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Archive for outubro \31\UTC 2008

Fonte: Bichinhos de Jardim

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Bruxinhas…

Doces ou travessuras?

 

 

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Caso clínico – Saúde da Mulher

 

Identificação

J. R., 25 anos, feminino, branca, casada, comerciária e L.M.R., 47 anos, feminino, branca, casada, professora, ambas residentes em Camaquã – RS.

 

Historia clínica

A paciente, gestando há 30 semanas, procurou atendimento com queixa de contrações uterinas (três em vinte minutos). Até então a gestação transcorrera normalmente. O exame físico confirmou as informações prestadas. Ao toque vaginal, o colo uterino estava fechado. Frente ao quadro de trabalho de parto prematuro, decidiu-se pela internação da paciente. Além de repouso, prescreveu-se salbutamol em infusão intra-venosa contínua.

 

Passadas mais doze semanas, a paciente foi admitida no centro obstétrico com uma gestação de 42 semanas, para realizar cardiotocografia basal. Era sua primeira gestação, a qual evoluíra com apenas uma intercorrência, as contrações na 30ª semana. O exame, que consta da monitorização das contrações uterinas e batimentos cardíacos fetais (BCF), tinha sido indicado pelo obstetra em função da gestação prolongada. Como não foi conclusivo, indicou-se cardiotocografia de esforço (teste de Pose). Esse exame avalia os mesmos parâmetros do anterior, após a estimulação da motilidade uterina com ocitocina, administrada na dose inicial de cinco miliunidades por minuto. Não havia contra-indicações materno-fetais para a realização do teste. A resposta foi adequada e, como acontece muitas vezes nessa situação, desencadeou-se o trabalho de parto. O parto foi normal, com um recém-nascido de 3,2 Kg. 50 cm e Apgar 9 no primeiro minuto. No pós-parto imediato, a paciente apresentou sangramento vaginal aumentado, associado à hipotonia uterina. Tentou-se a correção dessa por meio de massagem abdominal do útero e infusão intravenosa de solução glicosada a 5% (1000 mL) com 10 UI de ocitocina, na velocidade de 40 gotas/min. A evolução foi favorável.

 

A paciente retornou a consulta médica 35 dias após o parto para revisão e orientação anticoncepcional. Além de dor no mamilo ao início da amamentação, não tinha outras queixas. Referiu ter cessado a perda sanguínea vaginal. O exame ginecológico demonstrou a involução uterina prevista para a época, sem outras anormalidades. O médico prescreveu noretindrona, um comprimido de 0,35 mg por ida, ininterruptamente, por noventa dias. Orientou –a sobre os cuidados na amamentação e solicitou o retorno à consulta em 90 dias.

 

Durante esta consulta a paciente estava acompanhada pela mãe, L.M.R., que referiu estar sentindo dor nos seios, calorões que a acordavam à noite, irritabilidade fácil, diminuição da libido, dores articulares, sobretudo ao acordar, e diminuição acentuada do fluxo menstrual, embora ainda ocorresse com regularidade, durando cerca de 24 horas. Ante as manifestações compatíveis com o climatério e na ausência de história pessoal e familiar de câncer de mama e endométrio, foi proposta a terapia de reposição hormonal com estrogênio e progestogênio. O médico explicou à paciente suas vantagens e riscos, e fez recomendações não farmacológicas e reconsultas a cada seis meses.

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Turbinados para pensar

Um debate inquieta o mundo acadêmico e governos na Europa e nos Estados Unidos: o doping intelectual.

O governo britânico já começou a avaliar o uso de substâncias e remédios que possam ter algum impacto na capacidade cognitiva de cientistas e de estudantes. Por outro lado, a Associação Médica quer a imposição de novas regras para dificultar o acesso a essas substâncias. Nos Estados Unidos, o governo realiza estudos para descobrir o impacto das substâncias em diferentes setores.

A controvérsia começou com uma sondagem feita pela revista Nature em abril, a qual concluiu que um em cada cinco pesquisadores e cientistas se dopam para fazer suas descobertas. Dos 1,4 mil entrevistados nos Estados Unidos e na Europa, 20% deles confirmaram que tomam regularmente substâncias para melhorar suas habilidades cognitivas.

A indústria farmacêutica vem criando, nos últimos anos, produtos para melhorar o aprendizado de crianças e evitar a perda de memória entre os mais velhos. A pesquisa da revista Nature concluiu que estes produtos passaram a ser usados por cientistas – o que abriu um debate ético sobre o surgimento desses produtos e seu uso em pessoas saudáveis. As mais usadas são as desenvolvidas para tratar a Doença de Alhzeimer e a hiperatividade.

Para a parcela de cientistas que defendem o uso dessas substâncias, a questão que se coloca é simples: se um quadro de um artista que se droga é valorizado pelo resultado final, por que isso não poderia ocorrer nos laboratórios? Já outros alertam que, se há um controle de doping no esporte, por que não existe na comunidade científica, já que bolsas e prêmios são concedidos de acordo com a produtividade.

Substância mais usada é o metilfenidato

Entre os entrevistados que admitiram consumir, 62% confirmaram que a preferida era o metilfenidato, usado para crianças hiperativas com problemas para se concentrar. Em pessoas saudáveis, o efeito seria aumentar a concentração. Já 44% indicaram que usavam modafinilo. Nesse caso, o efeito não seria muito diferente da cafeína: manter os cientistas acordados e permitir que passem noites estudando. Um grupo de 15% afirmou que fazia uso do propanolol, empregado contra pressão alta. E 80% dos entrevistados ainda garantiram que estavam cientes das conseqüências e são favoráveis ao livre-arbítrio entre os adultos.

Fonte: Zero Hora – 23/10/2008

Enquanto isso….

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Novos estudos sobre HIV

Os coquetéis de drogas contra a aids já são capazes de diminuir a quantidade de vírus no sangue a níveis praticamente imperceptíveis nos exames sorológicos, embora seja impossível erradicá-lo completamente. Cientistas suíços e norte-americanos mostraram que basta o vírus permanecer em uma única célula para que a infecção reapareça com agressividade tão logo o tratamento seja interrompido. O trabalho, a ser publicado hoje pela Proceedings of the Nacional Academy of Sciences, é uma ótima notícia aos pacientes em tratamento. Havia a suspeita de que as atuais terapias apenas diminuiriam a taxa de multiplicação do HIV no organismo, mas a pesquisa comprovou que vírus ativos são eliminados com muita eficácia pelos anti-retrovirais. O estudo também mostra que alguns vírus ficam latentes em células e são eles os responsáveis pelo retorno das infecções quando o coquetel deixa de ser consumido. O professor do Hospital Universitário de Zurique (Suíça) e co-autor do trabalho Huldrych Gnthard explica que é praticamente impossível surgirem cepas resistentes do HIV quando os pacientes tomam todos os remédios com regularidade. – O próximo passo é descobrir como identificar células com vírus latentes. Se pretendemos erradicar o HIV, precisamos entender melhor essas células e onde elas se escondem no corpo humano – afirma Gnthard.

Fonte: Zero Hora, 21 de outubro de 2008

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Identificação

A. M. S., 3 anos, masculino, branco, procedente de Santa Cruz do Sul.

História clínica

A mãe do paciente referiu que ele, há três dias, vinha apresentando fezes líquidas, com sete a oito evacuações diárias. Após 24 horas do início do quadro, começaram a apresentar vômitos alimentares, tendo seu pediatra prescrito dieta branda e metoclopramida, 4 mg, por via oral, a cada oito horas, caso persistissem os vômitos. Tendo isso acontecido, a criança recebeu repetidas doses de medicamentos, além de amoxicilina (5 ml, 2 x ao dia), que havia sido receitada anteriormente.

No dia da consulta, pela manhã, o menino passara a falar com dificuldade, mostrando-se agitado e fazendo movimentos involuntários com o pescoço e membros superiores, o que motivou o retorno à consulta. 

Exame físico

Desidratação de primeiro grau, miose, rigidez na nuca, hipertonia muscular generalizada e movimentos clônicos e involuntários no pescoço e membros superiores.

Exames clínicos

Foi colhida amostra de fezes para a realização de  exames bacteriológicos e virológicos. Foram doseados eletrólitos plasmáticos, sódio, potássio, cálcio e cloro além de anticorpos fixadores do complemento para rotavírus; para esta última finalidade foram colhidas duas amostras de sangue, uma na fase aguda da doença e outra na fase de convalescença. Foi confirmado o caso de rotavírus.  

Conduta e evolução

O paciente foi internado para observação tendo recebido hidratação parenteral e triexifenidil por via intravenosa. A evolução foi favorável, com alta hospitalar no mesmo dia.

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Entidades médicas encaminharão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma proposta para que os medicamentos que interfiram no rendimento de motoristas ao volante venham com um símbolo de alerta na embalagem.

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), estudos internacionais estimam que cerca de 27% a 31% dos acidentes de trânsito tenham sido provocados por distúrbios do sono. Ao lado da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, a associação deve entregar o projeto na próxima semana. Segundo o presidente da Abramet, Flavio Emir Adura, a sonolência é o principal efeito colateral dos medicamentos que interferem na direção.

Ansiolíticos, antidepressivos, antipsicóticos e até alguns tipos de antialérgicos estão entre as principais classes de medicamentos que prejudicam a direção veicular segura.

– Existe uma relação muito grande entre a ingestão de alguns medicamentos e a sonolência e, freqüentemente, os motoristas não são alertados desse risco – disse Adura.

Trabalhos científicos comparam grupos de motoristas que fazem usos de determinados medicamentos com outros que não fazem. A conclusão é a de que os grupos que ingerem esses remédios sofrem de três a cinco vezes mais acidentes. Adura alerta ainda para o fato de que existem drogas que podem ficar até 36 horas na corrente sangüínea.

– Muitas vezes, a pessoa toma um remédio para dormir de noite e de manhã ainda está sob o efeito do remédio, mas não sabe. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam os prejuízos que os acidentes de trânsito causam ao país.

Campanha alerta para que motoristas leiam as bulas

Um levantamento em aglomerados urbanos revelou que os gastos chegam a R$ 5,6 bilhões por ano. Nas rodovias, essa conta alcança, por ano, R$ 23 bilhões. Nos dois valores, estão incluídos gastos com atendimento em saúde, perda produtiva e de patrimônio, entre outros fatores.

No último domingo, no lançamento da campanha anual contra acidentes no trânsito, os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e das Cidades, Márcio Fortes, fizeram um alerta aos motoristas que tomam medicamentos para que consultem as bulas a fim de evitar acidentes por sonolência causada por drogas como ansiolíticos, antiinflamatórios e antidepressivos.

Fonte: Zero Hora, 17/10/2008

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