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Posts Tagged ‘adesão’

Até que enfim, a Anvisa decidiu padronizar as informações constantes nas bulas de medicamentos. Não só padronizar, como também adequar os conteúdos aos usuários de medicamentos. Bula não é e nunca foi feita para profissionais de saúde, já que se sabe, através da comprovação por estudos científicos, que a informação técnica presente em bulas deixa muito a desejar. A bula é, portanto, para os pacientes, para os quais o mecanismo de ação dos fármacos é na maioria das vezes, grego disfarçado. A informação deve ser simples e prática, de fácil entendimento. Deve-se ter o cuidado, porém, de não cometer erros por escassez de informação, especialmente no que diz respeito a interações entre fármacos e a correta utilização dos mesmos.

Seria interessante incluir frases de incentivo para a consulta ao farmacêutico caso ainda persistam dúvidas. Porém, a fonte de informação do farmacêutico também deve ser considerada. Infelizmente, a grande maioria das farmácias conta apenas com Dicionários de especialidades farmacêuticas e revistas dos distribuidores para busca de informações sobre medicamentos, literatura esta bastante defasada em termpos de informações técnicas completas.

Paciente informado é paciente que adere ao tratamento. Louvável a iniciativa da Anvisa, porém, há de se ter em mente  que é necessário uma série de ações por parte dos profissionais de saúde para qualificar o atendimento ao usuário de medicamentos.

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Segundo revisão sistemática de Vicki et al, seguem abaixo algumas alternativas observadas e que surtiram efeito em pacientes idosos, objetivando a melhoria da adesão:

  • modificação da dose
  • orientações por escrito
  • educação em saúde
  • orientações sobre a doença
  • informação pessoalmente ou por telefone, pelo farmacêutico
  • monitoração da adesão
  • separação dos medicamentos, para melhor identificação
  • calendário de medicações
  • manejo de reações adversas
  • revisão dos medicamentos utilizados
  • orientação ao cuidador
  • etiquetar os medicamentos

Fonte: Vicki S. Conn, PhD, RN, FAAN; Adam R. Hafdahl, PhD; Pamela S. Cooper, PhD; Todd M. Ruppar, PhD, APRN, BC; David R. Mehr, MD, MS; Cynthia L. Russell, PhD, RN. Interventions to Improve Medication Adherence Among Older Adults: Meta-Analysis of Adherence Outcomes Among Randomized Controlled Trials. The Gerontologist, 09/02/2009.

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Mulher de 45 anos foi internada na unidade psiquiátrica após  tentativa de cometer suicídio com uma overdose de seu anticonvulsivante. Esta foi a terceira tentativa em 3 anos. Durante internações anteriores, a paciente havia sido iniciada em um antidepressivo e aconselhada para o acompanhamento ambulatorial na psiquiatria clínica. No entanto, ela nunca seguiu as recomendações, dando a desculpa de que seu neurologista nunca insistiu para que ela visse um psiquiatra. Ela costuma tomar o antidepressivo por 1 ou 2 meses e, em seguida, interrompe o tratamento por conta própria. A paciente foi orientada para aguardar um período de 2 semanas  até perceber a diminuição dos sintomas.

A paciente afirmou que “era depressiva desde sempre” e, provavelmente, antes de começou a sofrer de epilepsia, há 30 anos. Sua mãe sofria de episódios depressivos bem como o seu pai era um alcoólatra. Ela descreveu seus episódios depressivos ora como curtos, ora como longo. Os episódios curtos que aparecem normalmente 2 dias após quadro epilético e duram um período de 3 a 7 dias. Durante estes períodos sofria um agravamento de seu humor e ficava muito irritada, depois ela se sentia muito culpada. Era incapaz de encontrar qualquer prazer em qualquer atividade, tinha dificuldade de concentração, e perdera o apetite. Ela é capaz de dormir apenas para 2 ou 3 horas a uma hora durante estes episódios. Ocasionalmente, ela experimentava idéias suicidas que tentava ignorar, pois sabia que passariam em poucos dias.  

Os episódios mais longos são semelhantes, mas duravam entre 2 e 8 semanas, e, durante este período ela não apresentava episódios de “humor normal”. Ela afirmou que o seu transtorno do humor piorava quando apresentava sintomas de epilepsia, o que acontecia de 4 a 6 vezes por às vezes reunidos em grupos de três convulsões durante 2 dias.

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