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Archive for 16 de agosto de 2011

Senhores aspirantes ou já farmacêuticos, revolucionários e motivados a buscar transgredir paradigmas seculares de apatia, prestem atenção:

 

“palavras não são más/ palavras não são quentes/ palavras são iguais/ sendo diferentes”.

Às vezes, a maneira como dizemos interfere muito mais no que dizemos. Dependendo da forma como dizemos “bom dia”, a pessoa pode pensar: “Já pensou quando não for um bom dia?”, ou ela pode, realmente, ter vontade de resgatar o seu dia.

 

“os números para os dias/ os nomes para as pessoas”.

Não existe processo de humanização hospitalar se não resgatarmos o nome das pessoas; entendamos que os números são para os dias e os nomes para as pessoas, todas elas.

 

“palavras eu preciso/ preciso com urgência/ palavras que se usem em casos de emergência”.

Por muito tempo, podemos pensar que as palavras que usamos em casos de emergência são: “parada cardiorrespiratória”, “fogo”, “socorro”, mas hoje, refletindo sobre a fala dos pacientes, podemos perceber que as palavras que podemos usar em casos de emergência são: “desculpe”, “sinto muito”, “estou fazendo tudo o que posso”, “estou com você”, “não tive a intenção”, enfim são as palavras que, com o tempo,  eles irão se lembrar, sabendo que fizemos o melhor em uma situação de emergência.

 

Sábias PALAVRAS de Maria Júlia Paes da Silva.

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A dependência de álcool é uma das doenças psiquiátricas de maior
prevalência. No Brasil, estima-se (não há estatísticas oficiais) que em
torno de 15% da população tenha problemas com o uso de álcool. Em
pesquisa nos Estados Unidos, encontrou-se uma prevalência do diagnóstico
de dependência de álcool durante a vida /(lifetime prevalence) /de 20,1 %.

Devido a sua alta prevalência e os efeitos devastadores sobre os vários
sistemas do organismo, o alcoolista está presente na clientela de
praticamente todas as especialidades médicas.

Na infecção pelo HIV, o alcoolismo é ainda mais freqüente. Os
homossexuais e usuários de drogas, parcela considerável dos pacientes
infectados, apresentam prevalência ainda maior de abuso e dependência de
álcool. Outro fato importante é que o uso de álcool é associado a sexo
de risco (sem preservativos) em populações de jovens heterossexuais.

O tratamento de pacientes com dependência de álcool é complexo e com
resultados ainda pouco animadores. O índice de abandono de tratamento e
recaídas são altos.

A abordagem do alcoolista infectado pelo HIV não é diferente do
não-infectado. Alguns aspectos básicos do tratamento são listados a seguir:

1. É importante estabelecer um bom vínculo com o paciente. Julgamentos
morais impedem o estabelecimento de uma boa relação médico-paciente,
essencial nestes casos.

2. O profissional deve encarar o alcoolismo como doença e não corno*
*"sem-vergonhice".

3. As diversas formas de tratamento não são excludentes e podem ser
empregadas concomitantemente (farmacologia, psicoterapia, abordagem
familiar, grupos de auto-ajuda - Alcoólatras Anônimos grupos religiosos,
entre outros).

4. As recaídas fazem parte da evolução e não devem ser vistas
necessariamente como falha terapêutica.

5. A parada da ingestão do álcool deve ser abrupta e almeja-se a
abstinência total na grande maioria dos casos.

6. Não se deve tolerar o uso da substância na institutição nem a vinda
do paciente intoxicado à consulta.

O tratamento apresenta duas etapas:

    - Desintoxicação e tratamento da abstinência. Uso de
    benzodiazepínicos, suplementação vítamínica e medidas de suporte.

    - Prevenção de recaídas. Psicoterapia e uso de fármacos em
    determinados casos. Para tratamento do alcoolismo pode-se utilizar
    medicação aversiva (antabuse) ou antagonista dos receptores opióides
    - naltrexone - que diminui o desejo de beber e a gravidade das recaídas.

 

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