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Definições, limitações e importância do NNT

Risco relativo (RR) é uma relação da probabilidade de um evento clínico ocorrer no grupo exposto a uma determinada intervenção em relação ao grupo não exposto a intervenção (grupo controle). Por exemplo, se o risco de um determinado evento em pacientes submetidos a um novo tratamento for de 10% e o dos pacientes controles for de 15%, temos que o risco relativo é de 10%/15% = 0,66, logo o RR = 0,66. Em outras palavras, podemos dizer que o evento ocorreu 34% menos no grupo submetido a nova intervenção. A análise do risco relativo pode levar a conclusões enganosas. Quando analisamos desfechos clínicos pouco freqüentes, como no caso de infartos agudos do miocárdio no estudo acima, podemos ter uma percepção distorcida do benefício. Temos que o grupo tratado com stents com drogas teve 2% de eventos versus 2,4% de eventos no grupo de stents comuns, o que nos dá um RR = 0,83, ou seja, uma diminuição de 17% em novos eventos, o que seria interessante. No entanto, como os eventos foram infreqüentes, o número necessário para tratar (NNT) é muito alto. Lembrando, o cálculo do NNT é o seguinte: 100/ redução do risco absoluto = 100/2,4-2,0 = 250. Ou seja, neste caso, precisaríamos tratar 250 pacientes para se prevenir um único infarto. Se os eventos fossem de 20% no grupo intervenção e 24% no grupo controle teríamos o mesmo risco relativo, mas um NNT de apenas 25. Logo, é importante sempre se calcular o NNT e analisá-lo juntamente com o RR.

 

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