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ADAPTADO DE MEDSCAPE PHARMACIST EDUCATION

Uma mulher de 29 anos deu à luz um menino com uma aparência facial dismórfica. O menino nasceu a termo, de gestação por cesariana. A mãe tem epilepsia caracterizada por convulsões tônico-clônicas, com primeiro episódio no início da adolescência. Ela teve uma gravidez planejada, sabendo que uma criança nascida de uma mulher com epilepsia em uso de anticonvulsivantes está em maior risco de defeitos congênitos. Antes de conceber o bebê, a mãe tomou 5 mg de ácido fólico por dia. Durante a gravidez, ela estava tomando 750 mg de ácido valpróico (VPA) duas vezes ao dia (o limite superior da dose segura) para controlar as convulsões. Ela solicitou aconselhamento genético para determinar se o feto seria afetado. Em 12 semanas de gestação foi encaminhada para a ultra-sonografia pré-natal de rotina, e  concordou em submeter-se a um teste de triagem (alfa-fetoproteína, gonadotrofina coriônica humana e estriol não conjugada).O monitoramento fetal foi realizado com ultra-sonografia para avaliar o crescimento fetal, possíveis malformações congênitas e avaliar o volume de líquido amniótico. O exame de ultra-som na 17ª semana de gestação revelou algumas características anormais sugerindo uma desordem cromossômica numérica, e o feto também foi considerado pequeno para a idade gestacional. Assim, as amostras de líquido amniótico foram utilizadas para realizar o diagnóstico citogenético pré-natal. A interrupção da gravidez foi discutida com os pais mas eles optaram por continuar.

O resultado do teste de triagem foi positivo. Polimerase quantitativa fluorescente foi usada para a detecção pré-natal de cromossomos 13, 18 e 21 e de aneuploidias X e Y. Este teste foi escolhido porque oferece resultados confiáveis que estão disponíveis em poucas horas após a amostragem e, além disso, ele requer apenas pequena amostra fetal (1,5 mL de líquido amniótico). O teste mostrou um número normal de cromossomos. O cariótipo convencional indica um homem normal: 46, XY. O ultra-som exclui malformações do coração e órgãos internos. Ao exame físico após o nascimento, o bebê tem uma aparência distinta facial que inclui uma testa alta e com proeminência central; uma linha fina baixa; deficiência mediana de sobrancelhas, hipertelorismo ocular, epicanto, ponte nasal baixa, com um nariz pequeno e arrebitado; terço médio da face com hipoplasia; orelhas baixas, e micrognatia. A criança também apresenta um pescoço curto e  mãos e pés largos (Figuras 1, 2 e 3). O exame neurológico revela a presença de hipotonia central e periférica

No presente caso, a síndrome fetal por valproato (FVS) foi detectada por ultra-sonografia pré-natal, sem espinha bífida ou anomalias cardíacas. Ao nascer, o diagnóstico foi confirmado pelos achados clínicos. Exposição pré-natal ao valproato durante o primeiro trimestre da gravidez pode ter resultado no distúrbio, embora o recém-nascido não manifeste todos os critérios de diagnóstico, tais como defeitos de tubo neural (por exemplo, espinha bífida), anomalias congênitas cardiovasculares, anormalidades genitais (por exemplo, hipospádia), dedo da mão ou do pé defeituosos.

Para o pós-parto, foi prescrito o fármaco sulpirida e ocitocina.

NESTE CASO DEVERÃO SER CONTEMPLADOS OS ITENS:

1)       ESPECIFICIDADES DA SAÚDE DA MULHER

  1. Morbidade, mortalidade, diferenças hormonais e distúrbios associados, diferenças de gênero em doença

2)       ESPECIFICIDADES DA SAÚDE DA GESTANTE

  1. Alterações fisiológicas na gravidez
  2. Postura e deambulação
  3. Adaptação respiratória, gastrintestinal, renal, hepática, hematológica e cardiovascular
  4. Fármacos teratogênicos: classificação e contra-indicações de acordo com a fase da gravidez
  5. Orientações gerais
  6. Gravidez de risco
  7. tratamentos não medicamentosos
  8. Tratamentos medicamentosos incluindo medicações de escolha
  9. Acompanhamento farmacoterapêutico
  10. Busca ativa por problemas relacionados à medicamentos
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ESTUDO DE CASO – CÂNCER DE MAMA
“Muitas vezes me pergunto o que seria da minha vida como agora, se eu nunca tivesse tido câncer de mama. De certa forma, teria sido melhor, mas de outras maneiras, eu não me lembraria de tudo… Hoje, 10 anos após o diagnóstico, após uma biópsia de um caroço pequeno que eu tinha encontrado no meu peito esquerdo, eu aproveito cada instante de minha vida. ”
Maria é uma senhora de 67 anos de idade, ex-secretária, que acaba de retornar de uma viagem de seis semanas para a Nigéria como parte de uma Força Voluntária de assistência médica que imuniza crianças contra a pólio.  “A Nigéria é um dos quatro únicos países onde a pólio ainda está presente – está quase completamente erradicada agora.  Vendo o rosto das crianças ali, ansiosos para obter a sua única vacina, mostrou-me como fantástica a medicina moderna pode ser. ”
 Tratamento de Maria
Maria teve um choque inicial após seu diagnóstico.  Ela tinha acabado de sair da menopausa e estava ansiosa para estabilizar seus hormônios e para isso, estava administrando vários medicamentos e tratamentos alternativos simultaneamente, para acelerar o processo. 
 “Meu tumor era pequeno e não parecia ter se espalhado, mas eu já havia marcado uma mastectomia radical em três semanas.  Acordar com apenas uma mama foi um choque, apesar de saber exatamente o que seria feito. ”
Maria fez radioterapia em seguida, que a deixou muito cansada e sentindo depressiva.  Ela ficou aliviada ao saber que o resultado de uma biópsia do linfonodo que tinha sido removido confirmou que o tumor não tinha se espalhado além do peito, por isso ela foi poupada da quimioterapia.
“Eu temia ter que fazer quimioterapia – com todas as náuseas e efeitos adversos.  Eu pensei que eu tinha tido sorte de escapar.  Então veio a cirurgia, de reconstrução da mama – quase pior do que ter a mastectomia original! ”
Maria está contente por ter a mama reconstruída com o implante, mas hoje a maioria das mulheres não precisa mais passar por isso.  Hoje, as mulheres como Maria são tratados com cirurgia conservadora, onde apenas o caroço e algum tecido circundante é removido, ao invés de toda a mama.  Esta cirurgia é eficaz no tratamento do câncer e evita a necessidade de reconstrução da mama.
 Lidar com as hormonas
 Como o tumor de Maria era sensível ao estrogênio, os médicos decidiram que ela era candidata ideal para tomar tamoxifeno.  O tamoxifeno é uma droga que bloqueia os receptores de estrogênio em todas as células do corpo, incluindo as células do tumor, evitando assim que o hormônio estimule as células cancerosas a crescer.  O tamoxifeno pode ser usado como tratamento de câncer, e podem evitar recidivas do câncer de mama em mulheres cujos tumores foram removidos e tratados.
“Eu tomei tamoxifeno por dois anos, mas, em seguida, um outro tipo de medicamento chamado de inibidor da aromatase se tornou disponívl.  Este foi mais eficaz para mim porque eu tinha passado pela menopausa e utilizei este medicamento por mais três anos.  Agora, ainda tenho check-ups regulares a cada três meses para que a enfermeira pode fazer um exame de mama manual, com uma mamografia a cada ano. ”
Maria e seu médico constantemente se preocupam com sua densidade óssea, pois sabem que ela é paciente de risco para a osteoporose.
 A história de Maria não é incomum.  Cerca de 80% das mulheres que são diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial no Reino Unido, França, Alemanha e outros países da Europa Ocidental pode sobreviver por cinco anos.  Cerca de 66% sobrevivem por 20 anos.
 Os aumentos na sobrevivência se deve a uma combinação de fatores, incluindo uma melhor triagem e novos tratamentos.  Tamoxifeno e inibidores de aromatase têm impedido as recidivas em milhares de mulheres que têm tomado durante um longo período, e os dados clínicos ainda estão sendo coletados sobre os benefícios destes medicamentos.
 “Eu não teria acreditado, a 12 anos atrás, que eu estaria fazendo as coisas que eu estou fazendo hoje.  Ter tido câncer de mama, e sobreviver  graças aos diferentes tratamentos que eu tive é uma parte importante da minha vida agora.  Eu sei que o câncer de mama pode ocorrer – mas também sei que existem tratamentos adicionais que poderiam ajudar.  Tenho tanta esperança para o futuro e a partir de agora, vou aproveitar cada minuto de minha vida”.
ESTUDO DE CASO – GESTANTE
M.R.S., 20 anos, branca, profissão de manicure, casada, cônjuge com 32 anos, que trabalha como vigia. Possui ensino fundamental incompleto (7ª série), natural de Campo Grande-MS, católica. Renda familiar mensal em torno de R$ 900, 00, considera essa renda suficiente para manter as necessidades familiares. Reside em casa própria de alvenaria, com quatro peças (um quarto, sala, cozinha e banheiro), seu banheiro localiza-se dentro de casa e possui vaso sanitário e chuveiro elétrico, sua casa não dispõe de rede de esgoto, mas possui fossa séptica. Dorme 8 horas por noite e sente-se descansada com a quantidade de sono que tem. Realiza duas refeições diárias (café da manhã e almoço). Relata que após a gestação tem se alimentado mal devido a intolerância à carne. Nega história de icterícia, cálculo biliar, etilismo, tabagismo, problemas respiratórios, cardiopatias, hipertensão arterial e diabetes.
Gestante com nove semanas e dois dias de gestação, Gesta III, Para II, Aborto Zero, Data da última menstruação (DUM): 25/04/2010, Data provável do parto (DPP): 02/02/2011.
Relata aumento da freqüência urinária após a gestação, cefaléia, lipotimias, náuseas, lombalgia e mialgia. Informa que ficou feliz com a gestação, pois a mesma foi planejada.
Tem consciência de normalidade das alterações já presentes ou futuras no seu corpo decorrentes da gravidez. Está feliz com a sua aparência, tem como aspiração ter uma vida estável, considera sua família e seus filhos as coisas mais importantes em sua vida.
À consulta (29/06/2006) a cliente apresentava peso: 70 kg, altura: 1,63m, IMC: 28, 6, PA: 90X63mmHg, P: 80bpm, R: 18mpm e T: 36,8 C.

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