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Archive for novembro \30\UTC 2012

DEFESAS DE TFG II

Fiquem atentos para as alterações do cronograma. Compartilhem.

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BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES: APUROS EM DISTURBIOS MENORES

Num dia muito frio, uma bela rainha estava sentada perto da janela, bordando um lençol de nenê. Sem querer, ele espetou o dedo na agulha e caíram três gotas de sangue. Então a rainha olhou para fora e fez um pedido:

– Quero ter uma filha de pele branca como a neve que está caindo, cabelos pretos como a madeira desta janela e boca vermelha como o sangue que saiu do meu dedo.

Como ela não deu atenção ao ferimento, surgiram os sintomas de vermelhidão, calor e edema. Preocupada, usou emplasto de ervas e gordura de porco, que levou à piora do ferimento.

Alguns meses depois, a rainha deu à luz uma menina do jeitinho que tinha pedido. E resolveu chamá-la de Branca de Neve. Dia e noite ela ficava do lado da filha, cuidando dela com muito amor e carinho.

Porém, o ferimento no dedo piorou, e a rainha morreu antes de criar a filha como queria. O rei chorou durante meses, até que conheceu uma princesa lindíssima e se casou com ela. A princesa só tinha beleza, porque o resto nela era só vaidade, orgulho e malvadeza. O dia todo ficava na frente do espelho, perguntando:

– Espelho, espelho meu, existe no mundo mulher mais bonita do que eu? E o espelho, que era mágico, dizia:

– Não, rainha, você é a mais linda. Porém, percebo em seus lindos cabelos uma grande infestação de piolhos, chamada de pediculose! Deve tratar com banhos de ervas e passar vinagre e álcool em seus cabelos!

Enquanto a rainha conversava com o espelho, Branca de Neve crescia bonita como ela só, era de uma formosura que não tinha igual no planeta inteiro. Cresceu e se formou farmacêutica! Tanto assim que um dia a rainha ouviu do espelho uma resposta que não esperava:

– Sim, existe outra muito mais bonita que você.

– E quem é essa atrevida? – perguntou ela.

– Branca de Neve!

Desde então a rainha que era má, começou ameaçá-la. Branca de Neve com medo foi se refugiar na floresta,na casa dos sete anões. Foi muito bem aceita pelos anões, pois ela cozinhava, lavava e passava para os sete anõezinhos.Todos eram felizes naquela casa. Todos os dias como de costume os anões saíam para trabalhar e deixavam Branca de Neve cuidando da casa.

Outro motivo para gostarem da moça era a forma com que cuidou dos anões quando chegou à casa….

ATCHIM, o anão, estava sempre resfriado! Coriza, espirros e olhos inchados estavam sempre presentes em seu rostinho redondo… Branca de Neve, que havia levado sua “farmácia caseira” para a floresta, e lhe deu um anti-histamínico… os espirros melhoraram, bem como os sintomas… Porém, começou a apresentar sintomas de sonolência, fazendo companhia para SONECA! Este anão, porém, também recebeu atenção especial de Branca de Neve, que percebeu sua insônia noturna que tinha como consequência a sonolência durante o dia. Cuidou de sua higiene do sono e lhe deu prometazina antes de dormir!

Os anões já haviam feito de tudo, mas não sabiam a origem do mau humor do ZANGADO. Branca de Neve foi conversar com ele, e soube que sentia muita dor nas costas, pelo trabalho pesado na mina. Percebeu se tratar d euma dor nociceptiva aguda, e lhe deu AINEs, que melhoraram a dor, mas não foi suficiente. DENGOSO  não tinha uma alimentação equilibrada, e fazia manha para comer verduras e frutas, e para tomar água. Como consequência, era constipado. Branca de Neve o convenceu a melhorar seus hábitos alimentares, e nas crises, lhe dava fitoterápicos a base de sene. O MESTRE, que há anos trabalhava na mina de ouro, sentia o efeito da poluição do local e apresentava constante tosse.  O reflexo da tosse no Mestre se devia à uma defesa do corpo em remover secreções e corpos estranhos nas vias aéreas. Branca de Neve recomendou medidas higiênicas como aumentar a ingesta de água e xarope à base de acetilcisteína. A mina de ouro afetou DUNGA de outra maneira. O grande número de horas que passava em pé todo dia pode ser um fator que desencadeou hemorroidas.  Apresentava como sintomas a dor, irritação e sangramento, para o qual Branca de Neve cuidou que a alimentação fosse livre de condimentos e que Dunga  evitasse café, álcool e tabaco. Para o tratamento, usou uma pomada preparada com manteiga de cacau, óxido de zinco e óleo de fígado de bacalhau. Já FELIZ, já não sorria mais… sentia muita dor gengival, devido a estomatite aftosa, derivada da falta de vitamina B6 em sua alimentação. Dietas pobres em condimentos também ajudaram Feliz no controle de seu problema. Branca de Neve lhe deu colutório antisséptico e orabase de triancinolona.

Enquanto isso a rainha preparava um plano mirabolante, transforma-se na bruxa mais horripilante e má. . . .

De repente surpreendentemente aparece na janela uma velhinha pedindo água à Branca de Neve. Ela muito boa recebe a velha e esta em agradecimento oferece à Branca de Neve uma maçã, e pede a ela que dê uma mordida e faça um pedido. Surpreendentemente, Branca de Neve reconhece a Madrasta e faz com que ela mesma coma a maçã! A Rainha Má se contorce em dores, pois a maçã causava forte dor abdominal e diarreia! Compadecida, Branca de Neve lhe deu um reidratante oral, produto que não falta em sua farmácia itinerante!

Encantado com a beleza, bondade e competência de nossa Branca de Neve farmacêutica, o Príncipe encantado lhe diz:

– Gata, você levanta tanto o meu astral que a indústria farmacêutica devia usar seu DNA pra fazer antidepressivos, SUA LINDA!

É…. parece incrível, mas Branca de Neve caiu nessa, e …

…And they lived happily ever after.

 

 

 

 

 

 

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Defesas de TFG II

Clique no link abaixo para conhecer mais sobre os trabalhos finais de Graduação do curso de Farmácia Dez/2012!

 

DEFESAS DE TFG II

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A paciente, 18 anos, branca, casada, natural e procedente de Santa Maria, foi atendida no Pronto Atendimento do Hospital Municipal Casa de Saúde em 16 de janeiro de 2012, com idade gestacional de 26 semanas segundo ultra-sonografia obstétrica do primeiro trimestre. Encontrava-se na segunda gestação, com um parto cesáreo anterior há dois anos. A paciente relatou história de dois meses de febre, astenia, cansaço, hiporexia, mialgias e cefaléia. Havia antes procurado várias vezes atendimento médico em unidades básicas de saúde (UBS), sempre recebendo tratamento paliativo e não sendo encaminhada para investigação ambulatorial. No acompanhamento pré-natal, em UBS, não houve investigação para as manifestações clínicas que a paciente estava apresentando, continuando o tratamento paliativo. Negou intercorrências na gestação anterior e abortos.

Estava em regular estado geral, regular estado nutricional, hipocorada ++/4, acianótica, anictérica, sem linfonodos palpáveis, febril (38,7°C), eupnéica. A ausculta cardiopulmonar não apresentava alterações. O abdome era globoso e a altura uterina de 22 cm. O fígado e o baço eram palpáveis a 10 cm dos respectivos rebordos costais e edema de membros inferiores com cacifo +/4. Foram solicitados hemograma, níveis séricos de sódio, potássio, uréia, creatinina, amilase, cálcio e magnésio, exame de urina e urocultura e ultrasonografia obstétrica e de abdome total.

Aos exames de entrada, apresentava 2,3 milhões de eritrócitos/dL, 6,4 g% de hemoglobina e 600 leucócitos com 60% de segmentados e 40% de linfócitos. Havia também plaquetopenia (59.000), caracterizando a pancitopenia. Havia também hipocalemia (3 mEq/L) e hiponatremia (126 mEq/L). O exame de urina apresentou-se sem alterações. A urocultura foi negativa. A ultrasonografia abdominal confirmou a hepatoesplenomegalia. A ultra-sonografia obstétrica revelou feto único, vivo, com IG de 26 semanas e índice de líquido amniótico (ILA) de 8,2 cm.

Do acompanhamento pré-natal, possuía exames de tipagem sanguínea (B Rh+) e triagem para sífilis (VDRL), toxoplasmose IgM, herpes simples 1 e 2 IgM, vírus da imunodeficiência humana 1 e 2, citomegalovírus IgM, hepatite B e C, vírus linfotrófico humano 1 e 2, rubéola aguda, doença de Chagas e fenilcetonúria materna, todos negativos. A triagem de anticorpos IgG para toxoplasmose, herpes simples, citomegalovírus e rubéola foram positivos.

A paciente foi internada na enfermaria de Ginecologia e Obstetrícia (GO), permanecendo por sete dias, sendo transferida para o CTI no dia 22/01/12, por quadro de rebaixamento de consciência, hipofonese de bulhas e piora da pancitopenia, tendo recebido dez unidades de crioprecipitado,permanecendo por três dias em terapia intensiva. Foi submetida a ecocardiografia (ECG), que demonstrou presença de discreto derrame pericárdico, sem restrição diastólica. A paciente também apresentou quadro de otite média aguda supurada, com evolução para otorréia piossanguinolenta, sendo tratada com amoxicilina 500 mg e clavulanato 125 mg via oral 8/8 h, sendo então acompanhada pelo serviço de Otorrinolaringologia. Tendo tido alta do CTI, retornou à enfermaria da GO, continuando o tratamento para a otite média aguda até completar 14 dias de antibioticoterapia. Passou a apresentar icterícia 3+/4,estando o baço palpável a 12 cm do rebordo costal esquerdo e o fígado palpável a 10 cm do rebordo costal direito, confirmados por nova ultrasonografia abdominal.

Após o retorno para a enfermaria de GO, no dia 25/01/04, foi levantada a hipótese de leishmaniose visceral, sendo solicitado aspirado de medula óssea com cultura, encontrando formas amastigotas do parasita no esfregaço a fresco, corado pelo Giemsa. Iniciou-se, então, tratamento imediato para a leishmaniose visceral com anfotericina B lipossomal, 50 mg diluídos em 250 mL de solução glicosada a 5% intravenosa por duas horas, diariamente, sendo solicitados exames laboratoriais, com periodicidade de três vezes por semana: hemograma, tempo de protrombina, alaninaminotransferase, aspartatoaminotransferase, proteínas totais e frações, creatinina, potássio, ECG e glicemia sérica.

Seis dias após o início do tratamento (31/01/12), a gestante apresentou indícios de sofrimento fetal agudo, com a freqüência cardíaca fetal variando de 85 a 100 batimentos por minuto (bpm), associado a oligoâmnio grave, demonstrado por ultra-sonografia obstétrica, com ILA de 4,8 cm.

Nessa ocasião, com 28 semanas de gravidez, foi novamente transferida para cuidados intensivos,com insuficiência hepática e distúrbio da coagulação. Questionou-se a resolução da gestação, postergada devido às condições clínicas desfavoráveis para procedimento cirúrgico e prematuridade do feto. Após três dias de tratamento intensivo (03/02/12), mantido o esquema com anfotericina B lipossomal, observou-se estabilização da vitalidade fetal, com melhora da oligodramnia (ILA = 5,5 cm). A gestante retornou à enfermaria, dia 04/02/12, já com dez dias de tratamento para LV, permanecendo internada pelo oligoâmnio, mas com melhora do quadro clínico do calazar manifestado por desaparecimento da febre e regressão da hepatoesplenomegalia, conforme pode ser observado na Tabela 1.

 

Completaram-se 21 dias de tratamento com anfotericina B lipossomal, com regressão da hepatoesplenomegalia, confirmada por ultra-sonografia abdominal e melhora dos parâmetros laboratoriais, bem como do ILA (7,0 cm) no dia 15/02/12. O tratamento com anfotericina B lipossomal estendeu-se da 27ª à 31ª semana de gravidez. O último episódiode pico febril ocorreu dez dias após início do tratamento com a anfotericina B lipossomal, no dia 04/02/12, com 28 semanas. Após o término do tratamento, optou-se por manutenção da internação até remissão total do quadro de calazar e melhora dos parâmetros laboratoriais, clínicos e obstétricos (ILA).

Neste período, não houve sinais alterados no ECG e reduziu-se a inversão da relação albuminaglobulina significativamente. Recebeu alta hospitalar em 3 de março de 2012, com 32 semanas e 6 dias de gestação, após 48 dias de internação, com orientação de acompanhamento ambulatorial conjunto no serviço de doenças infecto-parasitárias (DIP) e pré-natal no serviço de gestação de alto risco da UFSM, ainda com oligoâmnio leve (ILA = 8,0 cm).

A paciente manteve-se assintomática, seguindo normalmente o pré-natal, sem maiores intercorrências no período Com 38 semanas, a paciente deu entrada na maternidade do HRMS em trabalho de parto, com dilatação de 3 cm, bolsa íntegra, apresentação cefálica e batimentos cardíacos fetais = 148 bpm. Teve parto normal, sem intercorrências, com RN vivo, do sexo masculino, pesando 2.995 g, tendo 48 cm de estatura e Apgar de 9 e 10 no 1º e 5º minuto pós-parto. Não apresentava malformações e o exame anatomopatológico da placenta não evidenciou o parasita. Em três meses e seis meses com quadro clínico normal, o RN foi submetido a triagem sorológica de sangue venoso periférico, por reação de imunofluorescência indireta (RIFI) IgM e IgG antileishmaniose humana, cujos resultados foram negativos. A puérpera recuperou peso, melhorou da anemia, amamenta ao seio exclusivamente e até novembro de 2012, fazia acompanhamento na UBS do Alto da Boa Vista, sem alterações. A criança, atualmente com 8 meses, encontra-se também em seguimento no serviço de Pediatria da UFSM, sem maiores intercorrências e com desenvolvimento normal para sexo e idade, mantendo sorologias e clínica negativas para leishmaniose visceral. 

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