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Posts Tagged ‘propaganda de medicamentos’

Menos estrelas em propagandas de medicamentos

Medida restringe atuação de celebridades na indicação de remédios

Mais informações para os consumidores de medicamentos e exigências para a indústria farmacêutica e agências de publicidade já começaram a valer. Ontem, entraram em vigor novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a propaganda de remédios.

Frases com dados sobre os medicamentos devem ser integradas no anúncio, e não apenas no fim da propaganda. Além disso, a participação de artistas e celebridades se torna mais restrita. Outra determinação: imagens de pessoas ingerindo medicamentos fica proibida.

A propaganda para o público no Brasil é restrita a produtos sem prescrição médica. Para outros remédios, a publicidade só é permitida em publicações especializadas.

– Vimos nos últimos anos anúncios de remédios para abrir apetite que mostravam o consumo na refeição ou de efervescentes sendo tomados – diz a gerente de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado.

A participação de artistas e celebridades continua permitida, mas, a partir de agora, eles não podem mais indicar o medicamento, explica Maria José:

– A imagem do artista já é suficiente para influenciar uma decisão, e a indicação de uso estimula isso ainda mais.

Publicitário contesta determinação da Anvisa

No ano passado, a campanha do analgésico Mirador, com Pelé e a atriz Ísis Valverde, foi proibida pela Anvisa. No anúncio, a atriz dizia que o remédio era “o Pelé dos comprimidos” e usava expressões como e “remédio forte”, que, segundo a Anvisa, sugeriam a eficácia do produto.

A partir de agora, além da frase “Ao persistirem os sintomas um médico deve ser consultado”, há uma lista com mensagens de advertência específicas para 21 princípios ativos de medicamentos.

Publicitários reconhecem a importância de cuidados com o setor, mas não acreditam que a decisão seja a mais adequada. Para o diretor da agência Euro RSCG Contemporânea, Armando Strozenberg, as medidas estão alinhadas com o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), mas há problemas quando se tenta determinar a forma da propaganda:

– A Anvisa pode recomendar, mas não agir como um juiz antes de as coisas acontecerem.

Algumas das mudanças
> Propagandas de medicamentos que apresentem efeitos de sedação ou sonolência deverão trazer advertência que alerte para os perigos de se dirigir e operar máquinas.
> Fica proibida a veiculação de propagandas indiretas (que, sem citar o nome do produto, utilizem-se de símbolos ou designações).
> Fica vedado relacionar o uso do medicamento a excessos etílicos ou gastronômicos.
> Comparações de preço dirigidas aos consumidores só poderão ser feitas entre medicamentos intercambiáveis (medicamento de referência e genérico). Tal comparação deve ser feita entre os custos de tratamento ou, no caso de medicamentos de uso contínuo, entre as doses diárias definidas.

fonte: Zero Hora, 17/06/2009

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