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Archive for novembro \11\UTC 2009

Caso clínico – Infecção

J.C., 23 anos, masculino, preto, solteiro, pedreiro, procedente de Porto Alegre.

HISTÓRIA CLÍNICA O paciente procurou atendimento por achar que estava com “gonorréia”. Apresentava secreção uretral purulenta, abundante pela manhã, há 3 dias. Referiu episódio semelhante no passado e freqüentes relações sexuais com parceiros diferentes. Não havia outras informações relevantes.

EXAME FÍSICO E DADOS SUBSIDIARIOS O exame dos órgãos genitais não evidenciou anormalidades. Demais aspectos clínicos sem particularidades. O VDRL foi negativo. O gram da secreção uretral demonstrou diplococos gran negativos intracelulares, sendo diagnosticado Neisseria gonorrhoeae. Foi prescrito antibiótico. O paciente continuou com corrimento uretral hialino, acrescido de disúria e prurido uretral. Feito o exame bacterioscópico, esse foi negativo para Neisseria gonorrhoeae. Estabeleceu-se o diagnóstico de Clhamydia Trachomatis ou Ureaplasma urealyticum.

 

Caso clínico – analgésicos

J. P. S., 22 anos, masculino, mulato, solteiro, comerciário, residente em PoA.

HISTÓRIA CLÍNICA O paciente foi atendido na sala de emergência com queixas de dor e dificuldade para deambular, devido a forte entorse no tornozelo direito, ocorrido durante um jogo de futebol. O exame objetivo evidenciou hematoma e edema discreto na região atingida, com dor intensa à digitopressão da cabeça no quinto metatarsino. O exame radiológico confirmou o diagnóstico clínico de fratura do quinto metatarsino direito, sem deslocamento significativo.

 CONDUTA

• Contensão com tala gessada da perna, tornozelo e pé

• Instrução para manter o membro inferior elevado

• Prescrição de analgésico não-opióide

• Retorno em sete dias para reavaliação

Caso clínico – laxativos

R.M.S., 46 anos, feminino, branca, casada, dona de casa, procedente de Uruguaiana.

HISTÓRIA CLÍNICA A paciente consultou com o novo médico do bairro apresentando uma série de queixas inespecíficas. A anamnese dirigida, complementada pelo exame físico, permitiu ao médico estabelecer diagnóstico de ansiedade generalizada. A paciente fazia uso, por indicação de outro médico, de imipramina. Na revisão de sistemas informou constipação crônica, fazendo uso diário de sulfato de magnésio. Não havia dados significativos na história clínica. O médico ouviu-a com atenção, orientando-a sobre a procedência e suas queixas. Estabeleceu-se uma relação médico-paciente satisfatória, tendo a paciente retornado para outras consultas. Em uma dessas, o médico abordou o problema da constipação, para a qual não haviam causas orgânicas evidentes. O antidepressivo foi suspenso, por não estar indicado para a ansiedade descrita e devido à constipação. A conduta constou de esclarecimentos quanto à regularização do hábito intestinal, orientações dietéticas e prescrição de uma apresentação comercial de sementes mucilaginosas de Psyllium. O resultado foi parcialmente satisfatório, visto que a paciente ainda apresenta episódios eventuais de constipação. Para estas ocasiões, o médico prescreveu uma associação de bisacodil com dioctil-sulfossuccinato de sódio (DSS).

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M.R.V.C., 33 anos foi visitar os pais em Cachoeirinha, muito cansado dormiu ao volante provocando assim um acidente, levando a um traumatismo no braço esquerdo onde foi amputado, ficando com seqüelas permanentes optou por usar uma prótese com fins estéticos, após esta experiência M.R.V.C. ficou muito traumatizado com sintomas de agitação, depressão, psicótico com tendência suicida e distúrbios bipolares. Procurou atendimento médico, onde este lhe prescreveu Diazepan de 100mg 4xdia, Imipramina 75mg 2xdia, Carbamazepina 800mg 1xdia e Carbonato de Lítio 1,8g 4xdia.
M.R.V.C. tem se sentido bem cansado, sonolento, com tontura, boca seca e visão turva. Para superar a depressão ele sai aos finais de semana para balada e ingere bebida alcoólica junto com os amigos.
1. É correto usar Diazepan e Carbamazepina juntos? Por quê?
2. Todas as dosagens dos medicamentos estão corretas? Se tiver errada indicar a dosagem correta?
3. Quais as interações medicamentosas que podem ocorrer?
4. Quais as orientações importantes sobre os medicamentos para o paciente?
Elaborado por: Crislei Molina, Elusa Grassi, Fernanda Pauletto, Jaciane Marques

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gravida_03J. R. 25 anos, feminino, branca, casada, médica, residente em PoA.

Em acompanhamento para tratamento de diabetes e hipertensão, relata alguns episódios anteriores de infecção do trato urinário (ITU). Solicitado hemograma, parcial de urina e urocultura.

 

No retorno, a paciente estava gestando há 30 semanas, e  procurou atendimento com queixa de contrações uterinas (três em 20 minutos).
O exame físico confirmou as informações prestadas. Ao toque vaginal, o colo do útero estava fechado. Frente ao quadro de trabalho de parto prematuro, decidiu-se pela internação da paciente. Além de repouso, prescreveu-se salbutamol em infusão intravenosa contínua.

 

Resultados:

HEMOGRAMA:

Eritrócitos:  4.300.000 /microlitro
Hemoglobina: 11,0 g/dl
Volume globular: 33,0 %
VCM: 76,7 fentolitros (fl)
HCM: 25,6 picogramas (pg)
CHCM: 33,3 %
RDW: 17,0 %
Anisocitose +, eliptócitos +
Leucócitos: 12.000 / microlitro
Contagem diferencial: neutrofilia sem desvio nuclear à esquerda
Granulações tóxicas +
Plaquetas: 270.000 / microlitro

PARCIAL DE URINA:

Aspecto: ligeiramente turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,5. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 1.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 1.000/mm³
Glicose: 0.  Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

UROCULTURA: desenv. de cocos gram-positivos, contagem: 4 X 103 UFC/ml

Paciente voltou ao consultório um mês depois, como visita de rotina do pré-natal.
Médico solicita nova urocultura e parcial de urina, em vista do resultado da cultura anterior

Aspecto: turvo. Urobilinogênio: 0.
Cor: amarelo-âmbar. Bilirrubina: 0.
pH: 6,0. Nitritos: 0.
D: 1.025. Leucócitos: 2.000/mm³
Proteínas: 0. Eritrócitos: 3.000/mm³
Glicose: 0.  Células epiteliais: ++
Acetona: 0. Cilindros: ausentes.
Hemoglobina: 0. Cristais: ausentes.

 

 

Sua mãe a acompanhava à consulta, contando com 56 anos de idade, e se queixou de ondas de calor, aumento da irritabilidade e incapacidade de se concentrar nas tarefas diárias. Declara que está na menopausa, mas que não pretende tomar nenhum hormônio, visto que a mãe teve câncer de mama e ela está com medo de que esse tratamento possa aumentar seu risco.menopausa Confessa que os sintomas são praticamente insuportáveis.

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M. S. , 50 anos, relatou que sua filha S.S. , 19 anos, aos 4 anos começou apresentar sintomas como dificuldade motora, dificuldade de comunicação, difícil deglutição, irritabilidade e crises de convulsões. O médico diagnosticou retardo mental e epilepsia, receitando Carbamazepina 400 mg 2 x/dia (manhã e noite), ao longo do tratamento e com auxílio da fisioterapia teve melhora no seus sintomas, porém aos 9 anos a mãe relatou que a filha mostrava-se depressiva, então o médico prescreveu Fluoxetina 40 mg ao deitar. Após aderir a medicação a paciente se queixava de queimação no estômago logo após ao deitar,  a mãe passou a  administrar antiácidos para minimizar os sintomas gástricos da filha.

A mãe da paciente relata  que aos 14 anos sua filha apresentava dificuldade para dormir e que a mesma apresentava-se menos apática, então o médico resolveu trocar a Fluoxetina pelo Diazepam 10 mg ao deitar, mantém a Carbamazepina e prescreve também Clorpromazina 200 mg/2x ao dia, a qual mantém até hoje.

Perguntas:

1) Por quê a paciente apresentava queimação no estômago?

2) Possui alguma interação medicamentosa nas prescrições?

3) Foi correto a mãe administrar antiácido à filha?

4) As doses e as posologias das medicações estão corretas?

5) O Diazepam causa algum efeito adverso?

Elaborado por Aliane Bernardes, Alessandra Saraiva e Andressa Rosa

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