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Archive for julho \23\UTC 2014

Excursão para evento!

A empolgação era grande e a viagem maior ainda! Um grupo de estudantes de farmácia do Centro Universitário Franciscano tomou um ônibus as 14h da última sexta-feira e rumou por 48h até a longínqua cidade de Porto Seguro, na Bahia para participar de um importante congresso de Atenção Farmacêutica, que contaria com excelentes participantes internacionais, como a Dra. Maria Faus Dader e a Dra. Bárbara Strand. A viagem, que prometia ser divertida, se iniciou com clima de confraternização, com muito chimarrão,  sertanejo universitário e boas risadas!

O motorista do ônibus, como de costume, ajustou a temperatura do veículo para 20°C, e os passageiros, que já previam o calor baiano, foram pegos, literalmente, de “calças curtas” e passaram frio. Antes da chegada a Porto Alegre já se ouviam os primeiros espirros vindos do fundo do busão. RESFRIADO na certa. Atchim.

Mas deu prá ver o por-do-sol no Guaíba!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como já tinham que passar na farmácia mesmo, decidiram jantar no Shopping, alternativa que agradaria diferentes gostos. Infelizmente, para alguns, a higiene alimentar de um dos restaurantes escolhidos não estava a altura do seu público e três estudantes, em meio a madrugada, atravessaram a fronteira RS/SC se revesando no uso do banheiro do coletivo, com quadro de DIARREIA AGUDA, que mereceu uma segunda visitinha às farmácias do caminho.

O sol surgiu no céu com a boa notícia da chegada à Florianópolis!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não que a noite não tivesse sido agitada: O consumo de bebidas alcoólicas levou dois alunos a acordar com muita dor de cabeça, e aquele solzinho infernal entrando pelas frestas das cortinas, aliado ao animado bate-papo que já se ouvia entre os alunos e o motorista não estavam ajudando em nada. Nada que uma nova visitinha a uma rede de farmácias do estado não resolvesse! Ou quase.  Pelo menos até a próxima parada!

E “ai” daquele que ousasse desenterrar o pendrive com o sertanejo universitário.

 

E a viagem seguiu com as mais belas imagens do litoral catarinense. Os alunos intercalavam momentos de descanso, a leitura de livros e artigos científicos, e discutiam quais perguntas fariam aos palestrantes e quais pesquisadores procurariam nas horinhas de coffe-break. Ao final do dia, era possível avistar Curitiba e suas belas e arborizadas ruas. Neste dia, pôr do sol foi visto  tendo como moldura o teatro de Arame do famoso Jardim Botânico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitos flash para registrar este momento. Uma linda criança brincava com seu cãozinho de estimação, quando um aluno, empolgado pelo momento, se aproxima e faz um carinho na criança e no cachorro, seguido das seguintes palavras: “O AMOR É LINDO, A VIDA É BELA!!!”. Sua recompensa viria horas depois ao sentir uma leve coceira na cabeça, que foi se espalhando… espalhando… Sim, era a PEDICULOSE infestando sua cabeça e se banqueteando com seu sangue. Nem é preciso dizer que ficou em quarentena, isolamento total, até acharem uma nova farmácia para fazer o tratamento.

 

Sua companheira de banco não conseguia dormir, mesmo depois da aplicação do medicamento para pediculose, já que imaginava um ataque alienígena de piolhos mutantes a sua vasta cabeleira encaracolada. Na próxima parada  farmácia, procurou ajuda para tratar da sua INSÔNIA.

 

 

Amanhece um novo dia, nublado, frio e barulhento. Abrem-se as janelas do ônibus e o cenário é bem diferente da manhã anterior. Prédios, carros, buzinas, britareiras acordam nossos heróis. Chegaram em São Paulo.

Estádios de futebol? Nãããão! Museus??? Nãããão… a população feminina do ônibus quer conhecer a Rua 25 de Março!

Mas quem está acostumado a respirar ares de Dona Francisca não se adapta bem a poluição da capital financeira do Brasil e a caloura do interior começa a TOSSIR sem parar… até a visita a próxima farmácia!

Depois de várias recomendações sobre o modo adequado de fechar o porta malas (!) o ônibus segue viagem … Na tarde seguinte,  o ônibus estaciona na praia de Ipanema, aquela vista de cartão postal!

 

Famosos correndo na praia, e alunas da farmácia fotografando com jogadores de futebol em meio a uma acirrada disputa de futivolei! Filtro solar? Pra que, né? O rubor facial não indicava acanhamento mas sim INSOLAÇÃO! Ainda bem que chiques e famosos também frequentam farmácias!

 

 

 

 

 

Quarto dia de viagem! Enfim, chegada ao destino! E a fome é grande. Baianas na rua vendem acarajé, vatapá e toda sorte de alimentos condimentados que fazem escorrer lágrimas dos olhos e… sangue nas fezes. Sim, porque ninguém visita a BAHIA impunemente, e HEMORRÓIDAS também são tratadas em farmácias 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vários estabelecimentos farmacêuticos foram visitados durante a viagem e contavam com farmacêuticos prontos a ajudar a resolver os DISTÚRBIOS MENORES de nossos viajantes heroicos. Na bagagem de volta, além de abadás e fitinhas do Senhor do Bomfim, trouxeram conhecimentos importantes para a profissão. Aprende melhor quem aprende na prática!

Até a próxima viagem!

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Criança do gênero feminino, com quatro anos e 11 meses de idade, branca, natural e procedente de Marília, foi trazida para atendimento médico com queixa de dor no corpo, febre e cefaléia nos últimos dois dias. Negava tosse e outros sintomas respiratórios. Ao exame, apresentava-se em regular estado geral, toxemiada, com palidez cutâneo-mucosa, perfusão periférica diminuída, respiração rítmica e regular, ausência de cianose, anictérica e febril (39ºC). A paciente mostrava adequação de peso e de estatura para a idade, freqüência cardíaca de 140 batimentos/minuto e freqüência respiratória de 32 incursões/minuto. A ausculta pulmonar evidenciava murmúrio vesicular diminuído difusamente e ausência de ruídos adventícios.

O raio-X do tórax de frente e perfil evidenciou áreas de condensações nodulares focais com efeito de massa em terço superior do pulmão direito e campo médio esquerdo. O hemograma apresentava 4.020.000 hemácias; hemoglobina de 11,4g/dL; hematócrito 33%; 14.400 leucócitos (1% mielócitos, 2% metamielócitos, 9% bastonetes, 78% segmentados, 4% linfócitos típicos e 6% monócitos); os neutrófilos tinham granulações tóxicas finas. A proteína C reativa era de 279,8mg/dL (normal até 5mg/dL).

Iniciou-se tratamento empírico para pneumonia com penicilina cristalina. A criança evoluiu com remissão da febre, melhora do estado geral já no terceiro dia e melhora radiológica no quarto dia de internação. Foi tratada por dez dias, com recuperação completa. A hemocultura não evidenciou crescimento de germes.

  1. Por que a penicilina G é a primeira escolha neste caso?
  2. Quais os objetivos terapêuticos a serem atingidos?
  3. Cite o esquema de administração ideal para esta paciente
  4. Há riscos potenciais para a paciente como o uso deste antibiótico? Como podem ser evitados?
  5. Se a paciente tivesse alergia a penicilina, poderia ser substituída por outro antibiótico? Escolha-o levando em consideração o potencial alergênico, o espectro de sensibilidade e efetividade.
  6. qual a orientação farmacêutica no acompanhamento desta paciente?

 

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V. R. 25 anos, feminino, branca, casada, médica, residente em PoA.

Em acompanhamento para tratamento de diabetes e hipertensão, relata alguns episódios anteriores de infecção do trato urinário (ITU). Solicitado hemograma, parcial de urina e urocultura.

 

No retorno, a paciente estava gestando há 30 semanas, e  procurou atendimento com queixa de contrações uterinas (três em 20 minutos).
O exame físico confirmou as informações prestadas. Ao toque vaginal, o colo do útero estava fechado. Frente ao quadro de trabalho de parto prematuro, decidiu-se pela internação da paciente. Além de repouso, prescreveu-se salbutamol em infusão intravenosa contínua.

 

Resultados:

HEMOGRAMA:

Eritrócitos:  4.300.000 /microlitro
Hemoglobina: 11,0 g/dl
Volume globular: 33,0 %
VCM: 76,7 fentolitros (fl)
HCM: 25,6 picogramas (pg)
CHCM: 33,3 %
RDW: 17,0 %
Anisocitose +, eliptócitos +
Leucócitos: 12.000 / microlitro
Contagem diferencial: neutrofilia sem desvio nuclear à esquerda
Granulações tóxicas +
Plaquetas: 270.000 / microlitro

PARCIAL DE URINA:

Aspecto: ligeiramente turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,5. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 1.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 1.000/mm³
Glicose: 0. Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

UROCULTURA: desenv. de cocos gram-positivos, contagem: 4 X 103 UFC/ml

Paciente voltou ao consultório um mês depois, como visita de rotina do pré-natal.
Médico solicita nova urocultura e parcial de urina, em vista do resultado da cultura anterior

Aspecto: turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,0. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 2.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 3.000/mm³
Glicose: 0. Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

 

 

Sua mãe a acompanhava à consulta, contando com 56 anos de idade, e se queixou de ondas de calor, aumento da irritabilidade e incapacidade de se concentrar nas tarefas diárias. Declara que está na menopausa, mas que não pretende tomar nenhum hormônio, visto que a mãe teve câncer de mama e ela está com medo de que esse tratamento possa aumentar seu risco. Confessa que os sintomas são praticamente insuportáveis.

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CASO CLÍNICO FARMACOLÓGICO

Idoso, hipertenso e diabético

 

Identificação:

J.W., 68 anos, masculino, branco, casado, aposentado, procedente de Porto Alegre

História Clínica

O paciente refere que, há um mês, submeteu-se a exame médico ao fazer um seguro de vida, ocasião em que se constataram níveis pressóricos de 160/110 mmHg. Embora estivesse totalmente assintomático, foi aconselhado a procurar atendimento clínico. Relata ser diabético há 10 anos, porém, níveis glicêmicos tem se mantido controlados até então com a utilização de metformina,  1 comprimido (850 mg), 2 vezes ao dia, às refeições. Faz uso de cinarizina 1 comprimido a cada 12 horas para labirintite e Acetato de desmopressina (Spray nasal) 0,1 mg + Cloreto de benzalcônio 0,1 mg para incontinência urinária. Fuma 20 cigarros por dia desde os 18 anos. Não tem atividade física regular. Seu pai, já falecido, era hipertenso e sofreu um AVE.

Exame físico:

PA = 164/104 mmHg (sentado, média de 6 aferições em três dias distintos).

FC: 80 bpm; FR: 20 mpm; TAx: 36ºC, peso: 78Kg; altura 1,70m.

Ectoscopia normal, exceto por discreta obesidade

Exame do precordio: ictus invisível e impalpável; segunda bulha hperfonética em área aórtica e quarta bulha em área de ventrículo E.

Exame de fundo de olho: entrecruzamentos patológicos sem represamento venoso, estreitamento arteriolar, sem alterações de retina e papila.

Demais sistemas examinados: pele escamosa e fina, especialmente nos membros inferiores.

Exames subsidiários:

ECG: ritmo sinusal, freqüência ventricular de 80 bpm e alterações de repolarização ventricular

EQU: proteinúria, glicosúria, cetonúria, cilindros granulosos (2/campo).

Creatinina sérica 0,8mg%; colesterol total: 198 mg%, potássio sérico 4,0 mg%; glicemia em jejum 120 mg%.

 

 

Descrever:

Estadiamento das doenças

Exames que ainda devem ser realizados.

Tratamento farmacológico e não farmacológico.

PRMs.

Acompanhamento farmacoterapêutico.

 

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