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Posts Tagged ‘saúde da mulher’

 

V. R. 25 anos, feminino, branca, casada, médica, residente em PoA.

Em acompanhamento para tratamento de diabetes e hipertensão, relata alguns episódios anteriores de infecção do trato urinário (ITU). Solicitado hemograma, parcial de urina e urocultura.

 

No retorno, a paciente estava gestando há 30 semanas, e  procurou atendimento com queixa de contrações uterinas (três em 20 minutos).
O exame físico confirmou as informações prestadas. Ao toque vaginal, o colo do útero estava fechado. Frente ao quadro de trabalho de parto prematuro, decidiu-se pela internação da paciente. Além de repouso, prescreveu-se salbutamol em infusão intravenosa contínua.

 

Resultados:

HEMOGRAMA:

Eritrócitos:  4.300.000 /microlitro
Hemoglobina: 11,0 g/dl
Volume globular: 33,0 %
VCM: 76,7 fentolitros (fl)
HCM: 25,6 picogramas (pg)
CHCM: 33,3 %
RDW: 17,0 %
Anisocitose +, eliptócitos +
Leucócitos: 12.000 / microlitro
Contagem diferencial: neutrofilia sem desvio nuclear à esquerda
Granulações tóxicas +
Plaquetas: 270.000 / microlitro

PARCIAL DE URINA:

Aspecto: ligeiramente turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,5. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 1.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 1.000/mm³
Glicose: 0. Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

UROCULTURA: desenv. de cocos gram-positivos, contagem: 4 X 103 UFC/ml

Paciente voltou ao consultório um mês depois, como visita de rotina do pré-natal.
Médico solicita nova urocultura e parcial de urina, em vista do resultado da cultura anterior

Aspecto: turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,0. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 2.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 3.000/mm³
Glicose: 0. Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

 

 

Sua mãe a acompanhava à consulta, contando com 56 anos de idade, e se queixou de ondas de calor, aumento da irritabilidade e incapacidade de se concentrar nas tarefas diárias. Declara que está na menopausa, mas que não pretende tomar nenhum hormônio, visto que a mãe teve câncer de mama e ela está com medo de que esse tratamento possa aumentar seu risco. Confessa que os sintomas são praticamente insuportáveis.

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Susana (45 anos de idade, G3, P2) foi  submetida a uma  histerectomia abdominal total por causa de dismenorréia severa e uma longa história de células escamosas atípicas de significado indeterminado em testes de Papanicolau. Até então, era saudável, não tomava medicamentos, e não tinha alergias conhecidas. Sua história cirúrgica inclui hemorroidectomia e a dilatação e curetagem. Não houve registro de doenças psiquiátricas, alcoolismo, abuso de substância ou de qualquer outro problema de saúde. Ela é fumante, consumidora de um pacote de cigarros por dia durante 20 anos.

Após a histerectomia, a ginecologista Susana prescreveu  estrogênios conjugados (Premarin) 1,25 mg. Duas semanas depois, a dose foi reduzida para 0,625 mg para tratar os sintomas de dormência e formigamento do lado direito. Susana questionou sua ginecologista sobre o câncer de mama e de útero, que poderiam ser causados pela TRH, segundo uma amiga havia comentado. Além disso, ficou surpresa com a ausência de solicitação de exames complementares para o diagnóstico da menopausa, e questionou sobre os efeitos adversos que estava sentindo, e lembrou que sua avó sofria de osteoporose.

Uma semana depois,  adicionou-se a sua prescrição estradiol patch TD (Estraderm) 0,1 mg para tratar seus sintomas de parestesia e nervosismo. Nesse mesmo dia, apresentou-se ao pronto socorro, queixando-se de agitação, falta de ar e dores de cabeça. Ela foi diagnosticada com transtorno de ansiedade, tratados com diazepam (Valium), e encaminhados para o departamento de medicina interna para nova avaliação. Seus exames  seguintes e estudos laboratoriais foram normais. Este ciclo se repetia nas  visitas subseqüentes  ao PS, com sintomas idênticos. Ela foi novamente tratada com diazepam, e foi encaminhada para acompanhamento por profissional de saúde mental e  de saúde da familia. O médico da saúde mental solicitou  questionou sobre hábitos de vida e investigou se Susana não sofria algum tipo de violência, e determinou a interrupção da terapia de reposição hormonal (TRH) e prescreveu diazepam, mas seu médico de família decidiu  colocá-la de volta ao TRH. Seu retorno ao serviço de saúde foi eventual, e notavelmente, percebeu-se a  da falta de comunicação entre os prescritores.

 

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gravida_03J. R. 25 anos, feminino, branca, casada, médica, residente em PoA.

Em acompanhamento para tratamento de diabetes e hipertensão, relata alguns episódios anteriores de infecção do trato urinário (ITU). Solicitado hemograma, parcial de urina e urocultura.

 

No retorno, a paciente estava gestando há 30 semanas, e  procurou atendimento com queixa de contrações uterinas (três em 20 minutos).
O exame físico confirmou as informações prestadas. Ao toque vaginal, o colo do útero estava fechado. Frente ao quadro de trabalho de parto prematuro, decidiu-se pela internação da paciente. Além de repouso, prescreveu-se salbutamol em infusão intravenosa contínua.

 

Resultados:

HEMOGRAMA:

Eritrócitos:  4.300.000 /microlitro
Hemoglobina: 11,0 g/dl
Volume globular: 33,0 %
VCM: 76,7 fentolitros (fl)
HCM: 25,6 picogramas (pg)
CHCM: 33,3 %
RDW: 17,0 %
Anisocitose +, eliptócitos +
Leucócitos: 12.000 / microlitro
Contagem diferencial: neutrofilia sem desvio nuclear à esquerda
Granulações tóxicas +
Plaquetas: 270.000 / microlitro

PARCIAL DE URINA:

Aspecto: ligeiramente turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,5. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 1.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 1.000/mm³
Glicose: 0.  Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

UROCULTURA: desenv. de cocos gram-positivos, contagem: 4 X 103 UFC/ml

Paciente voltou ao consultório um mês depois, como visita de rotina do pré-natal.
Médico solicita nova urocultura e parcial de urina, em vista do resultado da cultura anterior

Aspecto: turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,0. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 2.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 3.000/mm³
Glicose: 0.  Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

 

 

Sua mãe a acompanhava à consulta, contando com 56 anos de idade, e se queixou de ondas de calor, aumento da irritabilidade e incapacidade de se concentrar nas tarefas diárias. Declara que está na menopausa, mas que não pretende tomar nenhum hormônio, visto que a mãe teve câncer de mama e ela está com medo de que esse tratamento possa aumentar seu risco.menopausa Confessa que os sintomas são praticamente insuportáveis.

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H.L.V., sexo feminino, de 53 anos, IMC de 27,9, P. A. de 160:110 mmHg, Glicose em jejum de 90 mg/dl, vai ao consultório do ginecologista desejando iniciar terapia de reposição hormonal (TRH), pois sente muitos “calores” e palpitações após a menopausa, que foi há dois anos. A paciente tem útero. Não há história familiar de câncer ginecológico, mas sua mãe apresentava quadro de osteoporose importante. Relatou possuir história de trombose venosa profunda e está usando varfarina há seis meses. Apresentava também alterações psicossociais, como depressão, perda de memória, crise de identidade, irritabilidade, insegurança, medo de rejeição e perda da auto-estima, e para tais problemas estava em acompanhamento médico com psiquiatra, que prescreveu sibutramina 15mg 1x ao dia e fluoxetina 20mg, 2x ao dia. Relata consumir bebida alcoólica aos finais de semana, mas não fuma. Relatou ainda consumir fitohormônios diariamente.

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