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Archive for maio \31\-03:00 2011

Homem, solteiro, natural e residente em Dom Pedrito-RS, procurou o Hospital Dr. Clementino Fraga na referida cidade, acompanhado da mãe e da irmã, em 10/01/2009, aos 35 anos de idade, com queixas de febre intermitente há cerca de 3 semanas, associada a tosse produtiva, anorexia e cefaleia. Negava a ocorrência de episódios hemoptoicos. O paciente possuía sorologia positiva para HIV, confirmada no dia 03/01/2009 pelo Western blot. Seus familiares relataram episódios ocasionais de desorientação, ideias desconexas e lapsos de memória. Ao exame físico, encontrava-se emagrecido, eupneico, acianótico, anictérico e hipocorado (+/4+). O exame dos aparelhos cardiovascular, respiratório e do abdome não apresentava alterações. O exame neurológico evidenciou ideias desconexas, sem sinais de irritação meníngea. Foram realizados uma radiografia de tórax, que evidenciou infiltrado em bases pulmonares (processo

broncopneumônico infl amatório), e um PPD que foi não reator. Os demais exames laboratoriais encontravam-se sem alterações, e no parasitológico de fezes evidenciou-se a presença de ovos de Schistosoma mansoni. Foram levantadas as seguintes hipóteses diagnósticas: aids, pneumonia bacteriana e neurotoxoplasmose, com início da terapia para as duas últimas, e alta hospitalar após resolução do quadro clínico. No entanto, retornou aproximadamente 3 semanas depois, no dia 14/02/2009, com outro quadro sugestivo de pneumonia bacteriana, que foi novamente tratada, sendo então instituída nesta ocasião a terapia antirretroviral (TARV) com estervudina, lamivudina e zudinavir. No dia 05/03/2009, o paciente realizou dosagem da carga viral (não foi feita antes do início do tratamento porque o paciente não compareceu ao exame) cujo resultado foi:

62.000 e log de 4,79. No dia 19/03/2009 foi feita a contagem de células CD4+, que foi de 178 células/µL; CD8+ foi de 333 células/µL e a relação CD4/CD8 foi de 0,53, confirmando a imunodepressão.

O paciente, em 2009/2010, foi internado diversas vezes neste serviço apresentando infecções gastrointestinais, estando em uso irregular da TARV.

No dia 14/05/2010 o paciente realizou nova carga viral, cujo resultado foi: 1.200 e log de 3,08, indicando má adesão ao tratamento, apesar da redução considerável da carga viral (62.000 em

05/03/2009), pois conforme o guia do Ministério da Saúde, caracteriza-se boa resposta terapêutica queda de 99% da carga viral inicial do paciente ou diminuição de 02 logs. O esperado seria que a carga viral do paciente estivesse indetectável.

No dia07/09/2010, o paciente procurou novamente o serviço do Hospital Dr. Clementino Fraga com queixas de dor em MMII, abdome e coluna tipo queimação que se iniciou na madrugada anterior. O exame físico evidenciou um Giordano positivo e a impossibilidade de locomoção do paciente devido à intensidade das dores. Cogitou-se a hipótese de litíase de vias biliares, mas a ultrassonografi a (USG) de abdome superior não detectou nenhuma alteração. No dia 08/09/2010 foi palpado um nódulo endurecido em coluna torácica. O paciente evoluiu com piora da dor, que no dia 09/09/2011 o impediu de deambular completamente. Foi realizado um PPD no dia 13/09/2004 que se revelou reator forte (16 mm) e uma tomografi a computadorizada (TC) de tórax, cujo resultado foi colapso de corpo de T11 provocando uma indentação na superfície superior do corpo de T12 com comprometimento de partes moles associado, que entra no canal vertebral e comprime medula nesse nível e diminuição do espaço intervertebral T11-T12. No dia 28/09/2010 foi iniciado o tratamento para tuberculose vertebral, tendo em vista o quadro clínico e o resultado do PPD, com rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O esquema da TARV  foi modificado para estavudina, lamivudina, efavirenz. No dia 02/10/2010 recebeu alta hospitalar após melhora do quadro clínico, mantendo a terapêutica para tuberculose e TARV, associado a sulfametoxazol a cada 2 dias e diclofenaco quando necessário.

Dois meses após início de terapia contra tuberculose, o paciente retornou ao serviço com piora do quadro anterior, associado a disúria, vômitos e diarreia, com evidente difi culdade para deambular e tremores em extremidades. Paciente em uso irregular da TARV e da terapia para tuberculose, sendo as mesmas reiniciadas.

Realizou-se USG de vias urinárias, que se revelou sem alterações. Recebeu alta hospitalar 40 dias depois, após melhora do quadro clínico, sendo orientado para acompanhamento ambulatorial.  A ressonância nuclear magnética não foi realizada, pois o paciente não compareceu ao exame.

Baseado em RIBEIRO, LIMA e LOUREIRO. – J bras Doenças Sex Transm. v. 21, n.2, p. 83-86, 2009.

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I

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A senhora V., brasileira, casada, funcionária pública federal, graduada em Ciências Contábeis, 30 anos, 1,56 m, pesando 64 Kg, grávida do 2º filho, no 7º mês. Seu 1º filho tem 1 a e 9 m. No 5º mês desta 2ª gestação apresentou pequeno sangramento vaginal, que, após ultrasonografia foi diagnosticado placenta prévia, levando-a a repouso absoluto, a conselho médico. No momento não apresenta sangramento. O parto será do tipo cesária, que está agendado para o dia 07 de agosto. Na cirurgia será retirado o seu único ovário, que ora apresenta-se com cisto dermóide acentuado. O seu outro ovário foi retirado aos seus quinze anos. Conhece a importância da placenta para a criança, bem como os fatores de risco da placenta prévia. Atualmente está estudando para o concurso do TRT. Ela acredita que a sua aprovação nesse concurso trará melhoria para a sua vida. Apresenta-se apreensiva em relação ao mesmo, e relata que tem sonhado com a prova, e que os sonhos não são bons. Este fato, associado à cirurgia a tem deixado preocupada. Ela teme a recuperação do parto (cirurgia), pois não vai ser como no primeiro parto, o qual foi normal. Sabe que não vai poder segurar o seu 1º filho no colo, aliás, já não o segura desde a detecção da placenta prévia. Outro fator que tem causado “angústia” (sua fala) é estar morando na casa da família, onde sua privacidade para conversar com o marido é restrita, e não pode cuidar do filho (devido ao seu problema de saúde e porque muitos interferem). Relata que após ter sido diagnosticado a placenta prévia, o ritmo de vida do seu filho mudou, principalmente o horário de dormir. Deseja modificar esse horário, para no próximo ano colocá-lo na escola. Conta com a ajuda de uma prima para cuidar do seu filho. Às vezes, a Srª. V. passa o final de semana na casa dos sogros, ou até uma semana. Vê televisão à noite. Dorme de 7 a 8 horas por dia, acorda durante a noite com a barriga incomodando, mas logo adormece. Bebe cerca de 1 litro de água por dia, tem história de hemorróidas na última gravidez, e alimenta-se de forma balanceada, em horários freqüentes e regulares. Durante o dia elimina fezes uma vez e urina várias vezes, em boa quantidade. Fez exames laboratoriais recente, os dados estãodescritos abaixo:

  • Hemoglobina: 13,1mg; hematócrito: 38g/dl; tipagem sangüínea: O Rh+; glicemia de jejum: 84mg; VDRL: negativo e anti-HIV: negativo. Destarte ficou determinada a ausência de anemia, de fatores que possam desencadear incompatilidade Rh materno fetal, de diabetes, de sífilis e de soropositividade para o HIV..

Durante a gravidez, V. declarou ter consumido os seguintes medicamentos abaixo:

  • Vitaminas e ácido fólico (por prescrição médica)
  • Dipirona ou ácido acetilsalicílico (quando apresentava dor, por automedicação)
  • Nistatina (para tratar vaginose bacteriana, por prescrição médica)
  • Tetraciclina (para tratar uma infecção na garganta, com sobra de medicamento prescrito em outra ocasião)
  • Fitoterápicos e plantas medicinais: losna, boldo, hortelã, macela, camomila, chá verde e chá preto.
A obstetra comentou sobre a utilização de medicamentos para retardar o parto, mas não se lembrava de qual medicamento havia sido indicado.

V. declarou que com o primeiro filho não amamentou por muito tempo (apenas 2 meses) pois teve fissuras na mama e mastite. Não lembrava se havia tomado medicamentos para este problema. Gostaria de receber acompanhamento e instruções para esta gestação, já que sua amiga havia falado sobre medicamentos para “descer” o leite.

Baseado em:

FARIAS e NÓBREGA. Rev. Latino-Am. Enfermagem v.8 n.6 Ribeirão Preto dez. 2000

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Pessoal,

as inscrições para a VI Jornada de Farmácia abrirão na segunda-feira, dia 23 de maio, pelo site da unifra.

gostaria de lembrar aos interessados que, ao fazer a inscrição no valor de R$45,00 (para estudantes ) e R$ 55,00 (para profissionais), você terá o direito de escolher duas oficinas NÃO CONCOMITANTES do evento, ou seja, uma oficina entre as de número 1,2,3,4,5,e 6 e outra entre as de número 7,8,9,10, 11 e 12!

Não esqueçam que as vagas são limitadas, não deixem para a última hora!

repassem via tweeter, msn, facebook, orkut, etc…..

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…. para quem está redigindo trabalho sobre medicamentos da Casa de Súde

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Mulher de 73 anos, raça caucasiana, apresentava astenia, anorexia, náuseas, vômitos matinais, sonolência e emagrecimento de dez quilogramas, com três meses de evolução. Consultou diversos médicos e foi medicada com paroxetina e amisulpride que tomou esporadicamente. Efetuou ressonância magnética nuclear cerebral que demonstrou leucoencefalopatia isquémica e estudo analítico (creatinina sérica de 7.5 mg/dl e ureia de 280 mg/dl) tendo sido enviada ao serviço de urgência.

Aos 15 anos teve internamento prolongado por patologia do quadril esquerdo. Aos 64 anos foi operado o quadril esquerdo com colocação de prótese e aos 65 anos prótese do joelho direito. Por apresentar artrose do joelho esquerdo sintomática tomava anti-inflamatórios não esteróides, (ibuprofeno e nimesulida). Desde os sessenta anos apresentava hipertensão arterial, controlada com losartana e hidroclorotiazida.

Negava febre, nictúria, disúria, hematúria macroscópica, incontinência urinária, diarreia, dispneia, xeroftalmia, queratoconjuntivite, artrite e rash cutâneo.

Não eram conhecidos antecedentes de tuberculose, infecções do trato urinário, hepatite, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, crioglobulinemia, vasculites ou uveítes.

Negava consumo de outros fármacos nomeadamente alopurinol ou antibióticos e alergias ou viagens recentes.

Ao exame físico apresentava hipertensão arterial (160/85 mmHg), apirexia e ausência de sinais de hipervolemia ou desidratação. Parótidas de consistência e dimensões normais.

Escleróticas anictéricas, mucosas coradas e hidratadas. Fundo do olho normal.

Ausência de alterações cutâneas. Mamas simétricas, sem nódulos à palpação. Ausência de adenopatias palpáveis. Auscultação cardíaca sem sopros. Auscultação pulmonar com sons respiratórios simétricos, sem ruídos adventícios. Abdômen globoso, sem defesa à palpação superficial e profunda. Cicatriz queloide no joelho direito e na anca esquerda.

Pulsos periféricos simétricos.

À data de admissão apresentava anemia normocítica, normocrómica (hemoglobina 10.4 g/dl), leucócitos 8730/mm3 com fórmula normal (sem eosinofilia). Estudo de coagulação normal.

Creatinina: 7 mg/dl e ureia: 230 mg/dl, sódio: 126 mmol/l, potássio: 5.3 mmol/l, cálcio: 2.26 mmol/l, fósforo 2.5: mmol/l e ácido úrico: 8.3 mg/dl. Enzimas hepáticas, cinética do ferro, paratormona e lipídios normais. Proteína C reactiva: 4.45 mg/dl e velocidade de sedimentação 85 mm na 1.ª hora. Estudo imunológico revelou IgA 608 mg/dl, IgG 1750 mg/dl e IgM 365 mg/dl (ligeiramente aumentadas com carácter policlonal), com relação K/λ e complemento normais.

Os auto-anticorpos ANAs, ANCAs, anti-MBG apresentaram-se negativos, assim como os marcadores para os vírus da hepatite B e C e VIH. Enzima conversora da angiotensina sérica (ECA) 102 UI/l (N <40). Sedimento urinário normal. Proteinúria de 24 horas 1.19 g/dia. A pesquisa de eosinófilos na urina foi negativa assim como o exame microbiológico, incluindo micobactérias.

Os rins apresentaram morfologia e dimensões normais na ecografia. O electrocardiograma e a radiografia do tórax não mostraram alterações.

Tomografia axial computadorizada  torácica sem adenopatias ou outras alterações com significado patológico.

As provas funcionais respiratórias apresentaram ligeira diminuição da capacidade de difusão alvéolo-capilar.

Efetuou biópsia renal, fragmento com 10mm, com 4 glomérulos sem alterações significativas.

A pesquisa de fungos e bacilos álcool ácidos resistentes foi negativa. Na imunofluorescência não apresentava depósitos de IgA, IgG, IgM C3 e C4.

No início do internamento suspendeu toda a terapêutica prévia mantendo tratamento conservador da insuficiência renal sem necessidade de diálise. Perante o diagnóstico de nefrite intersticial granulomatosa e exclusão de tuberculose, iniciou tratamento com prednisolona (1 mg/kg/dia). Há 3 semanas mantinha insuficiência renal grave com creatinina 4.4 mg/dl e ureia 220 mg/dl, pelo que foi associada ciclofosfamida (100 mg/dia) que manteve durante 3 meses, seguida de manutenção com azatioprina (50 mg/dia) durante um ano. Após 3.5 anos de seguimento encontra-se assintomática, com creatinina 1.2 mg/dl e ureia 74 mg/dl, sem alterações do sedimento urinário.

Para insônia lhe foi prescrito diazepan 5m, duas vezes ao dia.

Baseado em Rodrigues et AL. Rev Port Nefrol Hipert; n.20 v.4, p.311-317, 2006.

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Pesquisando o preço da USP Drug Infomation, encontrei o link da MedLine Plus, sob responsabilidade do NIH (National Institute of Health) e do U.S. National Library of Medicine.  O site fornece uma variedade considerável de informações sobre medicamentos, produtos naturais e suplementos alimentares, além de trazer tópicos em saúde com informações atualizadas sobre mais de 800 doenças e problemas de saúde. Clicando em “Videos and Cool Tools” você acessa vídeos de cirurgias, anatomia, além de tutoriais sobre exames clínicos e doenças, além de uma série de outras ferramentas “divertidíssimas”!

bom estudo!

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