Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘dependente químico’

 
A dependência de álcool é uma das doenças psiquiátricas de maior
prevalência. No Brasil, estima-se (não há estatísticas oficiais) que em
torno de 15% da população tenha problemas com o uso de álcool. Em
pesquisa nos Estados Unidos, encontrou-se uma prevalência do diagnóstico
de dependência de álcool durante a vida /(lifetime prevalence) /de 20,1 %.

Devido a sua alta prevalência e os efeitos devastadores sobre os vários
sistemas do organismo, o alcoolista está presente na clientela de
praticamente todas as especialidades médicas.

Na infecção pelo HIV, o alcoolismo é ainda mais freqüente. Os
homossexuais e usuários de drogas, parcela considerável dos pacientes
infectados, apresentam prevalência ainda maior de abuso e dependência de
álcool. Outro fato importante é que o uso de álcool é associado a sexo
de risco (sem preservativos) em populações de jovens heterossexuais.

O tratamento de pacientes com dependência de álcool é complexo e com
resultados ainda pouco animadores. O índice de abandono de tratamento e
recaídas são altos.

A abordagem do alcoolista infectado pelo HIV não é diferente do
não-infectado. Alguns aspectos básicos do tratamento são listados a seguir:

1. É importante estabelecer um bom vínculo com o paciente. Julgamentos
morais impedem o estabelecimento de uma boa relação médico-paciente,
essencial nestes casos.

2. O profissional deve encarar o alcoolismo como doença e não corno*
*"sem-vergonhice".

3. As diversas formas de tratamento não são excludentes e podem ser
empregadas concomitantemente (farmacologia, psicoterapia, abordagem
familiar, grupos de auto-ajuda - Alcoólatras Anônimos grupos religiosos,
entre outros).

4. As recaídas fazem parte da evolução e não devem ser vistas
necessariamente como falha terapêutica.

5. A parada da ingestão do álcool deve ser abrupta e almeja-se a
abstinência total na grande maioria dos casos.

6. Não se deve tolerar o uso da substância na institutição nem a vinda
do paciente intoxicado à consulta.

O tratamento apresenta duas etapas:

    - Desintoxicação e tratamento da abstinência. Uso de
    benzodiazepínicos, suplementação vítamínica e medidas de suporte.

    - Prevenção de recaídas. Psicoterapia e uso de fármacos em
    determinados casos. Para tratamento do alcoolismo pode-se utilizar
    medicação aversiva (antabuse) ou antagonista dos receptores opióides
    - naltrexone - que diminui o desejo de beber e a gravidade das recaídas.

 

Anúncios

Read Full Post »