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Na próxima terça-feira a diretoria colegiada da Anvisa decidirá se mantém ou não a comercialização de sibutramina e outros inibidores de apetite ( mazindol, femproporex, anfepramona), dias após o comitê técnico do órgão recomendar a manutenção do fármaco sibutramina no mercado e a retirada dos demais. Confira abaixo os prós e contras do comércio destes medicamentos:

A FAVOR:

1) O potencial de efeitos cardiovasculares foi obtido em pacientes  de risco, não sendo avaliado na população em geral (apesar da obesidade ser fator de risco!).

2) Além de emagrecer, os medicamentos melhoram os índices de glicose, colesterol, triglicerídeos, etc.

3) Pacientes obesos ficariam sem opções de tratamento, que evoluiriam para casos de diabetes e hipertensão, gerando aumento de custos em saúde. Cirurgias  bariátricas ainda são muito caras.

CONTRA

1)Risco de doenças cardiovasculares (aumentado em 16%)

2) Eficácia relativamente baixa (30% dos casos)

3) Outros efeitos colaterais importantes como insônia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

4) Os medicamentos já foram proibidos nos Estados Unidos, Europa e outros países.

5) Automedicação e uso excessivo do medicamento: Os órgãos fiscalizadores não são capazes de controlar efetivamente o comércio e a utilização destes produtos.

Então, senhor leitor! De que lado você está?

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O reinado dos remédios emagrecedores está por um fio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer banir de vez a comercialização de todas as drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol). A única droga para o tratamento da obesidade que continuará liberada será o orlistate (Xenical), que atua diretamente no intestino, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura.

Diante de estudos que apontam que o consumo de sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos, desde o ano passado a Anvisa impôs novas regras e endureceu os critérios de venda dessa droga. Ela deixou de ser vendida como medicamento comum e passou a integrar a categoria dos anorexígenos, drogas que exigem receita especial.

A proposta de proibir os emagrecedores foi anunciada a especialistas e entidades médicas da área na semana passada e será publicada hoje no site da agência, junto com um parecer explicando os motivos. Para médicos endocrinologistas que atuam no combate à obesidade, a medida é radical demais e vai deixar os pacientes sem opção de tratamento, já que o controle da fome e da saciedade ocorre no cérebro.

— Quase metade da população brasileira tem sobrepeso. Muitos pacientes não conseguem perder peso com o tratamento clínico convencional, que inclui dieta e exercícios físicos. Como vamos controlar a obesidade desses pacientes sem mexer no cérebro? — diz o endocrinologista Márcio Mancini, chefe do departamento de obesidade do Hospital das Clínicas (HC).

Estudo

Os benefícios não superam os riscos. Esse é o principal argumento que a Anvisa pretende usar na próxima semana, durante audiência pública, para convencer a classe médica de que é melhor proibir de vez o uso de medicamentos usados para emagrecer. Segundo Dirceu Barbano, diretor da agência, o assunto vem sendo discutido desde o ano passado, quando a União Europeia baniu a sibutramina.

— Quase nenhum outro país tem sibutramina. As anfetaminas também estão diminuindo. E não há notícia de que isso piorou ou atrapalhou o tratamento da obesidade.

Em 2009, foram vendidas no País 67,5 toneladas de sibutramina. Segundo Barbano, a Anvisa fez um levantamento interno e concluiu que, por mais que o medicamento seja controlado e indicado apenas para pacientes com determinados perfis, não há evidências suficientes que demonstrem que a perda de peso supera os riscos cardíacos.

— A nossa proposta, sustentada por uma extensa pesquisa, é de retirada imediata desses produtos do mercado. A não ser que consigam nos demonstrar com dados consistentes que estamos errados e esses remédios são bons e seguros — diz.

 

Fonte: Cicrbs, 16/02/2011

 

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