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Archive for outubro \27\-03:00 2011

Purpose Because avoidance of nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) is recommended for most individuals with chronic kidney disease (CKD), we sought to characterize patterns of NSAID use among persons with CKD in the United States.
Methods A total of 12,065 adult (aged 20 years or older) participants in the cross-sectional National Health and Nutrition Examination Survey (1999–2004) responded to a questionnaire regarding their use of over-the-counter and prescription NSAIDs. NSAIDs (excluding aspirin and acetaminophen) were defined by self-report. CKD was categorized as no CKD, mild CKD (stages 1 and 2; urinary albumin-creatinine ratio of ≥30 mg/g) and moderate to severe CKD (stages 3 and 4; estimated glomerular filtration rate of 15–59 mL/min/1.73 m2). Adjusted prevalence was calculated using multivariable logistic regression with appropriate population-based weighting.
Results Current use (nearly every day for 30 days or longer) of any NSAID was reported by 2.5%, 2.5%, and 5.0% of the US population with no, mild, and moderate to severe CKD, respectively; nearly all of the NSAIDs used were available over-the-counter. Among those with moderate to severe CKD who were currently using NSAIDs, 10.2% had a current NSAID prescription and 66.1% had used NSAIDs for 1 year or longer. Among those with CKD, disease awareness was not associated with reduced current NSAID use: (3.8% vs 3.9%, aware vs unaware; P=.979).
Conclusions Physicians and other health care clinicians should be aware of use of NSAIDs among those with CKD in the United States and evaluate NSAID use in their CKD patients.

Para o artigo completo acesse Medscape pharmacist

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Ana, sexo feminino, 6 anos, branca, estudante do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola pública, buscou atendimento psicológico por iniciativa dos pais, os quais apresentaram as seguintes queixas: agressividade, falta de limites, agitação e TDAH diagnosticado previamente por um médico neurologista. Segundo os pais, a procura por apoio profissional, tanto médico quanto psicológico, foi motivada por constantes reclamações da escola (professores, coordenadora e diretora) sobre o comportamento da filha. Antes de ser encaminhada para o atendimento, a paciente e os pais passaram por um processo de acolhimento com duração de três encontros, que teve como objetivo principal acolher a demanda e investigar aspectos relacionados à história de vida da criança e seu desenvolvimento.

A criança vive com os pais, os quais possuem, em conjunto, uma renda mensal de cerca de meio salário mínimo. A mãe de Ana, 46 anos, tem segundo grau incompleto, trabalha como diarista duas vezes por semana. O pai, 57 anos, tem ensino fundamental incompleto. Atualmente se encontra desempregado. Segundo relato dos pais, Ana passa a maior parte do tempo em casa com o pai enquanto ela não está na escola e tem dificuldades de se relacionar com crianças de sua idade, preferindo ter contato com as de idade inferior à dela. Tem dois irmãos adultos, frutos de casamentos anteriores de seus pais, porém tem pouco contato com eles. Nas entrevistas iniciais, foi possível verificar, no ambiente familiar, a ocorrência frequente de conflitos conjugais, incluindo agressões físicas por parte do pai contra a mãe, muitas vezes presenciadas pela filha. O pai de Ana afirma não concordar com a forma com qual a esposa lida com a filha, culpando-a pelos comportamentos inadequados de Ana relacionados à falta de limites e indisciplina. A mãe, por sua vez, coloca-se como submissa ao marido, admitindo ter dificuldades em atribuir autonomia e responsabilidade à filha, obter respeito dela e fazer com que ela acate ordens, necessitando apelar algumas vezes para agressões físicas e gritos.

Quanto ao período gestacional, a mãe de Ana relata que sua gravidez não foi planejada, contudo bem recebida pelo casal, acrescentando que amamentou por apenas alguns meses até seu leite secar. Segundo a genitora, sua filha é uma criança inquieta, impõe seus desejos, é indisciplinada, porém muito esperta, não apresentando dificuldades de aprendizagem, em sua percepção.

Apesar da baixa renda financeira, percebe-se que a mãe de Ana valoriza muito a aparência e a higiene da filha, a qual sempre compareceu às sessões bem vestida e limpa. O casal mora em uma casa alugada, em um bairro afastado da região central da cidade. Não possui veículo e utiliza os serviços públicos de saúde. A religião mencionada é o espiritismo. A criança demonstra uma maior proximidade afetiva da mãe, expressando carinho por meio de abraços e verbalizações, os quais são retribuídos pela genitora.

Ana toma Ritalina® duas vezes ao dia, receitada por um médico neurologista indicado pela escola. O psicofármaco foi prescrito logo na primeira visita ao médico, tendo o diagnóstico se pautado essencialmente no diálogo com os pais. Nestes últimos, pôde-se perceber a presença de crenças relacionadas ao valor terapêutico do medicamento e supremacia do saber médico, bem como conhecimento precário e limitado acerca do transtorno diagnosticado na filha. Em termos culturais, foi verificada dominância masculina na hierarquia familiar, assim como crenças parentais na punição física e verbal (gritos) como forma de educar e controlar os comportamentos da filha.

Quanto à vida escolar, Ana é aluna do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola municipal; frequenta aulas no período da manhã; é pontual e assídua, faltando apenas em circunstâncias especiais. Os pais de Ana são frequentemente chamados à escola devido a queixas relacionadas ao comportamento da filha, porém apenas a mãe comparece. A professora de Ana a relata como uma criança agitada, indisciplinada, ocasionalmente agressiva com os colegas e com dificuldades no cumprimento de tarefas, em acatar ordens e respeitar regras. Por outro lado, afirma que, apesar de tais características, é uma criança muito dócil, sincera, meiga e inteligente, equiparando seu comportamento a de um adulto em termos de linguagem, raciocínio e comunicação. Segundo a docente, Ana apresenta um desempenho escolar inferior à maioria dos colegas, pois não consegue se concentrar nas atividades e demonstra baixa perseverança em aprender. Não consegue ler e tem dificuldades em formar sílabas, escrevendo palavras a partir da soletração e ou desenho das letras. Entretanto, nos últimos dois meses, foi relatada pela professora uma significativa mudança no comportamento da criança, a qual tem demonstrado mais obediência, respeito aos colegas e interesse em participar das atividades escolares. Sua postura em sala é de liderança, expressando agressividade quando não tem a atenção dos colegas ou em uma situação de injustiça.                                                                                                                                                                                                                    Adaptado de Pereira e Silva. Psicol. rev. v. 17, n.1, 2011.

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Medida foi adotada em razão de notificações relacionadas ao aspecto do medicamento

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, como medida de interesse sanitário, a suspensão da distribuição, do comércio e do uso do medicamento Lamivudina 10 miligramas, solução oral. A resolução foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

O produto fabricado por uma indústria goiana é um antirretroviral usado no tratamento de pacientes com aids. A medida foi adotada principalmente em função de notificações repassadas à Anvisa, relacionadas ao aspecto do medicamento.

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15 de Setembro de 2011, 08:30h

Identificação

Nome: G.R.L.                              Idade: 87 anos                    Sexo: feminino

Renda: pensão                                                           Trabalhos anteriores: trabalhadora rural

Escolaridade: analfabeta

Filhos: 8 filhos* (filha relata 4 do primeiro casamento e 7 do segundo)

Queixa Principal (QP):

“Dói Tudo” (relata muita dor no corpo)

História da Doença Atual (HDA):

– Alzheimer diagnosticado há 4 anos

– Hipertensão Arterial

– Medicações atuais:

Maleato de Enalapril – 10 mg – 1x/dia – 1 comp. manhã

Furosemida – 40 mg – 1x/dia – 1 comp. manhã

Risperidona – 1,0 mg – 12/12h – 1 comp. manhã e 1 comp. noite

Rivastigmina (Exelon®) – 3,0 mg – 12/12h – 2 comp. manhã e 2 noite

Rivotril (Clonazepan®) – 2,0 mg – 1x/dia – 1 comp. noite

Selegina – 5,0 mg – 1x/dia – 1 comp. após almoço

Colírio dinil – 1gt em cada olho – 2x/dia

– Medicações anteriores

Strogeron

História Pregressa (HP)

– Pneumonia há dois anos (2008) e novamente em agosto de 2011

– Filha relatou que a mãe nunca fez cirurgias

Filha relatou que há 4 anos a mãe havia reclamado que estava esquecendo as coisas, porém achava ser da idade. Ao ver a reportagem na TV, desconfiou da Doença de Alzheimer e levou a mãe ao médico, e este receitou Ginkobiloba.

Indicada pela irmã, encaminhou-a ao CAPS onde o médico diagnosticou a doença de Alzheimer. Além da falha na memória, G.R.L. apresentava comportamento não-colaborador e agressivo.

O médico indicou a filha (cuidadora) que freqüentasse a reunião de apoio; esta foi apenas algumas vezes, devido a ausência de pessoas que possam cuidar de sua mãe durante sua ausência.

História Pessoal:

  • Atividade Motora:

Marcha lentificada; acinesia; bradicinesia; pescoço continuamente fletido; boca entreaberta por onde escorre saliva; discurso lentificado; leves tremores em MMII, mandíbula e mãos; cifose; sorri quando solicitado.

  • Cognição:

Consciente; desorientada no tempo e espaço; pensamento coerente; memória de curto e longo prazo prejudicada.

  • Integridade Tegumentar:

Ausência de queixas referentes à pele e mucosas, porém observa-se MMII e antebraço edemaciados e lacrimejamento dos olhos.

  • Regulação Vascular e Avaliação da Perfusão Cardíaca:

Não há queixas de dores no coração; Toma medicação anti-hipertensiva (Furosemida e Maleato de Enalapril)

  • Oxigenação:

Coriza; tosse crônica com dificuldade de expectoração (OBS: devido a bradicinesia).

  • Nutrição:

Relata comer de tudo; pimentão provoca diarréia; janta as 18h; se alimenta sozinha (filha relatou que a mãe demorar para comer); frutas: preferência para maçã e banana.

 

  • Eliminação Intestinal:

Evacua diariamente e com facilidade; há presença de urgência e incontinência intestinal freqüentemente.

  • Volume de Fluídos e Eliminação Urinária

Ingesta de aproximadamente 5 copos americanos de água por dia; ingere também sucos e refrigerantes; micção com freqüência aumentada (não soube relatar a freqüência, apenas referiu urinar muito); há presença de urgência e incontinência urinária frequentemente.

  • Sono e Repouso

Dorme às 19h e acorda às 8h / 9h pela filha; acorda durante a noite e frequentemente urina e evacua no chão do quarto; filha relata que a mãe as vezes acorda dizendo não ter jantado, apesar de já ter se alimentado, e janta novamente.

  • Reprodução e Sexualidade:

Relatou ter 8 filhos, porém a filha relatou ter 4 do primeiro casamento e 7 do segundo, sendo que 1 falecido, 1 aborto e 1 filho desaparecido.

Menopausa (não há relato de época de início).

  • Necessidades Psicossociais:

– Família: A filha é a cuidadora; uma outra filha não ajuda no cuidado e indica institucionalização em um asilo.

– Comunidade: quando possível, vizinhos ajudam no transporte ao hospital, etc.

– Recreação: Assiste TV após almoço e a noite; rádio.

  • Ambiente / Abrigo

Animais (galinha e pato); caso com 2 andares mais laje (onde encontra-se os animais); o segundo andar da casa está em construção; água encanada e tratada, rede de esgoto, boa ventilação e iluminação; no quarto a cama foi adaptada para posição semi-fowler; presença de pequenos objetos de criança no quarto, pois este era utilizado pela neta; apenas o piso da varanda é antiderrapante; as janelas possuem grades; presença de dois tapetes no banheiro; facas sobre a mesa e pia da cozinha; casa aparentemente limpa.

  • Necessidades Psicoespirituais:

É católica; a filha leva a mãe com pouca freqüência à igreja, apenas quando consegue devido à dificuldade de deambulação; gosta de assistir a missa na televisão e programas religiosos no rádio.

 

EXAME FÍSICO:

20 de Setembro de 2011, 08:30h

Cabeça e Pescoço:

Crânio normocefálico, superfície íntegra; cabelos com boa higiene, ressecados e apresentando alopecia na região frontal; face normocorada, pele íntegra, ausência de nódulos e linfonodos palpáveis, tremores em mandíbula; pescoço com amplitude de movimentos reduzida e ausência de linfonodos palpáveis; pálpebras inferiores edemaciadas, ptose palpebral, conjuntivas normocoradas com umidade aumentada (lacrimejamento), esclera normocorada; movimentos extraoculares diminuídos, pupilas isocóricas; nariz simétrico, pele íntegra e presença de coriza; lábios normocorados, ausência de lesões, boca constantemente entreaberta, sialorréia, mucosa oral íntegra; orofaringe não examinada devido iluminação precária; dentes: 10 superiores (1 quebrado) e 13 inferiores  (os pré-molares inferiores direitos são próteses) – estado de conservação/higiene precária; ouvido externo com boa higiene, ausência de nódulos palpáveis; exame do ouvido interno não foi realizado devido ausência de otoscópio.

Tórax e Pulmão

Cifose; R: 21rpm, respiração superficial; expansão torácica diminuída; frêmito tátil normal; exame das mamas com ausência de nódulos palpáveis; som claro pulmonar durante percussão; ausculta de poucos estertores finos nas bases posteriores dos pulmões.

Cardiovascular

Ictus cordis não visível; pulso radial 72 bpm, pulso cheio e arrítmico; PA 170×80 mmHg (filha relatou que mãe não havia tomado o anti-hipertensivo de manhã – a pressão foi aferidas às 10h); durante ausculta ausência de sopros nos focos aórtico, pulmonar, tricúspide e mitral; foco mitral – ausculta de um som de galope imediatamente após B2, indicando B3.

Abdominal

Abdome plano e simétrico; ausência de massas e peristalse visíveis; macicez durante percussão no flanco esquerdo; sons intestinais hiperativos.

Geniturinário

Exame não realizado.

Tegumentar e músculo esquelético:

Marcha lentificada, acinesia e bradicinesia; movimentos ativos com amplitude reduzida; força muscular diminuída; MMSS edema cacifo +; MMII edema cacifo ++; ausência de lesões nos membros; turgor normal; MMII pele ressequida.

 


PROBLEMAS IDENTIFICADOS NA ANAMNESE E EXAME FÍSICO:

Marcha lentificada

Acinesia e bradicinesia

Boca entreaberta com sialorréia

Discurso lentificado

Tremores em MMII, mandíbula e mãos

Desorientada no tempo e espaço

Memória prejudicada

MMII e antebraços edemaciados (cacifo ++ e + respectivamente)

Conjuntivas com umidade aumentada

Coriza

Tosse crônica com dificuldade de expectoração

Urgência e incontinência intestinal e urinária

MMII com pele ressequida

Alopécia na região frontal

Pálpebras inferiores e superiores edemaciadas

Movimentos extraoculares diminuídos

Cifose

Expansão torácica diminuída

Poucos estertores finos nas bases posteriores dos pulmões durante inspiração

Pulso arrítmico

PA 170×80 mmHg

Som de galope ouvido imediatamente após B2 durante ausculta no foco tricúspide: B3

ICQ 0,91

Socialização prejudicada

Pequenos tapetes móveis no banheiro

Presença de objetos de criança no quarto

Acorda durante a noite frequentemente desorientada

capacidade limitada para desempenhar as habilidades finas

capacidade prejudicada de transferir-se da posição em pé para o chão e vice-versa

adaptado Prof. Glauco Cardoso 

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Convite

II SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR SOBRE ENVELHECIMENTO E INSTITUCIONALIZAÇÃO

DIAS 18 E 19 DE NOVEMBRO DE 2011
AUDITÓRIO GULERPE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Informações e Inscrições em http://www.lardasvovozinhas.com.br/seminario

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LHR, 52 anos, sexo feminino, residente na cidade de Ribeirão Preto-SP, do lar, primeiro grau, diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, há quatro anos, além de hipertensão arterial. Realiza tratamento com insulina NPH e antidiabéticos orais (glibelnclamida 5mg 3x, metformina, 500mg, 3x) e anti-hipertensivos (captopril 25mg, 2x; hidroclorotiazida,25mg, 1x). Freqüenta o Grupo de Educação em Diabetes, do Centro Educativo de Enfermagem para Adultos e Idosos, às terças-feiras, das 14:00 às 17:00 horas, desde 2002. Nesse grupo os profissionais realizam semanalmente os controles de peso, glicemia capilar, circunferência abdominal e pressão arterial. A percentagem de freqüência da paciente ao grupo foi de 81,8%, e a média dos seus controles foi: peso 77,1 kg, altura 1,48 m, índice de massa corporal (IMC) de 35,2, circunferência abdominal de 106,4 cm, glicemia de 333 mg/dl, pressão arterial 117/ 78 mm/Hg.

MSR, 19 anos, filha de LHR, residente na cidade de Ribeirão Preto-SP, estudante da 4ª série do segundo grau. Acompanha a mãe em seus retornos semanais ao Grupo de Educação em Diabetes.

– Transgressão alimentar

Problemas com a alimentação

Você tem que fazer as coisas e não pode comer. A dificuldade que eu acho no diabetes é a comida, você tem que fazer as coisas e não pode comer. É duro, cê vai a um lugar e vê as pessoas comer, te dá até água na boca, mas têm que engolir e ficar quieto. O que me dá mais vontade de comer é bolo e sorvete, mas eu não faço senão vai me atentar. Lá em casa não faço mais nada porque se eu fizer, aquilo vai me atentar e vai me dar mais problemas, então minha menina quem faz. Eu falo assim para eles, eu não faço mais nada doce, se vocês quiserem comer um pudim, vai na padaria e compra um pedaço (paciente).

Eu não acredito em alimentos diet nem light, para mim sobe o diabetes. Não como doce light nem diet, se você come, o diabetes sobe (paciente).

Força de Vontade

Ela compra um cacho de banana, meu pai come uma, ela vai lá e come três. Aí eu falo: tá vendo o que você está fazendo? E ela fala: mas é só hoje! Se eu não comer, vai estragar. E eu falo: mas se você sabe que ninguém come, então por que você compra desse tanto? (filha)

– Problemas com a medicação

Desconfiança no tratamento convencional

Só com os remédios que o médico me passa, a diabetes não abaixa. Eu tomo o remédio normal, só que só ele não abaixa ela rápido. O xarope de farmácia não vale nada (paciente).

Busca de soluções alternativas

O remédio demora para abaixar o diabetes e aí a gente entra em chá diferente, o chá caseiro. Mas o que eu tomo que me abaixa bem, leva a diabetes lá embaixo, é água tônica com jiló. Eu tava tossindo muito e tava com um agrião na mão, aí ela falou: a senhora tá com o remédio na mão, minha mãe ferve ele com limão e bastante açúcar e mel, e é uma beleza. E, de fato, foi mesmo, mesmo tendo diabetes eu fiz assim mesmo (paciente).

– Influências interpessoais

Influências interpessoais familiares

Filha: olha a diabetes, depois fica reclamando que tá alta, mas na hora não vê, fica comendo as coisas. Em resposta, a paciente relata: e aí eu tenho que ficar quieta, né, porque ela tá certa.

Quando às vezes eu quero emagrecer, por exemplo, eu vejo alguma coisa que eu não posso comer, então, eu acho que é parecido com o que acontece com ela. Ela também deve ter vontade de comer as coisas, só que ela tem que evitar (filha).

Fala na base da gozação, viro as costas e saio para não brigar, porque quando ele vê eu pegar alguma coisa diferente pra comer, ele não dá bronca, fica rindo por trás, sabe? Ele tá tirando um sarro de mim, ele fala as coisas dando risada (paciente sobre o marido).

Influências interpessoais de iguais

Eu tava tossindo muito e tava com um agrião na mão, aí ela falou: a senhora tá com o remédio na mão, minha mãe ferve ele com limão e bastante açúcar e mel, e é uma beleza. E, de fato, foi mesmo, mesmo tendo diabetes eu fiz assim mesmo… (paciente).

Depois que ela começou a freqüentar toda semana o grupo, ela tá cuidando melhor do que antes (filha sobe a mãe freqüentar o grupo).

adaptado de Santos et al. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.13 no.3 Ribeirão Preto May/June 2005

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