas. Psicoterapia e uso de fármacos em
    determinados casos. Para tratamento do alcoolismo pode-se utilizar
    medicação aversiva (antabuse) ou antagonista dos receptores opióides
    - naltrexone - que diminui o desejo de beber e a gravidade das recaídas.

 

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As atividades de pesquisa clínica, no Brasil, estão concentradas em estudos da fase III. É o que apontam dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (9/8). Das pesquisas autorizadas pela Agência, cerca de 60% estão nesta categoria.

O desenvolvimento de estudos clínicos está diretamente relacionado à capacidade do país de produzir e desenvolver novos medicamentos. No Brasil, 80% dos estudos de pesquisa clínica para desenvolvimento de novos medicamentos são conduzidos  por empresas multinacionais. Além disso, apenas 4% do total desses estudos são dedicados a pesquisas clínicas de fase I, ou seja, aquelas em que um novo princípio ativo de medicamento é testado pela primeira vez em humanos.

Estudos clínicos fase III são aqueles realizados em grandes e variados grupos de pacientes com o objetivo de determinar o resultado risco/benefício das formulações do princípio ativo a curto e longo prazo. “Nesta fase, exploram-se a comprovação da eficácia e o perfil das reações adversas mais freqüentes, bem como as características especiais do medicamento”, explica a coordenadora de Pesquisas, Ensaios Clínicos e Medicamentos Novos da Anvisa, Patrícia Andreotti.

Os estudos de pesquisa clínica fase II e fase IV representam, respectivamente, 22% e 11% do total desse tipo de pesquisa desenvolvidas no Brasil. “Os estudos fase II, conhecidos como estudo terapêutico piloto, procuram demonstrar a atividade e estabelecer a segurança a curto prazo do princípio ativo, em pacientes afetados por uma determinada enfermidade ou condição patológica”, afirma Patrícia.

As pesquisas de estudos fase II realizam-se em um número limitado de pessoas e devem estabelecer as relações dose-resposta, com o objetivo de obter sólidos antecedentes para a descrição de estudos terapêuticos ampliados. Já as pesquisas fase IV são realizadas depois do produto entrar no mercado e procuram investigar o surgimento de novas reações adversas e confirmar a freqüência de surgimento das já conhecidas.

Os dados divulgados pela Anvisa também apontam que a Agência autoriza a realização, em média, de 200 estudos clínicos por ano. No período entre 2003 e 2010, 80% dos pedidos para realização de pesquisas clínicas analisados pela Anvisa foram autorizados.

Fonte: Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não decidiu se proíbe ou não a venda de sibutramina no país, mas dois dos maiores fabricantes da substância emagrecedora já retiraram seus medicamentos do mercado voluntariamente. Entre novembro de 2010 e fevereiro deste ano, os laboratórios Abbott e Medley pararam de fabricar o produto ou o retiraram das prateleitas.

O laboratório Abbott optou por retirar o emagrecedor do mercado brasileiro, assim como fez nos EUA. Foi a Abbott que encomendou o estudo Scout, que avaliou o risco do uso da sibutramina em cerca de 10 mil pacientes obesos com doença cardiovascular. Os resultados do estudo é que serviram de base para o relatório da Anvisa que recomenda a proibição da venda desse medicamento no país.

A Medley também decidiu encerrar a produção de sibutramina voluntariamente. Segundo a empresa, a decisão também foi tomada por causa dos resultados do estudo Scout. Outros laboratórios que também fabricam sibutramina, como a Germed, a Aché e a Eurofarma, continuam com o medicamento disponível no mercado, até que saia uma decisão definitiva da Anvisa.

A retirada da sibutramina do mercado e o aumento do controle na prescrição por parte da Anvisa têm um reflexo direto no consumo desse medicamento no país. Dados da agência apontam para uma queda de cerca de 10% nas prescrições de inibidores de apetite – em 2009 foram expedidas 4,9 milhões de receitas, enquanto que em 2010 o número ficou em 4,41 milhões.

A queda da sibutramina foi ainda mais drástica: 32%, de 2,95 milhões de receitas para 1,99 milhão. Outros inibidores de apetite, porém, compensaram a perda. A prescrição de anfepramona, por exemplo, cresceu 21% no período (de 1,08 milhão para 1,31 milhão). A prescrição de femproporex aumentou cerca de 29% (de 838 mil para 1,07 milhão).

Fonte: Revista Época

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