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Posts Tagged ‘Metilfenidato’

Turbinados para pensar

Um debate inquieta o mundo acadêmico e governos na Europa e nos Estados Unidos: o doping intelectual.

O governo britânico já começou a avaliar o uso de substâncias e remédios que possam ter algum impacto na capacidade cognitiva de cientistas e de estudantes. Por outro lado, a Associação Médica quer a imposição de novas regras para dificultar o acesso a essas substâncias. Nos Estados Unidos, o governo realiza estudos para descobrir o impacto das substâncias em diferentes setores.

A controvérsia começou com uma sondagem feita pela revista Nature em abril, a qual concluiu que um em cada cinco pesquisadores e cientistas se dopam para fazer suas descobertas. Dos 1,4 mil entrevistados nos Estados Unidos e na Europa, 20% deles confirmaram que tomam regularmente substâncias para melhorar suas habilidades cognitivas.

A indústria farmacêutica vem criando, nos últimos anos, produtos para melhorar o aprendizado de crianças e evitar a perda de memória entre os mais velhos. A pesquisa da revista Nature concluiu que estes produtos passaram a ser usados por cientistas – o que abriu um debate ético sobre o surgimento desses produtos e seu uso em pessoas saudáveis. As mais usadas são as desenvolvidas para tratar a Doença de Alhzeimer e a hiperatividade.

Para a parcela de cientistas que defendem o uso dessas substâncias, a questão que se coloca é simples: se um quadro de um artista que se droga é valorizado pelo resultado final, por que isso não poderia ocorrer nos laboratórios? Já outros alertam que, se há um controle de doping no esporte, por que não existe na comunidade científica, já que bolsas e prêmios são concedidos de acordo com a produtividade.

Substância mais usada é o metilfenidato

Entre os entrevistados que admitiram consumir, 62% confirmaram que a preferida era o metilfenidato, usado para crianças hiperativas com problemas para se concentrar. Em pessoas saudáveis, o efeito seria aumentar a concentração. Já 44% indicaram que usavam modafinilo. Nesse caso, o efeito não seria muito diferente da cafeína: manter os cientistas acordados e permitir que passem noites estudando. Um grupo de 15% afirmou que fazia uso do propanolol, empregado contra pressão alta. E 80% dos entrevistados ainda garantiram que estavam cientes das conseqüências e são favoráveis ao livre-arbítrio entre os adultos.

Fonte: Zero Hora – 23/10/2008

Enquanto isso….

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