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Posts Tagged ‘pediatria’

Débora, é uma menina de 5 anos, pesando 17,2Kg e medindo 1,1m. Ela foi levada ao  seu pediatra por causa de dificuldades respiratórias e chiado nos últimos 3 dias, além de tosse produtiva de coloração amarela. Seis meses atrás, ela foi diagnosticada com asma. O pediatra fez os seguintes apontamentos:

•             PEFR 60-67 (normal 150-160) – (FEFmax – Fluxo expiratório forçado máximo durante a CVF)

•             aumento da frequência respiratória

•             taquicardia

•             dificuldade de completar frases

•             temp 38.8˚C.

  • Quais os seus comentários em relação à avaliação do pediatra
  • Depois da admissão hospitalar , quais os cuidados a serem tomados com a terapia de Débora para o manejo de seus sintomas?
  • Quais fatores complicadores estão presentes?

Débora recebeu a seguinte prescrição

  • Nebulização com salbutamol 2.5mg, a cada 1-2 horas se necessário
  • Prednisolona 40mg  uma vez ao dia (oral)
  • Cefotaxima 900mg  duas vezes por dia  (intravenosa)
  • Paracetamol 250mg  a cada 4-6 horas, se febre ou dor.

Descrição da progressão

Debora respondeu bem ao tratamento. O antibiótico intravenoso foi descontinuado e o tratamento oral foi iniciado.  Prednisolona foi descontinuada depois de 3 dias. Como estava reagindo bem ao tratamento, teve alta.

  • Qual antibiótico oral pode ser indicado?
  • Quais sinais indicam que ela respondeu bem ao tratamento?
  • Que medicamentos ela deve receber na alta, se sua FEFMax atingir 122?
  • Débora receberia imunização na próxima semana. Sua mãe pergunta se ela pode fazer as vacinas normalmente.
  • Estabeleça um plano de atenção farmacêutica para Débora, contemplando as necessidades de intervenção, ações a serem realizadas e resultados esperados.

Fonte: Paediatric pharmaceutical care – Workbook – NHS

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Estudo de caso – paciente infantil, hipoglicêmica, com distúrbio respiratório

MGS, feminina, branca, filha de pais saudáveis e consangüíneos, primos em primeiro grau. Nasceu de parto cesariana devido à doença hipertensiva da gravidez, após gestação de 35,7 semanas, com 1.590g e 39,5cm de comprimento. Apresentou desconforto respiratório adaptativo, icterícia fisiológica e hipoglicemia durante a primeira semana de vida, controlada com infusão intravenosa de glicose, na dose de 4 a 6mg/kg/minuto.

Permaneceu no berçário por 1 mês visando a ganho ponderal. Recebeu alta com 1.860 gramas, tendo permanecido bem em casa por 2 meses. Aos 3,5 meses de idade, foi atendida no Setor de Emergência Pediátrica do Hospital Universitário da Universidade de Santa Maria, com história de apatia e episódios caracterizados por movimentos repetitivos de membros e aparente perda de consciência, há 2 dias. No exame físico de admissão mostrava-se hidratada, hipoativa, com 3.880 gramas e estatura de 49cm – ambos abaixo do percentil 2,5, segundo o National Center of Health Statistics- NCHS.

Apresentou convulsão tônico-clônica durante o período de observação, quando se constatou glicemia de 16mg/dl. Recebeu glicose endovenosa (inicialmente 5,4 mg/kg/min) e foi internada para investigação etiológica da hipoglicemia.

Durante a internação recebeu quantidades progressivamente maiores de glicose (até 12mg/kg/minuto) mantendo, no entanto, hipoglicemia e crises convulsivas. Os resultados dos exames realizados para investigação desse quadro encontram-se na Tabela 1. O teste de infusão de glucagon (Tabela 2), realizado após suspensão da infusão venosa de glicose, evidenciou glicemia basal de 5 mg/dl com insulinemia concomitante de 39,5mU/ml. A relação insulina/glicose foi de 7,9:1, para um máximo esperado de 1:4, caracterizando hiperinsulinismo.

figura 1

figura

No 40º dia de internação, foi transferida para a Unidade de Endocrinologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, onde, além de glicose, passou a receber hormônio de crescimento (GH), na dose de 2U por dia, via subcutânea. Houve diminuição da frequência dos episódios convulsivos, porém persistência da hipoglicemia. Devido à forte suspeita de HHPI, indicou-se inicialmente pancreatectomia subtotal, que não foi eficiente, sendo então realizada nova pancreatectomia. Como houve persistência da hipoglicemia, passou a fazer uso de diazóxido (10mg/kg/dia), sem resposta adequada. Optou-se então pela administração de prednisona (1mg/kg/dia) e dieta hipercalórica, o que resultou em controle da glicemia e das crises convulsivas. Recebeu alta hospitalar, após 44 dias, fazendo uso de dieta hipercalórica fracionada, prednisona e fenobarbital (5mg/kg/dia).

Aos 2 anos e 10 meses de idade apresentava desenvolvimento neuro-psicomotor adequado, sendo suspenso o uso de fenobarbital, sem intercorrências. Aos 3 anos, após diminuição progressiva da dose, foi suspensa a prednisona. Permaneceu assintomática até os 3 anos e 7 meses de idade, quando apresentou hipoglicemia, revertida com ingestão oral de açúcar.

Aos 4 anos foi internada com quadro sugestivo de pneumonia viral, associada à rinite e conjuntivite. Foi realizado exame radiológico de pulmão e exame hematológico no qual pode-se perceber que os neutrófilos e linfócitos estavam ligeiramente aumentados e  havia um aumento mais significativo de monócitos. Foi prescrito Ceftriaxona e Oxacilina e Prednisolona.

No momento, com 4 anos e 9 meses, apresenta desenvolvimento pôndero-estatural inadequado, com peso de 11.500 gramas, estatura: 89,3cm, ambos abaixo do percentil 2,5 – NCHS.

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1. Identificação:

Nome: J. V. S. P

Idade: 6 meses

Cor: Branca                              Nacionalidade/Naturalidade: São Paulo, Brasileira

Sexo: Masculino

Religião: Católico

Endereço: R: José da Silva Oliveira, 259, Grajaú, São Paulo, SP

Nome da Mãe: A. A. P.

Nome do Pai: F. P.P

Moradia: Própria, mora três pessoas na casa com quatro cômodo.

Fonte da Anamnese: a mãe respondeu as perguntas

Data da entrada: 23/03/2009

 

2. Queixa Principal (QP). (palavra do acompanhante)

A mãe referiu que a criança estava sentindo cansada à dois dias, tosse produtiva, a criança estava chorando muito e com falta de ar.Foi diagnosticada broncopneumonia.

A mãe referiu que mudou – se de sua casa logo que apareceu a doença na primeira internação do filho com dois meses, a sua casa não tinha acabamento e produzia muito pó, piorando a saúde da criança. Refere que passa o dia inteiro limpando a casa por causa da sensibilidade do filho.

3. História patológica pregressa (HPP)

            A criança é o primeiro filho do casal, os pais referiram não ter tido nenhuma doença respiratória, os primeiros sintomas apareceram com dois meses de vida da criança, ela foi hospitalizada por 21 dias.

A mãe referiu que a criança não teve nenhuma doença própria da infância como: sarampo, rubéola, coqueluche, varíola, caxumba, febre reumática, escarlatina, poliomielite. Não sofreu nenhum acidente ou trauma.

A criança já foi hospitalizada por duas vezes, a primeira com dois meses de idade no período 15/12/2008 a 05/01/2009 por bronco espasmo, a segunda internação aconteceu no período de 03/02/2009 a 17/03/2009 por broncopneumonia.

 

  1.  História fisiológica

A mãe referiu ter feito pré-natal.

Parto normal (transvaginal).

Nenhuma complicação no parto.

Peso: 2.900 gr.

Amamentação: a mãe referiu que a criança amamentou exclusivamente até aos dois meses de idade e amamenta com complemento até hoje.

  1.  Histórico Familiar

Mãe: 23 anos do lar refere não ter tido doenças.

Pai: 26 anos, motorista, refere não ter tido doenças.

Avó materna: doenças- H.A.S e Diabetes.

Avó paterna: doenças- H.A.S.

Avô paterno: doenças- Diabetes.

6. Histórico Social e epidemiológica

Casa de tijolo, com 4 cômodos, 3 pessoas reside, água encanada, rede de esgoto, coleta de lixo seletivo e não tem animais domésticos.

Alimentação: arroz, feijão e raramente carne.

7. Revisão dos sistemas

Dia 15/04/2009

Tº: 36,5ºC.

P: 95 bpm.

FR: 34 rpm.

Saturação: 96%.

Ao exame físico: Corado, hidratado, ativo, dispnéico, gânglios palpáveis, pupilas isocóricas, AC: BRNF 2T sem sopro, AP: MV+ com RA roncos + estertores; Abdome globoso, flácido, indolor a palpação, RHA+; eliminações vesical presente, intestinal presente asp. AC.

8.Medicamentos.

Budenosida, acetilcisteína, atenolol, ranitidina, espironolactona, hidroclorotiazida, cefepime, ibuprofeno, domperidona, prednisolona

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