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Posts Tagged ‘PRMs’

A lista de casos abaixo representa problemas relacionados a medicamentos. Classifique-os de acordo com o Consenso de Granada, de acordo com a Necessidade (1 ou 2), Eficácia (3 ou 4) e Segurança (5 ou 6), justificando a classificação.

  1. José toma 80 mg de sinvastatina por dia para hiperlipiemia e seu colesterol permanece elevado. Uma contagem dos comprimidos sugere que ele toma o medicamento de acordo com a prescrição mas a sinvastatina é ineficaz.
  2. Mariana (47 anos) começou a tomar zolpidem 5mg na hora de dormir conforme necessário. Ela acorda de manhã muito zonza para dirigir ao trabalho de forma segura.
  3. Tadeu tem depressão muito profunda não diagnosticada. Ele teria as condições apropriadas para receber a terapia medicamentosa se fosse diagnosticado.
  4. Luis não tem plano de saúde que cubra os gastos com seu levodopa/carbidopa e entacapone para doença de Parkinson, então, como não pode comprá-lo sempre, ele toma seus medicamentos esporadicamente para que durem mais tempo.
  5. Ruth está grávida de 6 semanas e apresenta uma prescrição nova para atorvastatina 20mg diariamente, escrita pelo cardiologista que ela visitou pela primeira vez.
  6. Rui foi hospitalizado com dano renal e hepático moderado e está para começar nutrição parenteral total (NPT). O farmacêutico calcula que a necessidade de proteína do paciente é de 60g por dia. A ordem da prescrição durante o dia 1 de NTP instrui o setor de terapia intravenosa da farmácia a preparar uma bolsa 24h com 60g de aminoácidos.
  7. Antônio tem mal de Parkinson com tremores que tornam quase impossível aplicar colírios para o glaucoma.
  8. Daniel tem 8 anos e tem asma crônica persistente, sendo tratado com nebulizador de albuterol uma vez ao dia.
  9. Sílvio é obeso com pressão sanguínea controlada por felodipino e começou uma dieta com suco de grapefruit.
  10. Maurício viaja para trabalhar e mantém sua insulina no porta-luvas do carro.
  11. Tereza está com dores de cabeça de enxaqueca apresentando nova prescrição para zolmitriptan do médico de família e spray nasal de sumatriptano de seu neurologista
  12. Márcia tem arritmia cardíaca estabilizada com amiodarona e apresenta uma nova prescrição de sulfato de quinidina.
  13. Sebastião pede um novo inalador de albuterol a cada duas a três semanas. O farmacêutico determina que a técnica de inalação dele é adequada mas o paciente reclama de falta de ar.
  14. Um farmacêutico oferece um programa de avaliação sobre osteoporose. Maria tem “t-score” de -2,9, sugerindo que ela possa ter osteoporose e possa requerer terapia medicamentosa adicional.
  15. A farmacêutica Francisca recebe uma receita do Dr. Waltmann para rosuvastatina, a única estatina que ele prescreve. Ela sabe que não é a estatina mais segura e nem é esse o medicamento de escolha para a maioria dos pacientes.
  16. A farmacêutica Letícia recebe uma nova prescrição do Dr. Garcia de cotrimoxazol para um paciente que toma fenitoína para epilepsia.
  17. Um paciente com dores de cabeça de enxaqueca recebeu uma receita médica de acetaminofeno com codeína 30mg, mas ainda está com muita dor
  18. Um paciente de 78 anos apresentou nova prescrição de digoxina 0,25mg via oral uma vez ao dia por 30 dias, e descansando, seu batimento cardíaco é de 66.
  19. Um paciente não pode arcar com o custo de sua receita de infliximabe para doença de Crohn grave.
  20. Um paciente com asma crônica persistente é tratada somente com inalador de albuterol, usada conforme a necessidade.
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Identificação

J. W., 45 anos, masculino, branco, casado, bancário, procedente de Porto Alegre.

História clínica

O paciente refere que, há um mês, submeteu-se a exame médico ao fazer um seguro de vida, ocasião em que se constataram níveis pressóricos de 160/110 mmHg. Embora estivesse totalmente assintomático, foi aconselhado a procurar atendimento clínico. Nega doenças sérias no passado e refere que sua pressão arterial, medida a dois anos, era normal. Fuma vinte cigarros por dia desde os 18 anos. Não tem atividade física regular. Seu pai é hipertenso já tendo sofrido um AVC.

Exame físico

PA = 164/104 mmHg ( sentado, média de 6 aferições em três dias distintos)

FC= 80 bpm; FR 20 mpm; TAx: 36ºC; peso 78kg; altura: 1,70m.

Ectoscopia normal, exceto por discreta obesidade.

Exame de pericórdio: ictus invisível e impalpálvel, segunda bulha hiperfonética em área aórtica e quarta bulha em área de ventrículo E.

Exame de fundo de olho:  entrecruzamentos patológicos, sem represamento venoso; estreitamento arteriolar; sem alterações de retina e papila.

Exames subsidiários

ECG = ritmo sinusal, freqüência ventricular de 80 bpm, e alterações de repolarização ventricular.

EQU  = densidade 1.025, traços leves de proteínas e sedimentos urinários sem anormalidades

Creatinina sérica: 0,8 mg%; colesterol total: 185 mg%; potássio sérico: 4,0 mg%; glicemia em jejum: 98 mg%.

Pela pressão arterial diagnosticou-se hipertensão arterial sistêmica leve, com repercussão em estágio II. Decidiu-se iniciar tratamento medicamentoso  com Hidroclorotiazida 50mg, uma vez ao dia, e medidas não medicamentosas.

 

                OBJETIVOS:

1.       Significado clínico dos exames laboratoriais

2.       objetivos do tratamento da hipertensão arterial

3.       expectativas com o tratamento (considerando comportamento de risco)

4.       nível pressórico ideal

5.       medidas não medicamentosas

6.       descrição do medicamento de escolha –  indicação, classe farmacológica, interações medicamentosas, efeitos adversos, doses usuais, PRMs, etc.

7.       comparação do fármaco escolhido com outras escolhas terapêuticas, justificando a utilização

8.       orientações para pacientes hipertensos e avaliação farmacêutica.

Fonte: (adaptado de FUCHS e WANNMACHER, 1999)

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