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Posts Tagged ‘distúrbios menores’

Excursão para evento!

A empolgação era grande e a viagem maior ainda! Um grupo de estudantes de farmácia do Centro Universitário Franciscano tomou um ônibus as 14h da última sexta-feira e rumou por 48h até a longínqua cidade de Porto Seguro, na Bahia para participar de um importante congresso de Atenção Farmacêutica, que contaria com excelentes participantes internacionais, como a Dra. Maria Faus Dader e a Dra. Bárbara Strand. A viagem, que prometia ser divertida, se iniciou com clima de confraternização, com muito chimarrão,  sertanejo universitário e boas risadas!

O motorista do ônibus, como de costume, ajustou a temperatura do veículo para 20°C, e os passageiros, que já previam o calor baiano, foram pegos, literalmente, de “calças curtas” e passaram frio. Antes da chegada a Porto Alegre já se ouviam os primeiros espirros vindos do fundo do busão. RESFRIADO na certa. Atchim.

Mas deu prá ver o por-do-sol no Guaíba!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como já tinham que passar na farmácia mesmo, decidiram jantar no Shopping, alternativa que agradaria diferentes gostos. Infelizmente, para alguns, a higiene alimentar de um dos restaurantes escolhidos não estava a altura do seu público e três estudantes, em meio a madrugada, atravessaram a fronteira RS/SC se revesando no uso do banheiro do coletivo, com quadro de DIARREIA AGUDA, que mereceu uma segunda visitinha às farmácias do caminho.

O sol surgiu no céu com a boa notícia da chegada à Florianópolis!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não que a noite não tivesse sido agitada: O consumo de bebidas alcoólicas levou dois alunos a acordar com muita dor de cabeça, e aquele solzinho infernal entrando pelas frestas das cortinas, aliado ao animado bate-papo que já se ouvia entre os alunos e o motorista não estavam ajudando em nada. Nada que uma nova visitinha a uma rede de farmácias do estado não resolvesse! Ou quase.  Pelo menos até a próxima parada!

E “ai” daquele que ousasse desenterrar o pendrive com o sertanejo universitário.

 

E a viagem seguiu com as mais belas imagens do litoral catarinense. Os alunos intercalavam momentos de descanso, a leitura de livros e artigos científicos, e discutiam quais perguntas fariam aos palestrantes e quais pesquisadores procurariam nas horinhas de coffe-break. Ao final do dia, era possível avistar Curitiba e suas belas e arborizadas ruas. Neste dia, pôr do sol foi visto  tendo como moldura o teatro de Arame do famoso Jardim Botânico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitos flash para registrar este momento. Uma linda criança brincava com seu cãozinho de estimação, quando um aluno, empolgado pelo momento, se aproxima e faz um carinho na criança e no cachorro, seguido das seguintes palavras: “O AMOR É LINDO, A VIDA É BELA!!!”. Sua recompensa viria horas depois ao sentir uma leve coceira na cabeça, que foi se espalhando… espalhando… Sim, era a PEDICULOSE infestando sua cabeça e se banqueteando com seu sangue. Nem é preciso dizer que ficou em quarentena, isolamento total, até acharem uma nova farmácia para fazer o tratamento.

 

Sua companheira de banco não conseguia dormir, mesmo depois da aplicação do medicamento para pediculose, já que imaginava um ataque alienígena de piolhos mutantes a sua vasta cabeleira encaracolada. Na próxima parada  farmácia, procurou ajuda para tratar da sua INSÔNIA.

 

 

Amanhece um novo dia, nublado, frio e barulhento. Abrem-se as janelas do ônibus e o cenário é bem diferente da manhã anterior. Prédios, carros, buzinas, britareiras acordam nossos heróis. Chegaram em São Paulo.

Estádios de futebol? Nãããão! Museus??? Nãããão… a população feminina do ônibus quer conhecer a Rua 25 de Março!

Mas quem está acostumado a respirar ares de Dona Francisca não se adapta bem a poluição da capital financeira do Brasil e a caloura do interior começa a TOSSIR sem parar… até a visita a próxima farmácia!

Depois de várias recomendações sobre o modo adequado de fechar o porta malas (!) o ônibus segue viagem … Na tarde seguinte,  o ônibus estaciona na praia de Ipanema, aquela vista de cartão postal!

 

Famosos correndo na praia, e alunas da farmácia fotografando com jogadores de futebol em meio a uma acirrada disputa de futivolei! Filtro solar? Pra que, né? O rubor facial não indicava acanhamento mas sim INSOLAÇÃO! Ainda bem que chiques e famosos também frequentam farmácias!

 

 

 

 

 

Quarto dia de viagem! Enfim, chegada ao destino! E a fome é grande. Baianas na rua vendem acarajé, vatapá e toda sorte de alimentos condimentados que fazem escorrer lágrimas dos olhos e… sangue nas fezes. Sim, porque ninguém visita a BAHIA impunemente, e HEMORRÓIDAS também são tratadas em farmácias 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vários estabelecimentos farmacêuticos foram visitados durante a viagem e contavam com farmacêuticos prontos a ajudar a resolver os DISTÚRBIOS MENORES de nossos viajantes heroicos. Na bagagem de volta, além de abadás e fitinhas do Senhor do Bomfim, trouxeram conhecimentos importantes para a profissão. Aprende melhor quem aprende na prática!

Até a próxima viagem!

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Num dia muito frio, uma bela rainha estava sentada perto da janela, bordando um lençol de nenê. Sem querer, ele espetou o dedo na agulha e caíram três gotas de sangue. Então a rainha olhou para fora e fez um pedido:

– Quero ter uma filha de pele branca como a neve que está caindo, cabelos pretos como a madeira desta janela e boca vermelha como o sangue que saiu do meu dedo.

Como ela não deu atenção ao ferimento, surgiram os sintomas de vermelhidão, calor e edema. Preocupada, usou emplasto de ervas e gordura de porco, que levou à piora do ferimento.

Alguns meses depois, a rainha deu à luz uma menina do jeitinho que tinha pedido. E resolveu chamá-la de Branca de Neve. Dia e noite ela ficava do lado da filha, cuidando dela com muito amor e carinho.

Porém, o ferimento no dedo piorou, e a rainha morreu antes de criar a filha como queria. O rei chorou durante meses, até que conheceu uma princesa lindíssima e se casou com ela. A princesa só tinha beleza, porque o resto nela era só vaidade, orgulho e malvadeza. O dia todo ficava na frente do espelho, perguntando:

– Espelho, espelho meu, existe no mundo mulher mais bonita do que eu? E o espelho, que era mágico, dizia:

– Não, rainha, você é a mais linda. Porém, percebo em seus lindos cabelos uma grande infestação de piolhos, chamada de pediculose! Deve tratar com banhos de ervas e passar vinagre e álcool em seus cabelos!

Enquanto a rainha conversava com o espelho, Branca de Neve crescia bonita como ela só, era de uma formosura que não tinha igual no planeta inteiro. Cresceu e se formou farmacêutica! Tanto assim que um dia a rainha ouviu do espelho uma resposta que não esperava:

– Sim, existe outra muito mais bonita que você.

– E quem é essa atrevida? – perguntou ela.

– Branca de Neve!

Desde então a rainha que era má, começou ameaçá-la. Branca de Neve com medo foi se refugiar na floresta,na casa dos sete anões. Foi muito bem aceita pelos anões, pois ela cozinhava, lavava e passava para os sete anõezinhos.Todos eram felizes naquela casa. Todos os dias como de costume os anões saíam para trabalhar e deixavam Branca de Neve cuidando da casa.

Outro motivo para gostarem da moça era a forma com que cuidou dos anões quando chegou à casa….

ATCHIM, o anão, estava sempre resfriado! Coriza, espirros e olhos inchados estavam sempre presentes em seu rostinho redondo… Branca de Neve, que havia levado sua “farmácia caseira” para a floresta, e lhe deu um anti-histamínico… os espirros melhoraram, bem como os sintomas… Porém, começou a apresentar sintomas de sonolência, fazendo companhia para SONECA! Este anão, porém, também recebeu atenção especial de Branca de Neve, que percebeu sua insônia noturna que tinha como consequência a sonolência durante o dia. Cuidou de sua higiene do sono e lhe deu prometazina antes de dormir!

Os anões já haviam feito de tudo, mas não sabiam a origem do mau humor do ZANGADO. Branca de Neve foi conversar com ele, e soube que sentia muita dor nas costas, pelo trabalho pesado na mina. Percebeu se tratar d euma dor nociceptiva aguda, e lhe deu AINEs, que melhoraram a dor, mas não foi suficiente. DENGOSO não tinha uma alimentação equilibrada, e fazia manha para comer verduras e frutas, e para tomar água. Como consequência, era constipado. Branca de Neve o convenceu a melhorar seus hábitos alimentares, e nas crises, lhe dava fitoterápicos a base de sene. O MESTRE, que há anos trabalhava na mina de ouro, sentia o efeito da poluição do local e apresentava constante tosse. O reflexo da tosse no Mestre se devia à uma defesa do corpo em remover secreções e corpos estranhos nas vias aéreas. Branca de Neve recomendou medidas higiênicas como aumentar a ingesta de água e xarope à base de acetilcisteína. A mina de ouro afetou DUNGA de outra maneira. O grande número de horas que passava em pé todo dia pode ser um fator que desencadeou hemorroidas. Apresentava como sintomas a dor, irritação e sangramento, para o qual Branca de Neve cuidou que a alimentação fosse livre de condimentos e que Dunga evitasse café, álcool e tabaco. Para o tratamento, usou uma pomada preparada com manteiga de cacau, óxido de zinco e óleo de fígado de bacalhau. Já FELIZ, já não sorria mais… sentia muita dor gengival, devido a estomatite aftosa, derivada da falta de vitamina B6 em sua alimentação. Dietas pobres em condimentos também ajudaram Feliz no controle de seu problema. Branca de Neve lhe deu colutório antisséptico e orabase de triancinolona.

Enquanto isso a rainha preparava um plano mirabolante, transforma-se na bruxa mais horripilante e má. . . .

De repente surpreendentemente aparece na janela uma velhinha pedindo água à Branca de Neve. Ela muito boa recebe a velha e esta em agradecimento oferece à Branca de Neve uma maçã, e pede a ela que dê uma mordida e faça um pedido. Surpreendentemente, Branca de Neve reconhece a Madrasta e faz com que ela mesma coma a maçã! A Rainha Má se contorce em dores, pois a maçã causava forte dor abdominal e diarreia! Compadecida, Branca de Neve lhe deu um reidratante oral, produto que não falta em sua farmácia itinerante!

Encantado com a beleza, bondade e competência de nossa Branca de Neve farmacêutica, o Príncipe encantado lhe diz:

– Gata, você levanta tanto o meu astral que a indústria farmacêutica devia usar seu DNA pra fazer antidepressivos, SUA LINDA!

É…. parece incrível, mas Branca de Neve caiu nessa, e …

…And they lived happily ever after.

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João é o farmacêutico do Lar Santo Expedito, uma instituição de longa permanência para idosos no município de Jurerê da Serra. Exercendo a profissão, é responsável pela supervisão direta do tratamento farmacológico de 45 idosos internados, todos acima de 65 anos. Em uma semana comum de trabalho, João dispensa aos cuidadores medicamentos prescritos pelos profissionais médicos que acompanham o grupo. A maioria destes medicamentos é utilizada para tratar distúrbios metabólicos (pertence à classe dos antidiabéticos orais e insulina; anti-hipertensivos, antiagregantes plaquetários, etc), antimicrobianos, distúrbios hormonais, psicofármacos (antiedepressivos, anticolinérgicos, anticonvulsivantes, ansiolíticos, etc.), vitaminas e suplementos alimentares.  Chamou a atenção de João as queixas das cuidadoras em relação a alguns problemas de saúde apresentados pelos internos, e que exigiram seus conhecimentos a respeito dos distúrbios menores.

– Dona Margarida estava apresentando tosse, e não deixava sua companheira de quarto, Dona Eulália dormir bem. Ambas estavam atribuindo a tosse à vacina da gripe, feita há alguns dias. João observou que a tosse de Dona Margarida era seca,  não acompanhada de febre, e questionou sobre o uso de cigarros. Dona Margarida corou ao confessar que a neta havia lhe trazido cigarros na última visita, e que estava fumando escondida no banheiro do quarto. João lhe indicou medidas higiênicas de combate a tosse e um antitussígeno.

Seu Benedito estava corado antes mesmo de falar com João. Seu problema era mais delicado. Estava sofrendo de hemorroidas. Novamente, a causa do problema foi a alimentação inadequada do morador, que havia comido salame colonial trazido pelos filhos, contendo bastante condimentos.  Seu Benedito se queixa de dor, ardor, inflamação, sangramento e calor. Novamente, João lhe indicou medidas higiênicas de combate ao problema, além de medicamentos tópicos.

Seu Nilo estava constipado já há algumas semanas. Sua frequência de evacuação era inferior a 3 vezes na semana, com fezes endurecidas e sensação de evacuação incompleta. Recentemente o médico assistente havia modificado sua terapia farmacológica e incluído novos fármacos neurolépticos e anticolinérgicos. João identificou a constipação como sendo um problema relacionado a medicamento e propôs medidas higiênicas e a utilização de um laxativo.

Para os casos acima, identifique fatores de risco, medicamentos de escolha, medidas higiênicas e orientações farmacêuticas necessárias para a resolução dos distúrbios menores.

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escola

Professora Soraya é dona de uma escola infantil. Com o decorrer dos anos, conseguiu boa clientela entre os moradores da cidade de Trovoadas, no interior do estado. No momento, são 35 crianças matriculadas nas turmas de maternal e pré-escola, assim, a faixa etária dos alunos é de 1 a 5 anos.

Nas últimas semanas, porém, Professora Soraya tem se preocupado com os problemas de saúde apresentados pelas crianças. Não que fossem sérios, mas eram tantos…. Estavam inclusive tirando seu sono e provocando dores de cabeça freqüentes.

Primeiro foi o Joãozinho (4 anos), que começou a apresentar sintomas de pediculose. Em pouco tempo, como era de se esperar, boa parte da turma estava com o mesmo problema. Soraya então chamou os pais das crianças para uma reunião, na qual esperava conscientizar a todos da importância do controle do problema o quanto antes. Para ajudar nas informações, pediu para que o farmacêutico da unidade básica de saúde (UBS) da comunidade viesse acompanhar a reunião e falar sobre a transmissão, métodos de controle de piolhos, sintomas e tratamento medicamentoso (formas farmacêuticas), diagnóstico diferencial e medidas preventivas.

Resolvido o problema, percebeu que Maria Lúcia (3 anos) apresentava sinais de que desenvolveria um resfriado. A pequena se queixava de dor de cabeça e nos ouvidos, além de febre baixa (37,5ºC).  Com a chegada do inverno a preocupação de todos da escola era de que o caso fosse desenvolver para uma gripe H1N1. Muitas eram as dúvidas de pais e professores sobre como diferenciar a gripe comum da H1N1 e do resfriado comum, afinal existem grandes diferenças entre as formas de tratamento destes problemas de saúde.  Desta vez, foi chamada a médica da UBS para orientar a todos. A profissional de saúde falou sobre Medidas preventivas, hábitos de higiene, tratamento não farmacológico e farmacológico: medicamentos usados para tratar sintomas como tosse, obstrução pulmonar, congestão nasal, febre e dor (formas farmacêuticas e orientações de utilização).

Na última segunda-feira, Sara, uma menina sapeca de 4 anos chegou à escola com queixas de dores abdominais e forte diarréia. A menina relatou que foi a uma festa no final de semana, e que seus pais também estava apresentando dores iguais às dela. Neste caso, devido à urgência do quadro, a menina foi encaminhada à UBS, onde foi prontamente medicada e os pais orientados para como seguir com o tratamento e evitar novas intoxicações alimentares. O pai de Sara relatou ao farmacêutico, no momento em que este comprava seus medicamentos, que estava com aftas bucais e questionou se este problema também poderia estar relacionado com a intoxicação alimentar.

O problema de Pedro era diferente. Ele apresentava um quadro de constipação intestinal que já perdurava alguns meses. A mãe dele já havia tentado de tudo de plantas medicinais a medicamentos, passando por alimentos e outras substâncias. Para resolver o problema, voltou à escola o farmacêutico acompanhado de uma nutricionista, que falaram sobre causas, conseqüências e tratamento do problema…

Enquanto isso, as dores de cabeça e insônia continuam… qual será o próximo problema de Soraya?

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BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES: APUROS EM DISTURBIOS MENORES

Num dia muito frio, uma bela rainha estava sentada perto da janela, bordando um lençol de nenê. Sem querer, ele espetou o dedo na agulha e caíram três gotas de sangue. Então a rainha olhou para fora e fez um pedido:

– Quero ter uma filha de pele branca como a neve que está caindo, cabelos pretos como a madeira desta janela e boca vermelha como o sangue que saiu do meu dedo.

Como ela não deu atenção ao ferimento, surgiram os sintomas de vermelhidão, calor e edema. Preocupada, usou emplasto de ervas e gordura de porco, que levou à piora do ferimento.

Alguns meses depois, a rainha deu à luz uma menina do jeitinho que tinha pedido. E resolveu chamá-la de Branca de Neve. Dia e noite ela ficava do lado da filha, cuidando dela com muito amor e carinho.

Porém, o ferimento no dedo piorou, e a rainha morreu antes de criar a filha como queria. O rei chorou durante meses, até que conheceu uma princesa lindíssima e se casou com ela. A princesa só tinha beleza, porque o resto nela era só vaidade, orgulho e malvadeza. O dia todo ficava na frente do espelho, perguntando:

– Espelho, espelho meu, existe no mundo mulher mais bonita do que eu? E o espelho, que era mágico, dizia:

– Não, rainha, você é a mais linda. Porém, percebo em seus lindos cabelos uma grande infestação de piolhos, chamada de pediculose! Deve tratar com banhos de ervas e passar vinagre e álcool em seus cabelos!

Enquanto a rainha conversava com o espelho, Branca de Neve crescia bonita como ela só, era de uma formosura que não tinha igual no planeta inteiro. Cresceu e se formou farmacêutica! Tanto assim que um dia a rainha ouviu do espelho uma resposta que não esperava:

– Sim, existe outra muito mais bonita que você.

– E quem é essa atrevida? – perguntou ela.

– Branca de Neve!

Desde então a rainha que era má, começou ameaçá-la. Branca de Neve com medo foi se refugiar na floresta,na casa dos sete anões. Foi muito bem aceita pelos anões, pois ela cozinhava, lavava e passava para os sete anõezinhos.Todos eram felizes naquela casa. Todos os dias como de costume os anões saíam para trabalhar e deixavam Branca de Neve cuidando da casa.

Outro motivo para gostarem da moça era a forma com que cuidou dos anões quando chegou à casa….

ATCHIM, o anão, estava sempre resfriado! Coriza, espirros e olhos inchados estavam sempre presentes em seu rostinho redondo… Branca de Neve, que havia levado sua “farmácia caseira” para a floresta, e lhe deu um anti-histamínico… os espirros melhoraram, bem como os sintomas… Porém, começou a apresentar sintomas de sonolência, fazendo companhia para SONECA! Este anão, porém, também recebeu atenção especial de Branca de Neve, que percebeu sua insônia noturna que tinha como consequência a sonolência durante o dia. Cuidou de sua higiene do sono e lhe deu prometazina antes de dormir!

Os anões já haviam feito de tudo, mas não sabiam a origem do mau humor do ZANGADO. Branca de Neve foi conversar com ele, e soube que sentia muita dor nas costas, pelo trabalho pesado na mina. Percebeu se tratar d euma dor nociceptiva aguda, e lhe deu AINEs, que melhoraram a dor, mas não foi suficiente. DENGOSO  não tinha uma alimentação equilibrada, e fazia manha para comer verduras e frutas, e para tomar água. Como consequência, era constipado. Branca de Neve o convenceu a melhorar seus hábitos alimentares, e nas crises, lhe dava fitoterápicos a base de sene. O MESTRE, que há anos trabalhava na mina de ouro, sentia o efeito da poluição do local e apresentava constante tosse.  O reflexo da tosse no Mestre se devia à uma defesa do corpo em remover secreções e corpos estranhos nas vias aéreas. Branca de Neve recomendou medidas higiênicas como aumentar a ingesta de água e xarope à base de acetilcisteína. A mina de ouro afetou DUNGA de outra maneira. O grande número de horas que passava em pé todo dia pode ser um fator que desencadeou hemorroidas.  Apresentava como sintomas a dor, irritação e sangramento, para o qual Branca de Neve cuidou que a alimentação fosse livre de condimentos e que Dunga  evitasse café, álcool e tabaco. Para o tratamento, usou uma pomada preparada com manteiga de cacau, óxido de zinco e óleo de fígado de bacalhau. Já FELIZ, já não sorria mais… sentia muita dor gengival, devido a estomatite aftosa, derivada da falta de vitamina B6 em sua alimentação. Dietas pobres em condimentos também ajudaram Feliz no controle de seu problema. Branca de Neve lhe deu colutório antisséptico e orabase de triancinolona.

Enquanto isso a rainha preparava um plano mirabolante, transforma-se na bruxa mais horripilante e má. . . .

De repente surpreendentemente aparece na janela uma velhinha pedindo água à Branca de Neve. Ela muito boa recebe a velha e esta em agradecimento oferece à Branca de Neve uma maçã, e pede a ela que dê uma mordida e faça um pedido. Surpreendentemente, Branca de Neve reconhece a Madrasta e faz com que ela mesma coma a maçã! A Rainha Má se contorce em dores, pois a maçã causava forte dor abdominal e diarreia! Compadecida, Branca de Neve lhe deu um reidratante oral, produto que não falta em sua farmácia itinerante!

Encantado com a beleza, bondade e competência de nossa Branca de Neve farmacêutica, o Príncipe encantado lhe diz:

– Gata, você levanta tanto o meu astral que a indústria farmacêutica devia usar seu DNA pra fazer antidepressivos, SUA LINDA!

É…. parece incrível, mas Branca de Neve caiu nessa, e …

…And they lived happily ever after.

 

 

 

 

 

 

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Sílvia, G4 P3 A0, 39 anos, negra, casada, do lar. Descobriu a gravidez com 5 meses de idade gestacional (fev/2012), achava que o fato de estar em amenorréia se devia à menopausa. Realizou apenas 3 consultas de pré-natal, sendo 2 na Unidade de Saúde e 1 na Maternidade. Possui 3 filhos vivos, Matheus de 8 anos, Vitória de 3 anos e Talita de 1 ano e meio de idade. Matheus não foi amamentado segundo Sílvia porque ela apresentou “empedramento” na mama, o que causou uma infecção muito grave. Vitória “nasceu antes do tempo” e não foi amamentada, pois era muito fraquinha, ficou internada e deste modo, o leite de Sílvia “secou”. Já Talita vem sendo amamentada sem intercorrências inclusive durante a gestação atual.

05 de Março de 2012 (idade gestacional de 6 meses)

Procurou atendimento farmacêutico com queixas de pirose, acentuada após as refeições e durante a noite. Quando questionada sobre náuseas, informou que não havia sentido nenhum problema no início da gestação, bem como não fizera uso de ácido fólico. Neste momento, faz uso de sulfato ferroso e metildopa, por estar com pressão arterial alterada. Pergunta se pode fazer uso de algum medicamento para tratar a pirose.

 

Nesta data, o  cartão de pré-natal registra os seguintes dados:

 

Tipo-RH O – Negativo
Hb-Ht 13,1 – 39,3
Urina tipo I Leucocitúria
Glicemia 92
GTT 75g 100/200/162
HBsAg Não-reagente
VDRL Não-reagente Não-reagente
Toxoplasmose IgG-Positivo / IgM-Negativo IgG-Positivo / IgM-Negativo
DUM = 10/10/2011
 

USG– Gravidez tópica de 21s3d – Peso Estimado Fetal 650gr – Líquido amniótico normal – Placenta posterior, fúndica, heterogênea, Grau I de Grannun.

Pressão arterial 130x80mmHg, glicemia em jejum de 90mg/dL.

 

07 de abril (25 semanas)-

Procura atendimento relatando dor ao urinar. Foi prescrito medicação porém, não foi anotado o nome do medicamento, nem a posologia no cartão de gestante.

 

27 de abril (28 semanas)

Consulta de rotina: PA: 130×80 mmHg, Peso: 75kg, altura: 1,67m,  BCF 144+.  Relata que a pirose diminui, mas tem sentido constipação e tem feito uso de chá de alcachofra, recomendada por uma vizinha. Apresentou gripe forte na última semana, e, como ainda está com sintomas como coriza e tosse, gostaria receber medicação. Além disso, tem dificuldades para dormir, devido à dor nas costas e nas pernas. Apresenta edema de extremidades.

 

30 de maio (33 semanas)

Em consulta de rotina, apresenta os seguintes dados Consulta de rotina: PA: 130×90 mmHg, Peso: 76kg, altura: 1,67m, BCF 140+.   O médico questiona sobre o tipo sanguíneo do pai do bebê, e se foi tomada alguma providência em relação a isso nas gestações anteriores. Sílvia está preocupada com o filho Mateus, que está apresentando pediculose, e pergunta ao farmacêutico qual medicamento pode usar no tratamento.

 

01 de junho (37 semanas)

Consulta de rotina: PA: 140×80 mmHg, Peso: 80kg, altura: 1,67m, BCF 138+. Frente ao aumento da pressão arterial, o médico solicita a internação de Sílvia para acompanhamento mais próximo, pelo risco de pré-eclâmpsia. Prescreve medicações para retardar o parto. Tem alta no dia 14 de junho, com PA controlada.

 

19 de junho (40 semanas) refere dores de forte intensidade em baixo ventre nas últimas duas horas. Não havia registro no cartão quanto à colpocitologia oncótica e imunização antitetânica sendo que, Sílvia não soube informar sua situação vacinal. Referiu não ter ingerido nenhuma suplementação vitamínica além de ferro ou ter frequentado cursos de gestante. Quando questionada sobre medicações usadas durante a gestação não soube informar o nome dos medicamentos utilizados.

O parto cesáreo é realizado sem intercorrências.

 

21 de junho (alta hospitalar). Sílvia recebe prescrições e orientações para o cuidado com a cicatrização da incisão, bem como sobre métodos contraceptivos a serem utilizados no pós-parto e orientações para a amamentação.

 

 

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DIARRÉIA EM EVENTO CIENTÍFICO

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