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Archive for the ‘Opinião’ Category

Na próxima terça-feira a diretoria colegiada da Anvisa decidirá se mantém ou não a comercialização de sibutramina e outros inibidores de apetite ( mazindol, femproporex, anfepramona), dias após o comitê técnico do órgão recomendar a manutenção do fármaco sibutramina no mercado e a retirada dos demais. Confira abaixo os prós e contras do comércio destes medicamentos:

A FAVOR:

1) O potencial de efeitos cardiovasculares foi obtido em pacientes  de risco, não sendo avaliado na população em geral (apesar da obesidade ser fator de risco!).

2) Além de emagrecer, os medicamentos melhoram os índices de glicose, colesterol, triglicerídeos, etc.

3) Pacientes obesos ficariam sem opções de tratamento, que evoluiriam para casos de diabetes e hipertensão, gerando aumento de custos em saúde. Cirurgias  bariátricas ainda são muito caras.

CONTRA

1)Risco de doenças cardiovasculares (aumentado em 16%)

2) Eficácia relativamente baixa (30% dos casos)

3) Outros efeitos colaterais importantes como insônia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

4) Os medicamentos já foram proibidos nos Estados Unidos, Europa e outros países.

5) Automedicação e uso excessivo do medicamento: Os órgãos fiscalizadores não são capazes de controlar efetivamente o comércio e a utilização destes produtos.

Então, senhor leitor! De que lado você está?

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Confesso que não li toda a sua vasta obra, mas, mesmo assim, suas colunas eram parte do meu dia-a-dia. Moacyr Scliar era um autor diferenciado… Tanto está sendo dito sobre sua obra, mas o que mais me chama atenção é a unanimidade em torno de sua simplicidade, do seu sorriso fácil, da sua doçura.

Certo dia, em 2006, tive a honra de almoçar com o Imortal. E tudo o que me vem à mente, daquele dia, é a simpatia do seu sorriso! Poxa, quem éramos nós, pobres mortais, professoras universitárias, ouvindo o mestre! Mesmo assim, estava tão próximo, era tão interessado pelo dia-a-dia da universidade… Naquela tarde, foi aplaudido em pé, por um salão lotado, cuja capacidade de 600 pessoas fora em muito ultrapassada, com pessoas sentadas pelo chão para ouvi-lo falar em saúde pública, uma paixão compartilhada por muitos!

Saudades de um imortal duram para sempre!

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O reinado dos remédios emagrecedores está por um fio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer banir de vez a comercialização de todas as drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol). A única droga para o tratamento da obesidade que continuará liberada será o orlistate (Xenical), que atua diretamente no intestino, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura.

Diante de estudos que apontam que o consumo de sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos, desde o ano passado a Anvisa impôs novas regras e endureceu os critérios de venda dessa droga. Ela deixou de ser vendida como medicamento comum e passou a integrar a categoria dos anorexígenos, drogas que exigem receita especial.

A proposta de proibir os emagrecedores foi anunciada a especialistas e entidades médicas da área na semana passada e será publicada hoje no site da agência, junto com um parecer explicando os motivos. Para médicos endocrinologistas que atuam no combate à obesidade, a medida é radical demais e vai deixar os pacientes sem opção de tratamento, já que o controle da fome e da saciedade ocorre no cérebro.

— Quase metade da população brasileira tem sobrepeso. Muitos pacientes não conseguem perder peso com o tratamento clínico convencional, que inclui dieta e exercícios físicos. Como vamos controlar a obesidade desses pacientes sem mexer no cérebro? — diz o endocrinologista Márcio Mancini, chefe do departamento de obesidade do Hospital das Clínicas (HC).

Estudo

Os benefícios não superam os riscos. Esse é o principal argumento que a Anvisa pretende usar na próxima semana, durante audiência pública, para convencer a classe médica de que é melhor proibir de vez o uso de medicamentos usados para emagrecer. Segundo Dirceu Barbano, diretor da agência, o assunto vem sendo discutido desde o ano passado, quando a União Europeia baniu a sibutramina.

— Quase nenhum outro país tem sibutramina. As anfetaminas também estão diminuindo. E não há notícia de que isso piorou ou atrapalhou o tratamento da obesidade.

Em 2009, foram vendidas no País 67,5 toneladas de sibutramina. Segundo Barbano, a Anvisa fez um levantamento interno e concluiu que, por mais que o medicamento seja controlado e indicado apenas para pacientes com determinados perfis, não há evidências suficientes que demonstrem que a perda de peso supera os riscos cardíacos.

— A nossa proposta, sustentada por uma extensa pesquisa, é de retirada imediata desses produtos do mercado. A não ser que consigam nos demonstrar com dados consistentes que estamos errados e esses remédios são bons e seguros — diz.

 

Fonte: Cicrbs, 16/02/2011

 

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Pois bem: segundo a ANVISA, através da RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 44, DE 26 DE OUTUBRO DE 2010 que dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação e dá outras providências, somente poderão ser vendidos antibióticos com prescrição médica mediante retenção de receita (branca, em duas vias).

A principal motivação para esta determinação está no surgimento de cepas resistentes de superbactérias, incluido a KPC (Klebsiella Penumoniae Carbapenemase) e MRSA (Methicillin-resistant Staphylococcus aureus).

A decisão da anvisa tem fundamento científico, afinal a automedicação por antibióticos é considerável, tanto no Brasil como no restante do mundo. Porém, há que se destacar outros aspectos:

a) grande parte dos medicamentos antibióticos consumidos é prescrito. O preocupante é que até 50% das prescrições médicas contém antibióticos. Será que este uso é racional? Quando um médico olha para a garganta do paciente e “diagnostica” uma “séria doença causada por bactéria” e prescreve um antibiótico de última geração, sem identificar realmente qual é o “bicho que tá pegando”?

b) Todas as formas farmacêuticas serão controladas? Inclusive a pomadinha para assadura que contém nistatina?

c) o que vai ser feito com aquelas prescrições preventivas, em que o paciente recebe prescrição de antibiótico sem indicação, para “evitar” infecção?

d) o que vai ser feito com a gigantesca quantidade de antibióticos que é consumida por animais? e na agricultura?

e) e quem não tiver acesso a um serviço de saúde ágil para receber a prescrição médica?

enfim… a primeira medida é justa, útil e deve ser seguida… Mas outras ainda deverão ser tomadas.

 

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Até que enfim, a Anvisa decidiu padronizar as informações constantes nas bulas de medicamentos. Não só padronizar, como também adequar os conteúdos aos usuários de medicamentos. Bula não é e nunca foi feita para profissionais de saúde, já que se sabe, através da comprovação por estudos científicos, que a informação técnica presente em bulas deixa muito a desejar. A bula é, portanto, para os pacientes, para os quais o mecanismo de ação dos fármacos é na maioria das vezes, grego disfarçado. A informação deve ser simples e prática, de fácil entendimento. Deve-se ter o cuidado, porém, de não cometer erros por escassez de informação, especialmente no que diz respeito a interações entre fármacos e a correta utilização dos mesmos.

Seria interessante incluir frases de incentivo para a consulta ao farmacêutico caso ainda persistam dúvidas. Porém, a fonte de informação do farmacêutico também deve ser considerada. Infelizmente, a grande maioria das farmácias conta apenas com Dicionários de especialidades farmacêuticas e revistas dos distribuidores para busca de informações sobre medicamentos, literatura esta bastante defasada em termpos de informações técnicas completas.

Paciente informado é paciente que adere ao tratamento. Louvável a iniciativa da Anvisa, porém, há de se ter em mente  que é necessário uma série de ações por parte dos profissionais de saúde para qualificar o atendimento ao usuário de medicamentos.

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