Caso clínico – Infecção
J.C., 23 anos, masculino, preto, solteiro, pedreiro, procedente de Porto Alegre.
HISTÓRIA CLÍNICA O paciente procurou atendimento por achar que estava com “gonorréia”. Apresentava secreção uretral purulenta, abundante pela manhã, há 3 dias. Referiu episódio semelhante no passado e freqüentes relações sexuais com parceiros diferentes. Não havia outras informações relevantes.
EXAME FÍSICO E DADOS SUBSIDIARIOS O exame dos órgãos genitais não evidenciou anormalidades. Demais aspectos clínicos sem particularidades. O VDRL foi negativo. O gram da secreção uretral demonstrou diplococos gran negativos intracelulares, sendo diagnosticado Neisseria gonorrhoeae. Foi prescrito antibiótico. O paciente continuou com corrimento uretral hialino, acrescido de disúria e prurido uretral. Feito o exame bacterioscópico, esse foi negativo para Neisseria gonorrhoeae. Estabeleceu-se o diagnóstico de Clhamydia Trachomatis ou Ureaplasma urealyticum.
Caso clínico – analgésicos
J. P. S., 22 anos, masculino, mulato, solteiro, comerciário, residente em PoA.
HISTÓRIA CLÍNICA O paciente foi atendido na sala de emergência com queixas de dor e dificuldade para deambular, devido a forte entorse no tornozelo direito, ocorrido durante um jogo de futebol. O exame objetivo evidenciou hematoma e edema discreto na região atingida, com dor intensa à digitopressão da cabeça no quinto metatarsino. O exame radiológico confirmou o diagnóstico clínico de fratura do quinto metatarsino direito, sem deslocamento significativo.
CONDUTA
• Contensão com tala gessada da perna, tornozelo e pé
• Instrução para manter o membro inferior elevado
• Prescrição de analgésico não-opióide
• Retorno em sete dias para reavaliação
Caso clínico – laxativos
R.M.S., 46 anos, feminino, branca, casada, dona de casa, procedente de Uruguaiana.
HISTÓRIA CLÍNICA A paciente consultou com o novo médico do bairro apresentando uma série de queixas inespecíficas. A anamnese dirigida, complementada pelo exame físico, permitiu ao médico estabelecer diagnóstico de ansiedade generalizada. A paciente fazia uso, por indicação de outro médico, de imipramina. Na revisão de sistemas informou constipação crônica, fazendo uso diário de sulfato de magnésio. Não havia dados significativos na história clínica. O médico ouviu-a com atenção, orientando-a sobre a procedência e suas queixas. Estabeleceu-se uma relação médico-paciente satisfatória, tendo a paciente retornado para outras consultas. Em uma dessas, o médico abordou o problema da constipação, para a qual não haviam causas orgânicas evidentes. O antidepressivo foi suspenso, por não estar indicado para a ansiedade descrita e devido à constipação. A conduta constou de esclarecimentos quanto à regularização do hábito intestinal, orientações dietéticas e prescrição de uma apresentação comercial de sementes mucilaginosas de Psyllium. O resultado foi parcialmente satisfatório, visto que a paciente ainda apresenta episódios eventuais de constipação. Para estas ocasiões, o médico prescreveu uma associação de bisacodil com dioctil-sulfossuccinato de sódio (DSS).
J. R. 25 anos, feminino, branca, casada, médica, residente em PoA.
Confessa que os sintomas são praticamente insuportáveis.
Na época da faculdade é comum ter que comer na correria entre uma aula e outra, churrasco com a turma no final de semana, encontro em barzinhos e o efeito disso tudo: quilos a mais na balança ao final do mês. Quer dizer que fazer universidade engorda? Pelo menos é o que indica os estudos sobre a obesidade entre pessoas de nível universitário realizados pela Fundação Robert Wood Johnson, nos Estados Unidos. A pesquisa mostra que universitários engordam até 7 quilos durante a vida acadêmica. Álcool, alimentação gordurosa e hábitos nada saudáveis são as principais causas do ganho de peso.