Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Diabetes Mellitus’

LHR, 52 anos, sexo feminino, residente na cidade de Ribeirão Preto-SP, do lar, primeiro grau, diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2, há quatro anos, além de hipertensão arterial. Realiza tratamento com insulina NPH e antidiabéticos orais (glibelnclamida 5mg 3x, metformina, 500mg, 3x) e anti-hipertensivos (captopril 25mg, 2x; hidroclorotiazida,25mg, 1x). Freqüenta o Grupo de Educação em Diabetes, do Centro Educativo de Enfermagem para Adultos e Idosos, às terças-feiras, das 14:00 às 17:00 horas, desde 2002. Nesse grupo os profissionais realizam semanalmente os controles de peso, glicemia capilar, circunferência abdominal e pressão arterial. A percentagem de freqüência da paciente ao grupo foi de 81,8%, e a média dos seus controles foi: peso 77,1 kg, altura 1,48 m, índice de massa corporal (IMC) de 35,2, circunferência abdominal de 106,4 cm, glicemia de 333 mg/dl, pressão arterial 117/ 78 mm/Hg.

MSR, 19 anos, filha de LHR, residente na cidade de Ribeirão Preto-SP, estudante da 4ª série do segundo grau. Acompanha a mãe em seus retornos semanais ao Grupo de Educação em Diabetes.

– Transgressão alimentar

Problemas com a alimentação

Você tem que fazer as coisas e não pode comer. A dificuldade que eu acho no diabetes é a comida, você tem que fazer as coisas e não pode comer. É duro, cê vai a um lugar e vê as pessoas comer, te dá até água na boca, mas têm que engolir e ficar quieto. O que me dá mais vontade de comer é bolo e sorvete, mas eu não faço senão vai me atentar. Lá em casa não faço mais nada porque se eu fizer, aquilo vai me atentar e vai me dar mais problemas, então minha menina quem faz. Eu falo assim para eles, eu não faço mais nada doce, se vocês quiserem comer um pudim, vai na padaria e compra um pedaço (paciente).

Eu não acredito em alimentos diet nem light, para mim sobe o diabetes. Não como doce light nem diet, se você come, o diabetes sobe (paciente).

Força de Vontade

Ela compra um cacho de banana, meu pai come uma, ela vai lá e come três. Aí eu falo: tá vendo o que você está fazendo? E ela fala: mas é só hoje! Se eu não comer, vai estragar. E eu falo: mas se você sabe que ninguém come, então por que você compra desse tanto? (filha)

– Problemas com a medicação

Desconfiança no tratamento convencional

Só com os remédios que o médico me passa, a diabetes não abaixa. Eu tomo o remédio normal, só que só ele não abaixa ela rápido. O xarope de farmácia não vale nada (paciente).

Busca de soluções alternativas

O remédio demora para abaixar o diabetes e aí a gente entra em chá diferente, o chá caseiro. Mas o que eu tomo que me abaixa bem, leva a diabetes lá embaixo, é água tônica com jiló. Eu tava tossindo muito e tava com um agrião na mão, aí ela falou: a senhora tá com o remédio na mão, minha mãe ferve ele com limão e bastante açúcar e mel, e é uma beleza. E, de fato, foi mesmo, mesmo tendo diabetes eu fiz assim mesmo (paciente).

– Influências interpessoais

Influências interpessoais familiares

Filha: olha a diabetes, depois fica reclamando que tá alta, mas na hora não vê, fica comendo as coisas. Em resposta, a paciente relata: e aí eu tenho que ficar quieta, né, porque ela tá certa.

Quando às vezes eu quero emagrecer, por exemplo, eu vejo alguma coisa que eu não posso comer, então, eu acho que é parecido com o que acontece com ela. Ela também deve ter vontade de comer as coisas, só que ela tem que evitar (filha).

Fala na base da gozação, viro as costas e saio para não brigar, porque quando ele vê eu pegar alguma coisa diferente pra comer, ele não dá bronca, fica rindo por trás, sabe? Ele tá tirando um sarro de mim, ele fala as coisas dando risada (paciente sobre o marido).

Influências interpessoais de iguais

Eu tava tossindo muito e tava com um agrião na mão, aí ela falou: a senhora tá com o remédio na mão, minha mãe ferve ele com limão e bastante açúcar e mel, e é uma beleza. E, de fato, foi mesmo, mesmo tendo diabetes eu fiz assim mesmo… (paciente).

Depois que ela começou a freqüentar toda semana o grupo, ela tá cuidando melhor do que antes (filha sobe a mãe freqüentar o grupo).

adaptado de Santos et al. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.13 no.3 Ribeirão Preto May/June 2005

Anúncios

Read Full Post »

Identificação: Paciente de 57 anos, masc., bras., branco, professor.
Queixa: encaminhado para tratar descompensação de diabetes.
O paciente soube ser diabético aos 49 anos, em exame de rotina no pré-operatório de colecistectomia, (glicemia= 210 mg/dl). O paciente nega qualquer sintomatologia nesta ocasião, a não ser dor abdominal após a ingestão de alimentos gordurosos. Foi medicado com Diabinese®,1 comprimido ao dia por 2 meses; fez dieta, reduzindo a ingestão de massas e evitando açúcar,e então, após controle clínico ,foi operado. Após a alta hospitalar passou a fazer controle glicêmico a cada 6 meses, com glicemias “boas”, sempre entre 150 e 211 mg/dl, tendo ficado despreocupado porque foi-lhe informado que o seu diabetes era do tipo leve.
Há 4 anos passou a ter dor em aperto pré-cordial, intensa, após esforço. Em um desses episódios procurou um pronto-socorro e após diagnóstico de angina, foi submetido a coronarioplastia. Foi informado então que tinha níveis elevados de gordura no sangue e hipertensão arterial.
Vem sendo tratado com insulina mista NPH 55 unidades pela manhã e Daonil ® ,4 comprimidos ao dia, além de captopril 50 mg/dia e AAS 100 mg/dia.

Problemas de saúde relatados –
Sistema neurológico – Cefaléia esporádica, na nuca, pela manhã; nega tontura, turvação visual.
Sistema cardiovascular – Atualmente está sem dor pré-cordial, sem dispnéia, ou tosse.
Sistema digestivo – Nos últimos anos vem apresentando períodos de diarréia de duração de 5 a 7 dias, intercalados com obstipação intestinal. Não há incontinência fecal.
Aparelho geniturinário – Levanta-se uma ou duas vezes à noite para urinar. Há 3 anos vem tendo diminuição da potência sexual às vezes não consegue manter a ereção.
Sistema nervoso – Tem tido formigamento nos pés, especialmente à noite, tendo dificuldade de suportar o lençol sobre os mesmos.
Sistema Endócrino – passou a ganhar peso aos 23 anos, época em que, por excesso de trabalho abandonou a prática esportiva (futebol). Aos 45 estava pesando 98 kg; após várias tentativas de dieta, com as quais perdia 5 a 8 kg, que recuperava logo depois, vem mantendo o peso atual nos últimos 3 anos.
Outras intercorrências: Colecistectomia; Coronarioplastia; Pneunonia aos 17 anos; Erisipela há 4 anos.

Antecedentes Familiares- pai diabético desde os 70 anos, atualmente com 82 anos em tratamento apenas com dieta. A mãe faleceu por acidente automobilístico aos 40 anos.
Irmãos aparentemente saudáveis.

Exame clínico
Peso: 92 kg. Alt 175 cm; PA 14/9, sentado, FC=96 bpm.
BEG (Bom estado geral), corado hidratado. Facies inespecífica. Obesidade especialmente no tronco, abdome proeminente (circ abd =104 cm).
Cardiológico: Cor: BRNF (bulhas rítmicas normofonéticas); pulsos carotídeo, femural e poplíteo normal.
Abdome globoso, de difícil palpação; fígado a 4 cm do rebordo costal, indolor.
Membros: pele seca, com edema duro, não depressivo e hiperpigmentação na
perna E.
Neurológico: marcha normal pares cranianos normais, Diminuição da sensibilidade térmica em terço distal de MMII, especialmente nos pés.

Exames laboratoriais
Glicemia =232 mg/dl;
HB A1c=11,4%(Nl=até 5%)
Ureia=38 mg/dl;
creat=0,9mg/dl;
Colesterol=260,
Hdl=34,LDL=180
triglicérides=210 mg/dl.
ECG; sinais de SVE (Sobrecarga ventricular esquerda).
Microalbuminúria= 45 mcg/min.

Adaptado de Endocrinologia e Metabologia – Fac. Med. USP

Read Full Post »

Paciente J.P.H. nasceu no dia 16/01/1998, natural de Santa Maria, procurou atendimento médico pelo histórico familiar de Diabetes Mellitus (DM) sendo que sua mãe e avó apresentam. Foi constatado que o paciente também tem DM tipo I e problemas renais. Nos ultimos anos apresentou giardiase e infecção oftálmica que foi tratado com Ciprofloxacin colírio e comprimido. Nessas ultimas patologias obteve-se sucesso no tratamento e cura desses problemas de saúde. O paciente mede 1,36cm, pesa 31,3kg, PA 90/60 mmhg e sua glicemia mantém-se constante 88 mg/dl devido ao uso de insulina e pela alimentação balanceada. Para o problema renal foi prescrito Rivotril, mas antes fazia o uso de Diazepan, faz uso de Clomipramina.

1- Se o paciente deixar de usar o Rivotril, vai haver alguma alteração na absorção de Insulina? Porque?

2- Referente ao uso de Clomipramina, existe alguma restrição?

3- Porque foi substituído o uso de Diazepan por Rivotril?

Elaborado por: Lauren Silveira, Leonardo Sanches e Liane Dias.

Read Full Post »